Pesquisar este blog

Carregando...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EDUCAÇÃO - ESCOLA IRMÃ DULCE APRESENTA MOSTRA DE CONHECIMENTOS

Nos dias 15, 16 e 17 de dezembro a Escola Estadual de ensino Médio Irmã Dulce encerrou o ano de 2014 com chave de ouro. Os estudantes dos três turnos apresentaram a Mostra Interdisciplinar de Conhecimentos que teve como tema "Valor do Amanhã na Educação". O tema escolhido pela equipe técnica e professores destaca os avanços tecnológicos da sociedade e o seu aproveitamento para facilitar o conhecimento na escola. O "Valor do Amanhã" chama a atenção dos jovens para repensar o futuro de forma consciente e despertar para valores cidadãos que possam alterar suas realidades de vida.

Professores e alunos trabalharam com dedicação por cerca de trinta dias na montagem da mostra e utilizaram conhecimentos e experiências acumulados durante o ano letivo. Com destaque para a tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade, os alunos dos três turnos ultrapassaram as expectativas e deram um show de criatividade.

Superando as adversidades


A Escola Irmã Dulce sofreu vários contratempos desde 2013. O prédio da escola localizado no Bairro da Paz apresentou rachaduras na estrutura e foi interditado pela Defesa Civil. Foi transferida para um galpão na VS-10 próximo ao Eventual e por falta de condições mínimas para funcionamento de uma escola foi transferida mais uma vez para um prédio da prefeitura onde funcionaria uma creche no Bairro Bela Vista. Em 2014 a SEDUC alugou o prédio da Escola Base Junior no Bairro da Paz. A escola chegou a ter a energia cortada por falta de pagamento devido problemas com o aluguel e teve suas aulas suspensas por vários dias.

Até o presente momento o governo estadual não deu nem um retorno e a comunidade não sabe quando terá sua escola de volta. Enquanto isso, alunos, professores e equipe técnica vão se adaptando no espaço atual para não deixar a comunidade prejudicada.

Com todas as adversidades enfrentadas pela escola, os alunos orientados pelos professores demonstraram capacidade, criatividade e força de vontade. Com pouquíssimos recursos apresentaram belos trabalhos e agradaram a comunidade que compareceu para prestigiar o evento. Parabéns aos Professores, alunos e direção da Escola Irmã Dulce por esse exemplo de superação e dedicação à educação.

Veja a galeria de fotos abaixo:











quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SECRETÁRIO HORÁCIO NA ARARA AZUL

Hoje, (18) enquanto estava no trânsito ouvia a entrevista do Secretário de Produção rural, Sr. Horácio. Fez um balanço de suas atividades durante os dois anos de gestão frente a SEMPROR e quando perguntado que nota daria à sua gestão, respondeu sem titubear: "dou nota 10". Gostei da ousadia do secretário. 

Não conheço Horácio pessoalmente, mas sua expressão e posicionamento na entrevista passa muita credibilidade. Digo isso porque já treinei para identificar o perfil e a personalidade das pessoas só pelo tom de voz e pelas colocações das palavras. Tem gente que ao abrir a boca já se entrega através de jargões, frases feitas, tonalidade da voz, palavras e expressões artificiais. Com um pouco de experiência dá para identificar até pelo rádio. No caso do Horácio, fiquei com uma boa impressão.

O que mais me chamou a atenção na entrevista do secretário foi a exaltação de sua equipe. Em nenhum momento ele usou a expressão "EU". O tempo todo elogiou e creditou o sucesso a sua equipe técnica. Não tenho elementos para avaliar se o que o secretário Horácio apresentou como avanços da sua gestão é verdade ou fantasia. Estou julgando somente o nível de credibilidade e a segurança da sua entrevista. Nesse aspecto fiquei bem impressionado. Vale lembrar que o Horácio é um dos poucos secretários que está na pasta desde o início da gestão do Valmir da Integral e quase não se ouve críticas ao seu trabalho. Na Câmara, quando os vereadores criticam o abandono das estradas rurais, atribuem a culpa ao secretário de Obras e nunca citam o Horácio.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SITUAÇÃO DA SAÚDE DE PARAUAPEBAS SE AGRAVA AINDA MAIS

Hoje a greve dos médicos está completando quinze dias. A categoria está mantendo cerca de 30%  do efetivo para atender somente os casos de emergência. A situação é preocupante, pois com as festas de final de ano aumenta muito a procura pelas Unidades de Saúde, principalmente a emergência do Hospital Municipal.

