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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ENFIM O PARTIDO DOS TRABALHADORES SE DEFINE OPOSIÇÃO A VALMIR

"Ser ou não ser (oposição), eis a questão" (William Shakespeare)


A frase da famosa Tragédia de Hamlet que uso como título define bem o momento que o PT (Partido dos Trabalhadores) está vivendo agora. Desde que perdeu a eleição para Valmir da Integral após oito anos no comando da prefeitura, vem enfrentando esse drama: é oposição a esse governo ou se une a ele para se aproveitar do poder? Esse dilema causou uma divisão histórica no partido em Parauapebas. Alguns componentes se acostumaram tanto com o poder que agora não sabem mais sobreviver na oposição. Um exemplo claro disso é o vereador Euzébio que antes mesmo da posse foi beijar as mãos do Valmir e lhe jurar fidelidade canina eterna.

Essa semana o PT resolveu se posicionar. A visita da Polícia Federal e o discurso da vice-prefeita na Câmara denunciando vários esquemas de corrupção foram demais para os petistas. Se até a vice está pulando fora, seria muita burrice alguns membros do PT embarcarem nesse Titanic. Após várias tentativas por parte de algumas lideranças e membros do Diretório de vender o partido para o Valmir, após várias tentativas por parte do prefeito de abocanhar o partido, após vários assédios do Palácio dos Ventos, após várias negociações com promessa de secretarias, financiamento de campanha e outras benesses, o PT resolveu se definir como oposição a Valmir da Integral. Secretários Horácio (SEMPROR), Wadyr (SEMAD), Judson (SEMURB), Juliana (SEMED) e Irmã Teca (SEMMU), podem dormir tranquilos. Não será dessa vez que terão que entregar seus cargos. Se dependesse do chefe de vocês, essas pastas já seriam do PT há muito tempo. Ufa!

Veja a Resolução que o PT divulgou dia 16 de setembro na tumultuada sessão da Câmara:


Por enquanto essa Resolução é só papel. Para ter valor prático o Diretório tem que aplicá-lo. Resta saber se terá força moral e interesse para isso. Na própria sessão onde a Resolução foi lida pelo vereador Arenes os dois vereadores -Miquinha e Euzébio- ignoraram solenemente. Votaram a favor da vergonhosa suplementação de R$622 milhões para Valmir torrar. Além disso continuam desrespeitando a determinação do PT e não assinam a CPI da saúde. 

Até aqui "tudo continua como d'antes no quartel de Abrantes". O partido continua dividido, a bancada na Câmara continua rachada ao meio e a direção não teve a competência nem de organizar um seminário para discutir a eleição. Aguardaremos para ver se essa Resolução é o início de uma reação ou é mais um jogo de cena. Se assim for, salve Shakespeare! Viva Hamlet!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA BARRADA PELO REGIMENTO

Conhecimento é Poder


No afã de aprovar logo a suplementação de mais de R$600 milhões para Valmir gastar (em troca de que?) os vereadores governistas marcaram para hoje de manhã a sessão extraordinária. Queriam aprovar tudo rapidinho sem a presença do povo como fizeram no ano passado.

Tudo corria normalmente até que os cinco anjos (como denominou vereador Bráz)  lembrou ao presidente Josineto que aquela sessão era ilegal pois estava em desacordo com o Regimento Interno. O presidente insistiu em continuar e garantiu que não havia nada de errado. Os vereadores Charles e Bruno insistiram e ameaçaram levar mais uma vez à justiça caso o presidente continuasse. A ilegalidade era tamanha que Odilom resolveu parar e pedir ajuda aos universitários. Resultado: descobriram que a sessão estava mesmo ilegal. Consta no Regimento daquela casa que para tratar de orçamento a sessão extraordinária só poderia ser convocada após 48 horas.

Vereadores desconhecem o Regimento


É inacreditável, mas os vereadores ainda não conhecem o Regimento da própria Câmara. Seria de bom tom darem uma lidinha de vez em quando. O vereador Odilom sabendo dessa falta de conhecimento, aproveita da sua antiguidade e deita e rola sobre os demais. É perceptível toda vez que o presidente vai tratar de alguma matéria regimental dá uma olhadinha para o Odilom e aguarda o seu comando. Dizem que o Odilom até já citou artigo do tal Regimento que nem existe. Permanece aquela máxima: "em terra de cego quem tem um olho é rei". Tudo indica que o próprio Odilom desconhece o Regimento ou tentou se aproveitar da falta de conhecimento dos demais, pois como Secretário da Câmara passar batido num item básico desse é inacreditável.

Mesa ignora os Procuradores da Câmara


Apesar de ter um time de advogados concursados como Procuradores, a Mesa Diretora parece que prefere contratar assessoria externa. Talvez fiquem constrangidos em pedirem certas orientações para advogados concursados. Os vereadores governistas contrataram para auxiliá-los, o advogado Welington Valente. O experiente advogado deixou os vereadores passarem por um vexame desse quando passou batido no prazo regimental para convocar sessão extraordinária. Duvido que os procuradores passassem batido nesse item.

Parabéns aos vereadores Charles, Bruno, Pavão, Eliene e Arenes por mais essa vitória. A sessão foi interrompida e remarcada para sexta feira a tarde. O Valmir e seus aliados vão ter que esperar mais dois dias para abocanharem essa bufunfa.