O Prefeito Valmir continua insensível. Até agora não sentou sequer para ouvir os médicos e se limita a dizer que já enviou o caso para a Procuradoria Geral do Município para avaliar o fundamento da greve. Enquanto isso a população pobre padece pelo abandono imposto por um governo apático e sem nenhuma preocupação com seu povo.

Segundo os médicos em greve, está faltando tudo nas unidades de saúde, desde material para curativo, remédios e até material de limpeza. "Da maneira como está o paciente corre risco de morte, pois não há as mínimas condições para um atendimento seguro", desabafa um médico que não quis se identificar. Nem um simples exame de sangue que é fundamental para muitos diagnósticos está sendo possível fazer no momento.

O Governo Valmir torrou misteriosamente $2 bilhões do orçamento de 2014 e segundo um técnico da SEFAZ, parte do orçamento aprovado para 2015 já estaria comprometido com dívidas. Na cidade há uma chiadeira só com o comércio parado e centenas de fornecedores sem receber há mais de quatro meses. 

Esse é o Natal que o Prefeito Valmir está impondo ao seu povo como uma espécie de vingança macabra. Resta saber se o povo vai esquecer disso.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O PÂNTANO AZUL - PARTE II

O GRANDE MESTRE DO PÂNTANO AZUL


O Pântano Azul com seus mistérios e segredos era guardado e protegido pelo Grande Mestre Sist. Ele era um ser enigmático e tão misterioso quanto o Pântano que  guardava. Despertava nas pessoas uma mistura de medo, pavor, asco, admiração, inveja, respeito, repugnância e outros sentimentos contraditórios. Ninguém sabia de onde vinha seu poder e muito menos a quem servia. O fato é que mantinha forte influência sobre todos e ditava as regras dentro e fora do Pântano Azul. As pessoas viviam cercando-o em busca de orientações, de favorecimentos e de suas bênçãos para aproximar do temido Pântano.

Mestre Sist cuidava para que os segredos que envolviam aquele lugar ficasse guardado a sete chaves. Dizia de forma lacônica que todos precisavam do Pântano para manter o equilíbrio, o controle e a ordem entre os homens que viviam em sociedade. Assim, organizava um complexo sistema de escolha a cada quatro anos, onde um grupo de “sortudos” após passar por duras provas era “abençoado” e recebia a autorização para penetrar no Pântano Azul e desfrutar dos seus misteriosos benefícios.

A cada período de escolhas Mestre Sist cuidava para que um maior número de pessoas se habilitassem para a grande disputa. Assim, atribuiria mais importância ao evento. Apesar do temor, dos mistérios, das histórias tenebrosas, das deformidades que causava no ser humano, havia uma força atrativa que atraia as pessoas para aquele lugar. No geral costumava aparecer até duzentas vezes mais candidatos do que o numero de vagas ofertadas. Esses candidatos precisavam passar por um teste até mesmo para se habilitar para a disputa e os critérios eram cada vez mais rigorosos. Dizia-se que para se candidatar para fazer parte do Conselho do Pântano, era preciso ter coragem, ter muito dinheiro e pouco escrúpulo.

Algumas características eram mais exigidas aos candidatos para o Grande Conselho do Pântano. Teriam que ter muita habilidade, muito poder de convencimento, muita astúcia, muito poder de sedução, e, principalmente a capacidade de mentir e enganar o maior número de pessoas sem que ninguém percebesse. Além disso, teria que contar com padrinhos influentes e fazer parte de uma organização que lhe concedesse o registro que legitimava o indivíduo para a disputa. O período da disputa era longo e penoso para provar a resistência dos postulantes. Apesar do Mestre Sist fazer parecer que havia regras bem definidas, na verdade o jogo era um grande vale tudo com muita manipulação.

Os envolvidos agiam como fantoches e acreditavam estar fazendo parte de um jogo aberto onde teriam que mostrar suas espertezas e qualidades. Assim, faziam de tudo: mentiam, roubavam, trapaceavam, traiam, se endividavam com os agiotas de plantão, faziam acordos espúrios que sabiam impossíveis de serem cumpridos, matavam, trocavam de aliados e até abandonavam as próprias famílias e amigos. Porém, tudo teria que ser feito de forma que ninguém percebesse. O mais importante era parecer que o postulante ao cargo era uma pessoa acima de qualquer suspeita, de reputação ilibada e dedicada a alguma causa nobre.

Mestre Sist com sua onipotência dominava todo o processo e às vezes brincava com os postulantes. Alguns realmente eram homens e mulheres com boas intenções que tinham seus trabalhos baseados na ética e no compromisso social. Acreditavam que tinham que fazer parte do Conselho do Pântano Azul para melhorar a vida do seu povo. Eram chamados de ingênuos e na maioria das vezes não tinham a menor chance na disputa, pois eram engolidos pelos que tinham poder e capacidade de manipulação. Porém, como um teste o Mestre Sist manipulava e permitia que alguns desses ingênuos se credenciassem para entrar no Pântano. Falava nas entrelinhas e de forma enigmática que o Pântano precisava de algumas almas boas para manter seu equilíbrio e satisfazer ao seu ecossistema. Um dia, quem sabe, alguma alma boa conseguiria entrar e sair do Pântano Azul sem se manchar e sem perder sua essência! Esse era um grande desafio que ainda não fora cumprido.


Assim, em um período pré-definido, acontecia a grande disputa que envolvia e mobilizava toda a cidade daquela próspera região dos confins da terra. Era um acontecimento sem igual e a cada período reforçava ainda mais os mistérios daquele lugar de luz azulada que continuava cegando e atraindo as pessoas.

Continua na próxima terça, 23. O Grande Conselho do Pântano Azul.

PREPARANDO O TEXTO DE HOJE

Logo mais as 14h. publicarei a segunda parte do texto "O Pântano Azul" com o subtítulo "O Grande Mestre do Pântano Azul". Aguardem!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

DESGOVERNO VALMIR PÕE PARAUAPEBAS DE JOELHOS

Foto recebida por WatsApp sem autor
Nunca Parauapebas teve um Natal tão pobre e preocupante como o que teremos agora. Desde que sentou na cadeira do Gabinete Principal do Morro dos Ventos, o Prefeito Valmir vem  agindo às margens da lei e tomando medidas que estão destruindo o município de Parauapebas literalmente. A prefeitura com seu orçamento milionário sempre foi uma importante propulsora de desenvolvimento e fez circular até período recente uma grande quantidade de dinheiro, principalmente entre os menos favorecidos. Pequenas empresas, pequenos comércios, funcionários, tinham na prefeitura uma aliada para crescimento e desenvolvimento econômico, gerando progresso para o município e fazendo circular dinheiro.

Com apenas dois anos de governo o Valmir já conseguiu matar o sonho de muita gente e está colocando a população em situação difícil. Com seu modelo de administrar concentrou poderes e orçamento e criou uma guerra particular entre os aliados que apoiaram sua candidatura, de tal forma que ninguém confia em ninguém. Assim, o rico orçamento foi sendo dilapidado e apenas um pequeno grupo (maioria de fora) abocanhou toda a riqueza da cidade, deixando a população sem os serviços essenciais.

Troca-troca de Secretários


Valmir bateu todos os recordes na troca de secretários e de assessores. No momento, os únicos secretários que estão com ele desde o início são Wadyr (SEMAD), Leudicy (SEMAS), Irmã Teca (Sec. da Mulher) e Marcel Nogueira (SEMEL), sendo que esse já está demissionário desde o mês de novembro e deve ser remanejado para a falida ASCOM (Assessoria de Comunicação). Isso demonstra um descontrole no governo e a falta de capacidade gerencial. Além disso cria uma paralisia e ineficiência nas pastas, pois ninguém consegue trabalhar direito e desenvolver projetos a médio prazo sabendo que será exonerado a qualquer momento. Nessa lógica prevalece a máxima de "vou tirar o meu enquanto é tempo".

Poder, Sexo e Intrigas


Atualmente o Prefeito Valmir está amolando sua tesoura e até o final de dezembro teremos mais um corte. Dessa vez quem está com o pescoço na lâmina é o Chefe de Gabinete José de Fátima. Como o segundo nome a ocupar essa posição (o primeiro foi José Omar), Zé de Fátima não vem agradando a namorada do Prefeito. Comenta-se nos bastidores do Gabinete que o Chefe de Gabinete desagrada por não atender aos caprichos pessoais da Gláucia e por tentar estabelecer um ambiente profissional no local de trabalho. Há muito tempo a Gláucia vem fazendo pressão para nomear o seu garoto Wanterlor Bandeira para aquela função. Pelo visto, parece que dessa vez ela conseguirá, pois o Prefeito anda meio borocoxô com o castigo imposto pela "primeira dama informal". Caso se confirme a nomeação do Wanterlor, o Prefeito atenderá de uma tacada a dois aliados com interesses distintos e preferências comuns: a Gláucia e o seu menino vereador Euzébio (PT) que anda cabisbaixo e com profunda depressão por nunca ter sido correspondido por Valmir, apesar de sua fidelidade canina.