E eu de minha parte fico aqui na torcida e acreditando que ainda hei de me orgulhar desses meus vereadores. 

SESSÃO DO DIA 16 DE SETEMBRO - O CIRCO DOS HORRORES

"Eh, ôô, vida de gado, povo marcado ê, povo feliz"


Olhe bem para essa foto. Analise o semblante das pessoas presentes nesse quadro! Pessoas humildes, sofridas e com ar entediado. Estão aqui obrigadas. São cabos eleitorais de candidatos que ganham uma diária de R$30,00 e se submetem a todo tipo de situações constrangedoras. Balançam bandeira sob sol quente, distribuem santinhos nas ruas, e, agora ganharam mais uma função: ocupar a câmara e vaiar ou aplaudir vereadores de acordo com o comando do contratante. Note o semblante triste. Estão ali obrigadas e a contra gosto e agem como fantoches. São homens, mulheres com vida dura e sofrida, que tem seus direitos básicos negados. Padecem nas filas dos hospitais públicos, não tem direito a uma boa educação, moradia e trabalho. Esse povo deveria estar ali espontaneamente, exigindo dos vereadores que cumprissem seu papel, que se comportassem como fiscais do povo, que tivessem decência, que defendessem o povo. Mas só que não. Estão ali obrigados e servindo de massa de manobra para atender interesses não revelados de alguns vereadores. E assim segue a humanidade.

Contradição: na semana passada rugiram como leões contra a suplementação. Agora apoiaram como cordeirinhos


Mais uma vez tiro o chapéu para o Prefeito Valmir. Ele está passando com seu rolo compressor sobre a Câmara e mostrando que se sua base quiser tem que beijar suas mãos. Não importa lei, regimento, nem "bula papal". Se o prefeito quer uma suplementaçãozinha de RS 622 milhões para gastar a Câmara é que se vire para aprovar.

Na sessão do dia 09 de setembro vereadores como Miquinha e Luzinete falaram grosso contra a suplementação. Uma semana depois o cenário mudou completamente. Com exceção de Eliene, Charles, Arenes, Bruno e Pavão todos votaram a favor e assinaram um cheque em branco para o prefeito continuar sua gastança. Inclusive os dois vereadores do PT Miquinha e Euzébio votaram a favor contrariando uma resolução do partido. Êita  que não reconheço mais o meu PT!

O vereador Charles protocolou um pedido de vista ao projeto de suplementação. Se seguissem o Regimento Interno o projeto sairia de pauta e só retornaria após a análise do vereador. Por determinação dos vereadores governistas o Josineto não aceitou o pedido. Vereador Charles seguindo o Regimento entrou com um recurso para garantir o seu direito de pedido de vista. Mais uma vez o líder do governo orientou o Presidente a uma manobra. Esse botou o recurso em votação. Essa é uma manobra manjada e infantil. Todos sabem que hoje na Câmara tem 10 vereadores que votam como manda o líder do governo e não adianta argumentar nem mostrar regimento. Mais uma vez a oposição recorrerá ao Judiciário e anulará a votação. Vergonhosamente o Poder Judiciário vai ter que intervir no Poder Legislativo por ilegalidade. 

A suplementação foi aprovada em primeira instância e nessa quarta será aprovada em segunda instância numa sessão extraordinária às 10 horas. Tudo com muita urgência e sem a inconveniente presença do povo.

CPI da saúde é decidida no Poder Judiciário


Pelo andar da carruagem não teremos mais Poder Legislativo em Parauapebas. A coisa está tão escandalosa que uma simples instalação de uma CPI teve que ser decidida pela Juíza Dra. Adelina que deu liminar favorável e manteve a comissão que o Josineto nomeou e depois anulou a mando do prefeito e do líder do governo. Nunca na história desse município vimos tamanho disparate. Isso demonstra um Poder Legislativo frágil, desmoralizado e sem comando.

Parabéns aos cinco vereadores que não se rebaixaram e correram atrás. Mesmo sendo uma minoria conseguiram impor sobre a Câmara uma acachapante derrota no judiciário. Talvez os governistas ainda recorram da decisão, pois o Valmir não quer essa CPI de jeito nenhum. 

Na sessão dessa terça outra CPI foi instalada. Agora é na educação para apurar a compra suspeita de livros. Os vereadores do Valmir já ameaçam entrar com pedido de outras CPI's para apurar fatos do governo passado. Quem sabe não apareça uma CPI para apurar a construção e a reforma da Câmara?

Oposição desnorteada


Nessa terça todos esperavam um forte embate entre os cinco vereadores oposicionistas contra os 10 governistas. Não foi isso que assistimos. Os cabos eleitorais do Gesmar e da Luzinete, além dos funcionários contratados de diversas secretarias da prefeitura realmente conseguiram intimidar a oposição. De forma desconectada e desorganizada, os cinco da oposição perderam a grande chance de brilharem e desmascararem a base do Valmir. Fizeram discursos confusos e estavam visivelmente nervosos. O Pavão chegou a cometer o erro de se retirar da sessão. Infelizmente tenho que reconhecer que nessa sessão a ala governista venceu por 3 X 1. No momento das explicações finais, só ficou a Eliene da oposição. Os demais vazaram.