Nos corredores do Palácio dos Ventos o primeiro e segundo escalão não conseguem esconder a insatisfação pela falta de palavra, de memória, de equilíbrio emocional e da forte influência negativa que alguns financiadores de campanha conseguem ter sobre o Prefeito até hoje. Comenta-se a boca pequena que o mesmo estaria acometido do mal de Alzheimer em estado avançado dado os constantes esquecimentos, principalmente em relação aos compromissos assumidos e ignorados com os aliados. 

Cidade Abandonada


No ano de 2013 o Prefeito conseguiu estourar todo o orçamento ainda no começo do segundo semestre. Apesar de ter recebido a Prefeitura saneada e com muito dinheiro em caixa, tudo o que conseguiu fazer foi pintar obras deixadas pelo Prefeito Darci e inaugurar como sendo suas no estilo "cara de pau". O ex-secretário de Obras Dário Veloso chegou a dizer em público que só estava conseguindo trabalhar devido a projetos e contratos deixados pelo ex-prefeito. 

Assim, Valmir passou o seu primeiro ano de gestão sem mostrar a que veio. Demonstrou sim, muito amadorismo e descontrole. Chegou a colocar a culpa da paralisia na sua equipe de licitação a qual trocou por três vezes e acabou entregando nas mãos dos técnicos do ex-prefeito Darci. Contudo, o nó continuou e a cidade parou. Como se tratava do seu primeiro ano à frente da prefeitura a população foi paciente e ficou aguardando as promessas para 2014. Os próprios vereadores (situação e oposição) fizeram esse discurso com muita ênfase.

Em 2014 tudo se repetiu como um filme antigo. A única diferença foi o incremento do orçamento que passou para a casa dos $2 bilhões. Valmir conseguiu a grande mágica de fazer evaporar essa fortuna e não apresentar nenhuma obra significante. Chegou em outubro de 2014 dizendo que não tinha mais dinheiro e agora anuncia cortes em todas as áreas para 2015, inclusive com demissão em massa de funcionários.

Valmir atravessa o seu maior inferno astral e toda a população está pagando um alto preço. Em todas as áreas, sem exceção está havendo crise por falta de investimento e competência administrativa. 

Os Calcanhares de Aquiles do Prefeito


Todo mundo tem seu Calcanhar de Aquiles. O Prefeito Valmir teve a infelicidade de construir com sua inaptidão vários Calcanhares de Aquiles. Em agosto sofreu uma intervenção da Polícia Federal que cumpriu mandato de busca e apreensão de documentos referentes aos contratos do transporte escolar que vinha sendo fraudado e fazendo desaparecer verba federal. Foi um ato inédito em nosso município, pois até o momento a PF só havia aparecido em Parauapebas para prender hackers. Até o momento a população está aguardando pela conclusão do processo que pode culminar em prisões de membros do primeiro escalão e afastamento do prefeito.

Outro Calcanhar de Aquiles é a CPI da saúde que começou com a denúncia feita pelo Conselho de Saúde referente a uma compra misteriosa de uma quantidade exorbitante de contraceptivos, e tudo sem licitação. Nada menos do que $7 milhões foram torrados nessa compra feita a toque de caixa e sem nenhum critério técnico. O volume comprado daria para esterilizar 15.500 mulheres, sendo que a demanda não chegava a mil. Essa CPI está dando dor de cabeça ao Valmir e se a comissão levar o trabalho a sério poderá acabar com a prisão do ex-secretário de Saúde e do próprio Prefeito, além da perda dos direitos políticos. É esperar para ver. 

E para piorar a situação da saúde, os médicos pela primeira vez fizeram um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil denunciando o abandono e a falta de condições básicas para trabalharem. Chegaram a fazer uma greve logo no início da gestão do atual secretário Dr.Sady. Segundo os médicos, as unidades de saúde estavam sem poder fazer um simples exame de sangue, e até o papel higiênico teria que ser levado pelos funcionários.