É o que sempre digo: se não se organizarem, se não ouvirem seus assessores, se não se imbuírem de verdadeiros sentimentos, serão engolidos. Como disse o Arenes na sessão passada: "se apenas um vereador fizer bem o seu papel colocará o governo de joelhos". Concordo plenamente.

Justiça seja feita. Não foi só a base governista que levou cabos eleitorais para a sessão não. Está na cara e até os bobos sabem que isso não dá certo. Usar povo manipulado como massa de manobra é o mesmo que usar uma metralhadora moderna sem ter habilidade para tal. Uma hora essa arma volta contra si. O mais correto seria os cinco vereadores saírem do circo da Câmara e irem para os bairros dialogar com o povo. Se o povo se convencer que a causa é nobre, aí sim, vocês terão apoio de verdade e aquela casa cai. Caso contrário ficará naquele circo de horrores com gente manipulada vaiando ou aplaudindo sem nem ouvir o que vocês vereadores estão falando.

"Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma de fraqueza" (Zé Geraldo)


Já virou moda. Sempre que o povo vai para a Câmara a Mesa Diretora chama a tropa de choque da Polícia Militar. O que vimos na Câmara nessa terça era digno de uma operação para combater traficantes na Rocinha. Isso representa um acinte, uma afronta à democracia. Somente os ditadores mais atrasados recorrem a repressão para conter manifestação popular.

Se os vereadores estão realmente preocupados com a segurança deveriam mandar tirar aquelas enormes pedras cortantes que colocaram para enfeitar o jardim de R$300 mil. Aquilo sim, é um atentado à segurança do cidadão e dos próprios vereadores.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

E O PAU QUEBROU HOJE NA CÂMARA


Nesse momento estou preparando a matéria sobre a sessão de hoje, dia 16 de setembro. Muito tumulto, muita confusão, muita cara de pau e desrespeito ao povo. Cenas lamentáveis que colocarão nosso Poder Legislativo na história de Parauapebas.

Amanhã as 8 horas em ponto, leia aqui tudo o que aconteceu por lá.



HOJE TEM GUERRA NA CÂMARA

Acabou de chegar a informação em nossa redação de que a trupe do prefeito convocou 300 formiguinhas pagas pelo candidato Gesmar, mais 100 pagas pela candidata Luzinete e funcionários contratados da prefeitura para ocuparem a sessão e tentar abafar os discursos em favor da CPI da saúde e de quebra intimidar a oposição para votarem a suplementação de mais de 600 milhões para o prefeito.

A ordem, segundo consta é vaiar os vereadores de oposição e provocar muito tumulto. O prefeito não quer CPI de jeito nenhum e usará todas as armas para impedir ou para transformá-la em pizza. Uma mala de dinheiro já estaria sendo preparada para comprar dois vereadores que assinaram para que esses retirassem as assinaturas. Não acredito nessa hipótese. Duvido que um dos cinco vereadores (Bruno, Pavão, Arenes, Eliene e Charles) cairiam num golpe suicida desse. Duvido também que o Prefeito Valmir use desse expediente, já que tem nas mãos quase todos os vereadores. 

De qualquer maneira vamos ficar de olho e conferir. 

Se você apoia a CPI da saúde, se você é contra a gastança descontrolada do dinheiro público, vá para a Câmara hoje as 16 horas. Muitas emoções vos aguardam. Dizem que tem mais vereador governista que hoje vai abandonar o barco. Quem será?

domingo, 14 de setembro de 2014

CÂMARA DÁ UM GOLPE NA CÂMARA

Difícil de explicar isso. Como é que pode uma Câmara de Vereadores dar um golpe em si próprio? Mas no Legislativo de Parauapebas tudo é possível. Os fatos mais inusitados e hilários acontecem aqui nas barbas da lei e na cara do povo.

Tudo aconteceu quando o Presidente Josineto assinou o ato de nomeação dos membros da CPI da Saúde no dia 10 de setembro. Tudo como manda a lei e o Regimento Interno da Câmara. O pedido de CPI foi apresentado na sessão do dia nove de setembro e no dia dez foram nomeados pelo presidente os membros que são: Charles, Bruno e Eliene Soares. Nada derrubaria ou invalidaria essa comissão. Nada? Nada se estivéssemos falando de uma cidade normal. Acontece que estamos em Parauapebas e estamos tratando do seu poder legislativo.

Segundo o vereador Bruno Soares no seu Facebook, os vereadores da base obrigaram o Josineto a anular o ato de constituição da comissão. Obrigaram? Mas o Presidente não tem autonomia? Teria. Mas não aqui. Segundo um correspondente do Blog na Câmara, a coisa fedeu. A turma governista teria destratado o Presidente e proferido um monte de impropérios. No fim das contas, forçaram a barra e inventaram umas irregularidades no processo. Assim, no dia 12 de setembro o Josineto assinou um inusitado e inacreditável ato de anulação do seu próprio ato. Pode isso? A intenção dos vereadores governistas é nomear uma comissão só de governistas e fazer uma CPI chapa branca só de faixada. Assim exige o Prefeito Valmir.

Vereadores de oposição convocam o povo para a reação na próxima sessão


Os cinco vereadores que assinaram a CPI prometem não engolirem mais essa humilhação e esse golpe. Já tomaram medidas judiciais para garantir a lisura do processo. Mas sabem que se o povo não for para cima, tudo acabará em pizza mais uma vez. Por isso estão convocando a população para lotar a próxima sessão do dia 16 de setembro. Além disso prometem organizar um grande ato público em frente ao Ministério Público para mostrar que  nosso município não é dominado pela impunidade.

Eliene Soares, Bruno, Charles, Arenes e Pavão terão muito trabalho. Se conseguirem articular bem com o povo poderão fazer uma revolução jamais vista nessa cidade. A população já se manifesta pelas redes sociais demonstrando indignação e revolta com o Poder Legislativo. O clima é de agitação e muita coisa pode acontecer.

Vai aqui alguns conselhos para os cinco vereadores:


1- Redobrem os cuidados com a segurança de vocês;

2- Monitorem uns aos outros para que nenhum caia na tentação de ceder a chantagem, ameaça ou proposta financeira do Palácio dos Ventos;

3- Conquistem a confiança da população para que abracem essa causa. O povo em geral anda muito descrente com vocês, mas ansiosos por um simples gesto de boa fé para voltarem a confiar em alguém;

4- Façam as coisas de forma organizada e planejada e não com improvisos e oba-oba. Sejam persistentes e vão até o fim;

5- Sejam os primeiros a fazer história em Parauapebas como vereadores. O povo saberá reconhecer e recompensá-los. Essa história de que o povo é corrupto e gosta de votar em corrupto é fantasiosa. Ele (o povo) só está sem opção e descrente, e assim avacalha com vocês.

sábado, 13 de setembro de 2014

MARINA, A CANDIDATA DA MUDANÇA... EM LIQUIDAÇÃO

*Por Gustavo Castañon


Há um sentimento de mudança no ar. 12 anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.

Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.

O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia e Marcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.

Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.

Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB.

A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo, de um fazendeiro do DEM.

Num golpe de sorte, também mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.

E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.

E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história.

Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou a sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros.

Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário,enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro tuítes de Silas Malafaia mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.

Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma “lenda”.

Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela hoje, candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.

Finalmente, na semana passada, Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia.

Dois dias depois, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.

Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar sua dívida com seu povo pobre para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.

Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.

*Gustavo Castañon é filiado ao PSB desde 2001. Doutor em Psicologia e professor de Filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ENFIM SAI A CPI DA SAÚDE


Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, já dizia minha avó. Em março quatro vereadores (Eliene, Zé Arenes, Charles e Pavão) tentaram abrir uma CPI para apurar irregularidades na Secretaria de Saúde. Faltou apenas um voto e a CPI foi enterrada. No último dia nove o Vereador Bruno Soares resolveu assinar e assim a CPI foi desenterrada.

Muitos temiam que a base governista fizesse alguma manobra para impedir a instalação oficial, pois depende de ato do presidente da Câmara. Mesmo sendo instalada o Presidente Josineto poderia indicar os três membros da base governista e então tudo acabaria em pizza.

Vereadores governistas dormem no ponto


Acontece que os vereadores que compõem a tropa de choque do Valmir dormiram e os cinco vereadores aproveitaram o descuido de forma espetacular. Produziram o documento nomeando a comissão e num ato milagroso e inexplicável o Josineto assinou. Os membros são: Charles (SDD), Eliene(PT) e Bruno soares (PP). Agora é definitivo e irreversível.


A Comissão terá poderes para solicitar documentos, solicitar quebra de sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, convocar prefeito, secretário e funcionários para depor. Terá 180 dias para apurar as denúncias de irregularidades e apresentar um relatório que poderá culminar com o pedido de afastamento do prefeito e a responsabilização criminal do Valmir e do secretário de saúde Dr. Rômulo. 

A sociedade tem que ficar de olho para não deixar que acabe em pizza. A compra dos contraceptivos sem licitação foi um duro golpe na população e não pode ficar impune. Se a Comissão trabalhar direitinho o prefeito e o secretário estarão em apuros.

Estamos de olho!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

POLÍCIA FEDERAL E ÂNGELA PEREIRA: DUAS BOMBAS SOBRE A CABEÇA DO VALMIR

Foto extraída do Pebinha de Açúcar
Após a inédita visita da Polícia Federal no Morro dos Ventos que caiu como uma bomba na cabeça do prefeito, agora foi a vez da vice-prefeita lançar mais uma. Na sessão do dia nove de setembro descrita aqui, dona Ângela Pereira usou a tribuna, mesmo contra a vontade da base governista e disparou sua bomba atômica que atingiu vereadores, prefeito e todo o governo Integral.

Ângela estava presente na sessão que foi a mais inusitada do Poder Legislativo de Parauapebas e foi solenemente ignorada pelos vereadores, num gesto de extrema grosseria e falta de maturidade dos edis. No final do grande expediente (o momento em que cada vereador usa a tribuna por 10 minutos) o vereador Charles Agnello II (SDD) solicitou ao Presidente Josineto (SDD) que concedesse um tempo de dez minutos para que a vice-prefeita se pronunciasse. Isso seria inteiramente normal e nem seria preciso pedir. A vice-prefeita deveria ter sido convidada para compor a Mesa Diretora. No momento do pedido do vereador Charles, os vereadores governistas olharam uns para os outros como se já soubessem da bomba. O Josineto atendendo aos olhares de censura dos colegas falou constrangido que concederia o tempo no momento das explicações finais (onde cada vereador tem cinco minutos para eventual esclarecimento ou explicação e a sessão é encerrada). O vereador Odilom (SDD) tentou impedir o pronunciamento alegando que o Regimento da Câmara não permitia pois a Ângela estaria ali como candidata e não como vice-prefeita.