E a lista dos Calcanhares de Aquiles segue e tomaria várias páginas desse Blog. Por isso, citaremos apenas alguns:


  • Educação em crise com queda nos índices de avaliação e servidores insatisfeitos.
  • Destruição dos morros e aterramento dos mananciais com cumplicidade da Secretaria de Meio Ambiente.
  • Crise na Câmara entre a base aliada e necessidade de cooptação imoral da oposição para manter a governabilidade.
  • Obras iniciadas e abandonadas por falta de recursos, a exemplo da ampliação do sistema de abastecimento de água e drenagem nos bairros.
  • Denúncia de corrupção em todas as secretarias.
  • Brigas internas no governo e falta de confiança no comandante.
  • Cenas de desrespeito e humilhação de secretários que estão com as mãos amarradas.
  • Comércio em crise por falta de investimento na cidade.
  • Funcionários em desespero às vésperas do Natal devido anúncio de demissões em massa para serem substituídos por empresas terceirizadas de amigos.
  • Calote nos prestadores de serviços.
  • Aumento da violência e crise na segurança.
  • (...)
Essa situação faz com que a população fique apreensiva e torcendo pela antecipação do Natal de 2016. Há um sentimento geral de impotência, de descrédito nas instituições que deveriam fiscalizar o poder público, e, principalmente nas instituições políticas. O sentimento que impera no momento é: salve-se quem puder.

domingo, 14 de dezembro de 2014

COLUNA DO LEITOR - OPINIÃO DIVERGENTE SOBRE A DECISÃO DA JUÍZA NA CPI DA SAÚDE


Amigo Luiz:

Leitor assíduo de seu blog, sinto-me a vontade para discorrer sobre a questão levantada por você no tópico “Juíza quebrou as pernas da CPI”, por considerar que é matéria de interesse público, com ampla repercussão e envolver aspectos interessantes desse ramo do DIREITO a qual pretendo me dedicar como advogado.

Para começar, afirmo que a decisão da magistrada, de recusar que o “órgão” CPI figure como autora da ação é corretíssima.

As Comissões Parlamentares de Inquérito brasileiras constituem órgãos colegiados fracionários, transitórios e auxiliares das Casas Legislativas, investigando, por prazo certo, fato(s) determinado(s)de interesse público, de natureza política, administrativa, jurídica, social ou econômica.

Autônomas, desfrutam de atuação independente do Parlamento, o qual, em consequência, não pode interferir em suas deliberações.

A investigação das Comissões Parlamentares de Inquérito se descortina em sede de processo extrajudicial. A natureza jurídica do inquérito parlamentar transcende a de típico procedimento administrativo inquisitorial, como os presididos pelos Delegados de Polícia (inquéritos policiais civis e federais) e pelos membros do Ministério Público (inquéritos civis e procedimentos administrativos inominados).

Entretanto, ao inquérito parlamentar só cabe o papel de procedimento administrativo preparatório para hipotético processo judicial condenatório ou processo ou fase de execução (penal ou cível) deste derivado, pavimentando o caminho para o Ministério Público ajuizar ação penal pública, ação civil pública ou ação por ato de improbidade administrativa.

Quanto ao aspecto acima abordado (relativo ao fato das Comissões Parlamentares de Inquérito alinhavarem juízos de valor conclusivos mesmo sem decidirem sobre a aplicação ou não de sanção jurídica), as CPIs se assemelham quer às Comissões Disciplinares, quando apenas encaminham o relatório final à autoridade administrativa superior, para que esta decida se aplica ou não dada sanção disciplinar, quer aos Tribunais de Contas, nas circunstâncias nas quais apreciam as contas prestadas a cada ano pelos Chefes dos Poderes Executivos, porquanto, nessas circunstâncias, as Cortes Fiscais, por intermédio dos pareceres prévios encaminhados às correspondentes Casas Legislativas, exaram juízo de valor conclusivo e independente, porém desprovido de conteúdo decisório, pois, nesses casos, o julgamento, por ter no polo passivo a autoridade máxima executiva, será realizado posteriormente pelo Plenário do respectivo Parlamento (art. 71, inciso I, 2ª parte c/c art. 75, caput, todos da CF/88).