Não sei se foi imaturidade ou desespero dos vereadores governistas que anteviam a situação catastrófica, mas a tentativa de impedir o pronunciamento da vice-prefeita e a manobra de colocá-la para falar no final foi um tiro que saiu pela culatra. A casa estava lotada como nunca se viu desde a cerimônia de posse e geralmente fica totalmente vazia no momento das explicações finais. O embate entre o Odilom e o Charles que insistiu em garantir a palavra à vice-prefeita fez com que o grande público ficasse presente até o final e saiu da câmara como se saísse de um estádio após seu time ser campeão. Outra bobeira dos vereadores governistas foi deixar a Ângela falar por último, pois assim, ela encerrou a sessão e nenhum vereador teve a oportunidade de replicar. Ficou a palavra da Ângela como um grande final, um soco no estômago que os adversários tiveram que engolir a seco e calados.

Câmara Servil e Omissa


Dona Ângela iniciou falando que estava rompendo definitivamente com o governo Valmir. Isso é inédito na história de Parauapebas. Desde o primeiro prefeito essa situação nunca havia acontecido. Nem nos momentos mais tensos entre o primeiro prefeito Faisal e seu vice Renato nunca houve um rompimento público. Assim, Ângela fez história na política de Parauapebas. entrará para os anais políticos como a primeira vice-prefeita que rompe publicamente com o prefeito e faz graves denúncias contra sua administração. "Esta cidade e esta câmara nunca viram o que estou fazendo. É historia", destacou Ângela.

Ângela devolveu a grosseria dos vereadores governistas à altura e sem cerimônia. Mesmo estando na casa do Legislativo não mediu palavras para desqualificar a Câmara sem meias palavras. Disse: "E temos visto uma câmara de vereadores servil, sem foco, apenas apoiando e balançando a cabeça, num sim consternado sobre quaisquer asneiras, assalto, maluquice perpetrado pelo executivo máximo"  Cobrou responsabilidade dos vereadores e deixou bem claro que se a Câmara fizesse o seu papel já teria afastado o prefeito e o povo não estaria sofrendo tantas amarguras e carências. Conclamou os vereadores a abrirem os olhos enquanto é tempo e se unirem a ela "nessa causa que é urgente". Não esqueceu de elogiar e isentar de suas críticas os vereadores que tem a coragem de fazer oposição ao prefeito Valmir.

Governo incompetente e criminoso


"Não posso fazer parte desse espetáculo covarde, cercada como estamos por grupos que pensam exclusivamente em si. Sou vice prefeita, não renuncio, apenas estou colocando meu cargo, poder e representatividade para a sociedade. Precisamos mudar este governo. Nosso atual prefeito precisa mudar. Sua gestão, responsabilidade e a forma como gasta nossos recursos é irresponsável, maluca e não trará futuro para Parauapebas. Precisamos impedir este prefeito de continuar destruindo nossa confiança, cedendo a grupos de poder e a negociatas com a coisa pública... Este governo é incompetente e está profundamente comprometido com crimes de toda ordem, falta de respeito com as pessoas e a sociedade e especialmente, falta de respeito, consideração e cuidado com esta casa – a câmara de vereadores de Parauapebas". Esse é apenas um pequeno trecho do discurso bombástico da vice-prefeita. 

Nos dez minutos que foram concedidos  a contra-gosto a vice-prefeita detonou e escancarou todo um sistema de corrupção montado na prefeitura para desviar recursos públicos. Não sobrou ninguém. Ângela abriu a caixa preta da administração  e demonstrou um esquema que é nitroglicerina pura. Denunciou o caos na saúde, na educação, na assistência social, na secretaria de obras, etc. Denunciou esquema fraudulento nas licitações, além dos gastos feitos sem nenhum processo licitatório, a exemplo da coleta de lixo. Em qualquer município, por mais impunidade que houvesse, isso acabaria em prisão coletiva. Aqui em Parauapebas já se comenta pelas ruas que não dará em nada pois o governo está blindado e protegido por um sistema que é ainda mais corrupto do que o governo municipal. Será? Pessoalmente ainda acredito na justiça.

Segundo a vice-prefeita Ângela Pereira, as únicas obras que o prefeito Valmir entregou foram as obras do governo passado (Darci Lermen) que já estavam quase prontas. As obras e serviços desse governo que estão em andamento chegam a custar oito vezes mais. Criticou também o nepotismo e o sistema de gestão Integral: "O Sr. Prefeito não pode transformar a prefeitura como se fosse sua empresa, onde trouxe todos seus gerentes da Integral e nomeou para serem seus secretários. O mais grave, nomeou sua própria filha burlando a lei, não atendendo uma ordem judicial, onde a justiça mandou exonerá-la. Ele fez pior, nomeou-a secretária de planejamento, anexando o setor de licitação a mesma. Desta, ampliou seus poderes. Isso é imoral, ela compra e ele paga. Ele não esta na sua empresa. Isto caracteriza formação de quadrilha".

Após dez minutos de pronunciamento o Presidente Josineto pediu que a vice concluísse. Ângela disse que tinha muito mais a falar mas que concluiria. Encerrou conclamando a Câmara para aderirem a essa causa e tomar providências. "Convido a todos, todos vereadores dessa casa que me acompanhe nesse gesto. Os vereadores são eleitos pelo povo para controlar, através da aplicação da lei, os poderes do executivo. Não devem compor com ele. Esta casa está sendo humilhada, descartada dos limites que a lei lhe permite impor ao executivo. Os vereadores precisam recuperar sua dignidade e a confiança que os cidadãos dessa maltratada cidade lhes concedeu. "Conclamo a todos que me sigam – vamos investigar as ações desse governo. Precisamos entender o que está acontecendo e quais são as permissividades que autorizam a descaracterização de Parauapebas. Morros são cortados e devastados, açaizais são mortos, vertentes são ocupadas, áreas alagadiças são transformadas em loteamentos e nunca sabemos de onde vem as licenças ambientais, nunca sabemos quem autoriza tamanha destruição". Finalizou agradecendo a todos e foi bastante ovacionada pelo público diante de olhares constrangidos e amedrontados dos vereadores governistas.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

VICE-PREFEITA PULA FORA DA CANOA DO VALMIR

Por instabilidade na internet, só publicaremos o texto sobre as denúncias da vice-prefeita Ângela amanhã. Discurso bombástico que pode fazer ruir o já desgastado governo Integral.

Valeria a pena trocar o Valmir por Ângela-Massud?

Confira aqui nessa quinta.

SESSÃO DE 09/09

O Espetáculo Do Acaso


Não por acaso a sessão aconteceu no dia 09 do mês 09. Segundo a numerologia o número nove significa o fim de um ciclo e o início de outro. Nove é um número de retornos felizes e relacionado com a conclusão de tarefas. É símbolo da realização, riqueza, abundância e potencial. Mas, cuidado! Nove pode produzir qualidades negativas, como o egoísmo doentio (arrogância), ganância, luxúria, desconfiança e inveja. Não é bom. 

Ontem, dia nove o Poder Legislativo teve um dia histórico. Tirando o dia da posse dos vereadores e do prefeito, aquela casa nunca esteve tão cheia. Estava bonito de se ver! Tinha os professores que fizeram um dia de paralisação, tinha os feirantes cobrando apoio de fato dos vereadores, tinha moradores dos bairros de ocupação cobrando infra-estrutura, tinha o pessoal da saúde e vários outros setores. Muitos cartazes e faixas com reclames de toda espécie, desde os que cobravam CPI na saúde  até os que mandavam vereadores tomarem vergonha na cara.

Com esse clima os vereadores aproveitaram e fizeram discursos motivados e empolgados. Sobraram aplausos para quem reclamasse do prefeito e muitas vaias para quem tentasse defendê-lo.

Rebelião na Base do Governo Valmir


Há várias sessões venho percebendo um certo desconforto e descontentamento na base de sustentação do governo Valmir. Parece que os acordos feitos mais uma vez não foram cumpridos pelo prefeito. Alguns vereadores ganharam secretarias para chamarem de suas mas seus apadrinhados assumiram os cargos como fantoches, sem nenhum poder. Um exemplo claro é o Secretário de Urbanismo, Sr. Judson que não teve o direito nem de conhecer o contrato da limpeza urbana que é da sua pasta. Enquanto a cidade sofre com a sujeira e com um serviço improvisado de coleta de resíduos, o secretário está de mãos amarradas sem nada poder fazer, pois tudo é tramado no gabinete do prefeito e na secretaria de Planejamento que tem como secretária a própria filha do Valmir Mariano. E assim o prefeito vai mantendo os vereadores sob seus pés. Uma promessa de uma secretaria no futuro, promessa de cargos para seus eleitores, promessa de criar nova secretaria, promessa de pagar dívida de campanha, promessa de dinheiro para campanha eleitoral, e outras promessas devidamente não cumpridas. Dizem que os únicos que estão sorrindo a toa são os vereadores Braz e Euzébio. O primeiro tem sua mulher à frente da pasta de Habitação e o segundo mantém cargos na educação e vantagens do Gabinete, além do emprego do seu tutor Wanterlor Bandeira. Os demais estão a pão e sem água.

Como ninguém vive eternamente de promessas, alguns vereadores começaram a espernear. A ficha começou a cair para alguns. Ontem foi a vez do Bruno Soares que fez um discurso de oposição, desceu o sarrafo no governo e de quebra assinou a CPI da saúde.

Suplementação deu Água


Como informei aqui ontem, uma suplementação foi enviada pelo prefeito para a Câmara e seria votada ontem. Havia informado que seria de R$300 milhões (baseado na informação do facebook do Arenes). Na verdade o valor pedido pelo prefeito foi de R$622 milhões. Um verdadeiro absurdo! O único argumento dos defensores desse caos é que as obras estão paradas e que o prefeito precisaria de mais dinheiro. O líder do governo Odilom chegou até falar que sem essa suplementação os servidores públicos correriam o risco de não receberem seus salários. É difícil de acreditar, mas juro que é verdade. 

Os vereadores de oposição, agora engrossado pelo Charles e pelo Bruno falaram que não votariam a favor da suplementação e classificaram como uma vergonha, uma afronta a Casa de Leis. Todos argumentaram que o prefeito nunca mostrou como gastou mais de um bilhão. 

A vereadora Luzinete como sempre falando sob intensa vaia aproveitou a presença de vários secretários e mandou um recado ao prefeito. O recado foi o seguinte: "...se os secretários e o prefeito não conversar com os vereadores, vai ficar todo mundo sem dinheiro". Opa! Será que eu ouvi realmente isso. Conferi no áudio gravado da Câmara só para tirar a dúvida. E não é que ela falou mesmo! Que tipo de conversa será essa? Ficar todo mundo sem dinheiro inclui os vereadores? Agora fiquei confuso.

O vereador Arenes disse uma verdade desconcertante. "Se um único vereador fizer bem o seu trabalho bota o prefeito de joelhos". Verdade vereador. Agora resta saber quem se oferece para por o chocalho no pescoço do gato. Ou seja: quem será o vereador que se disporá a se sacrificar e fazer bem o seu trabalho. Terá que abrir mão de todas as benesses ilegais e apenas fazer o papel de verdadeiro vereador. Simples assim! Garanto que quem fizer isso será o próximo prefeito de Parauapebas em 2016 ou 2020. Quem se habilita?

Manobra política


O vereador Odilom foi bastante vaiado durante seu discurso. Mesmo assim não se intimidou e pediu ao presidente que acrescentasse seu tempo os minutos que foi interrompido. Mais uma vez disse que está no quinto mandato e que os mesmos que lhe vaiavam hoje eram os mesmos que garantiam sua vitória nas eleições. Incrível, mas é verdade.

Odilom quando viu que a suplementação não seria aprovada pediu ao presidente que retirasse da pauta e convocasse uma sessão extraordinária para o dia seguinte ao meio dia. Assim, não teria público e poderiam aprovar tranquilamente como foi feito no ano passado na famigerada sessão dos 13 minutos. Como Odilom é obedecido por todos os vereadores e ninguém ousa a contestá-lo, essa sessão oculta pode não acontecer hoje, mas acontecerá em qualquer dia e os R$622 milhões serão aprovados. Talvez isso force o prefeito a aumentar o "cachê". Como bem disse Luzinete, "o prefeito vai ter que conversar ou todos ficarão sem dinheiro". Não fui eu quem disse hem gente. Está tudo gravado.

Vereadora Eliene desenterra a CPI da Saúde


No discurso da vereadora Luzinete ela demonstrou que realmente não tem
medo e confia na impunidade e cumplicidade por parte dos seus pares. Quando todos esperavam que ela fosse fazer um pedido de desculpas por ter rasgado um documento oficial e assim se livrar da cassação do seu mandato, tornou a afirmar e disse com todas as letras: "assinei e rasguei o pedido da CPI porque estão querendo brincar com a cara de vereador". Ufa! Mais uma vez repito: Luzinete rasgar um documento oficial em plena sessão é uma atitude já esperada. O incrível é nem um vereador pedir a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.

A vereadora Eliene disse que dessa vez a CPI sairia porque não deixaria ninguém rasgar o documento. Assim, conseguiu a quinta assinatura com o vereador Bruno que está insatisfeito com o governo e protocolou na mesa a abertura da CPI contra a Secretaria de Saúde. Os vereadores Euzébio e Miquinha (PT) continuam sem assinar. Miquinha não estava na sessão de ontem e não se sabe se assinará. Da primeira vez garantiu que assinaria mas não assinou. De qualquer maneira não é mais necessário, já que já atingiu um terço dos vereadores.

A sessão encerrou de forma inusitada com o pronunciamento da vice-prefeita Ângela. Ela jogou m... no ventilador e detonou com o prefeito e com a Câmara. Mas isso já merece um capítulo especial que escreverei logo a seguir.

Confira daqui a pouco: Fato inédito em Parauapebas - Vice-prefeita Ângela rompe com o Prefeito Valmir.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Valmir quer mais 300 milhões

(Do Facebook do Vereador Arenes)


Olá minha gente amiga e trabalhadora de todo nosso município, estou pedindo que todos ou todas as pessoas que puderem participar da sessão na Câmara Municipal de Parauapebas, do dia 09 de setembro de 2014, a partir das 16:00 h, possam comparecer e marcar a sua presença la, pois estaremos ali discutindo exatamente o que interessa toda nossa gente, e nesse dia o governo municipal através do Prefeito Valmir Mariano está pedindo mais recursos públicos na ordem de mais de R$: 300.000,000;00 (Trezentos Milhões de Reais), para terminar de fechar o ano segundo ele, verifique de que lado seu vereador(a) está. Oportunidade importante para não sermos julgados culpados ou inocentes, mas sim, oportunidade de saber quem defende o povo ou quem esta a serviço dos interesses do governo ou ate mesmo pessoal. Vou fazer a minha parte. Abraços de seu amigo Vereador ARENES.

Prefeito guloso e vereadores cúmplices


O orçamento de 2014 aprovado pela Câmara dos Vereadores foi o maior de toda a história de Parauapebas. Uma bagatela de R$1.325.000.000,00 (um bilhão, trezentos e vinte e cinco milhões de reais). Seria dinheiro para deixar todas as ruas de Parauapebas com asfalto, água, rede de esgoto, iluminação, praças, novas escolas, novos postos de saúde nos bairros, novas vias, novas casas populares e outros mimos. Seria, se a maior parte dessa dinheirama não escorresse pelo ralo da corrupção.

Faltando menos de quatro meses para terminar o ano o prefeito fala que esse dinheiro já acabou e que para continuar as obras precisa de mais 300 milhões. Inclusive várias obras na cidade -a exemplo do Bairro Liberdade como denunciou a vereadora Eliene-  estão abandonadas por falta de dinheiro como afirmou o Secretário de Obras Queiroga. Tudo bem que nosso município é rico e ao mesmo tempo apresenta muitos problemas e muitas demandas. Tudo bem que os vereadores aprovem uma emenda orçamentária, pois dinheiro existe. Tudo bem, desde que o prefeito apresentasse a prestação de contas do que fez com esse dinheiro.

Hoje na sessão, os vereadores (com exceção de três) vão  aprovar essa emenda de trezentos milhões e ainda vão justificar. Duvidam? Então vão lá e vejam com seus próprios olhos. Somente uns três vereadores vão questionar, mais talvez acabem votando a favor como no episódio lamentável do ano passado. Talvez um vereador peça ao prefeito uma prestação de contas detalhada com os gastos desse ano para embasar seu voto e adie a votação. Talvez! Vamos ver o que acontece.

De concreto mesmo é que Valmir não tem que prestar contas a ninguém. Ele gasta o nosso dinheiro como bem quiser, já que ele tem quase todos os vereadores sob sua batuta. Valmir está pouco se lixando com o que o povo pensa ou para operação da Polícia Federal. Ele confia plenamente no poder da grana, na impunidade da justiça e na cumplicidade das autoridades. Confia até que vai se reeleger pois aprendeu que aqui o dinheiro compra tudo. 

E assim caminhamos como ovelhas rumo ao matadouro. A cidade está mergulhada na mais grave crise e um grupo de meia dúzia enriquece acintosamente e dá risada da nossa inércia. Há até desavisados que comenta que no tempo do Darci tinha corrupção, só que o dinheiro circulava por aqui e movimentava todo o comércio. que absurdo!

domingo, 7 de setembro de 2014

O processo de independência do Brasil


Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:

Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.

Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.

Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil.


Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o "sete de setembro". Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.

Os Movimentos de Emancipação


A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Eis aí sua importância maior, já que em outros aspectos ficou muito a desejar. Sua composição social por exemplo, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos. Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais. O mais grave contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama -- seria o pretexto para deflagar a revolta - e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa.

Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento. Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado.

Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole.

O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana. A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos. Justamente por possuír uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos.

Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.

A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa


Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal.

Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao "sete de setembro".

Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores.

Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês.

Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto. Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura recolonizadora sobre o Brasil. D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção recolonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.

O Significado Histórico da Independência


A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios.

A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes.

D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira. Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico".

É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.

São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.

José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal".Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

Fonte: HISTORIANET


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Instituto contraria Ibope e prevê vitória de Dilma no primeiro turno


3/9/2014 19:56
Por Redação - de São Paulo

Esta será a segunda vez que Marina e Dilma se encontram, nas urnas
Esta será a segunda vez que Marina e Dilma se encontram, nas urnas
Ao contrário do que prevê o Ibope, em pesquisa divulgada na noite desta quarta-feira, na qual a presidenta e candidata Dilma Rousseff (PT) iria para um segundo turno contra Marina (PSB/Rede Sustentabilidade) em condição de inferioridade, o jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA) divulgou, logo em seguida em seu blog, que os trakings comerciais, uma forma de pesquisa atualizada diariamente, do Instituto DataCaf, já colocam a candidata à reeleição pelo PT com 42% das intenções de voto, em seguida aparece a candidata Marina Silva pelo PSB com 25% e em terceiro lugar Aécio Neves pelo PSDB com 12%. Brancos/Nulos/Não souberam 21%.
“Como se sabe, o DataCaf está para as eleições como o Institulo alemão GfK para medir audiência de TV”, escreveu o jornalista. Com base neste levantamento, Dilma Rousseff do PT seria reeleita no primeiro turno. Contrariando as pesquisas do IBOPE e o Datafolha. Os números do DataCaf, desta quarta-feira, mostram uma “estabilização pra cima” da Presidenta Dilma.
“Passado o efeito mais intenso do velóriomicio, muita gente começa a se perguntar: mas, esse moralismo difuso, essa ‘roleta biblica’ , isso governa um país ? Isso pode mobilizar uma classe média que se beneficiou dos governos Lula e Dilma, mas não sabe. Pensa que foi o Papai do Céu que enviou. E ela mesma, sozinha, conseguiu”, continua PHA.
“E tem a juventude enraivecida, também sem parâmetro de comparação. Para tudo isso coopera o ‘envenenamento’ de que falava o grande presidente João Goulart, durante 12 anos ministrado pela Globo e derivados, da Urubóloga àquele que recebeu uma banana de presente”, acrescenta.
Ainda segundo o jornalista e apresentador da TV Record, o “efeito manada” se desfaz. “Se desfaz com o ‘cartesianismo’ de que a Dilma foi por ela impiedosamente acusada num debate”.