Terminada a fundamentação jurídica, parte chata para quem conseguiu ler até aqui, vamos ao caso concreto: quando a Comissão Especial de Inquérito( nome dado a CPI em Parauapebas) julgar que deva ajuizar medida judicial para garantir a efetividade dos atos investigatórios, diante de resistência injustificada de órgãos públicos ou de particulares, caberá ao órgão legislativo (Câmara Municipal) ajuizar medida judicial (mandado de segurança, ação cautelar, ou outra que seja cabível no caso concreto), para garantir a efetividade dos atos de investigação. O detalhe é que a MESA DA CÂMARA NÃO PODE SE NEGAR A ATENDER A SOLICITAÇÃO DA CPI, com a urgência que o caso requer, desde que estejam cumpridas as formalidades legais, tais como a existência de decisão colegiada, fundamentada e registrada em ata, reunião regularmente convocada e realizada, sendo vedado à MESA adentrar no mérito da investigação ou da deliberação em si. É o “cumpra-se” em seu melhor estilo: a CEI decide por ajuizar a ação, comunica a MESA e essa, por sua vez, de forma célere, assina a ação proposta. Se não assinar,responde penalmente!


Outra hipótese, controversa, mas aceita pelos tribunais, é a dos componentes da CPI , colegiadamente, serem os autores da ação, qualificando-os individualmente(após CPF, RG, etc.) como parlamentares “componentes da CPI tal, criada por ato tal..”

Estes são as únicas hipóteses para que a ação não seja rejeitada por inépcia.

Outro Blog citou “exemplos” nos quais, segundo conclusão do próprio blogueiro, teria a CPI poder postulatório, como se entidade autônoma fosse (a autonomia é só para deliberar). Acontece que, se você observar o nome da “parte” autora, em todos os casos consta o nome de parlamentar, ainda que oculto pelo adjetivo de “Presidente/membro da CPI”, Jamais a autora da ação seria o ente CPI, pelos motivos acima descritos, mas seus membros, devidamente qualificados.

Essa é minha modesta contribuição.

Forte abraço,

José Omar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O MENINO ANJO


Comadre Tercilia -como era carinhosamente chamada pelas inúmeras parturientes  -nunca cobrou para fazer um parto. Dizia ser um dom que havia recebido de Deus e herdado de sua mãe, que por sua vez herdara de sua avó materna. Naquele tórrido sertão esquecido na região Sul da Bahia as parteiras eram as únicas opções de se trazer um bebê ao mundo. Isso quando chegava a tempo, pois inúmeras vezes as dificuldades de acesso impedia o trabalho da parteira e quando chegava ao local a mãe já havia parido sozinha.

 Com sua voz mansa, seu riso frouxo, suas mãos gorduchas, comadre Tercilia desenvolvia o ofício de parteira como se fosse um sacerdócio. Já perdera a conta de quantas crianças fez vir ao mundo e tinha a fama de pé quente, pois os casos de natimortos eram raros no seu currículo. Mesmo assim, lembrava de cada um, e quando contava a alguém, seus olhos lacrimejavam. Bebê atravessado, criança com cordão umbilical enrolado no pescoço, mãe de primeira viagem com “quebranto”, qualquer problema comadre Tercilia tirava de letra. Sua fama corria longe e aumentava a lista de comadres que desejavam sua presença na hora que rompia a bolsa uterina.

Naquela noite de 12 de dezembro de 1967, uma terça-feira de muito calor, seria apenas mais um trabalho de rotina para comadre Tercilia. Nada de novidade. Só mais uma mãe veterana que esperava o seu 9º filho e se tratava de uma boa parideira. Portanto, nenhuma anormalidade era esperada. Como de costume, comadre Tercilia tomou um trago do “mijo” –uma mistura de cachaça temperada com raízes, ervas e folhas de plantas utilizadas para chás que não podia faltar nas casas das paridas- e iniciou “os trabalhos”. Colocou uma panela de água para ferver no fogão a lenha e esterilizou a velha tesoura e duas toalhas de algodão. Tirou de sua sacola um rolo de gaze, água benta, um terço e vários vidros contendo remédios caseiros que ela chamava de milagrosos. Ordenou ao marido da parturiente que colhesse no quintal folhas de mastruz, folhas de algodão e manjericão para o emplastro do umbigo na hora do corte. Mandou providenciar também óleo de copaíba, cânfora, além de fumo de rolo macerado no álcool. Tudo transcorria normalmente naquela pequena casa de taipa coberta com telhas de madeira comumente chamada de “tabuinha”.

Durante o preparo comadre Tercilia conversava animadamente com a parturiente para deixá-la calma. Ela por sua vez, agia como se tivesse numa proza normal e não demonstrava nem uma preocupação. A bolsa havia estourado por volta das 18 horas e o bebê era esperado para depois da meia noite, já no dia 13 de dezembro.

-O que vai ser dessa vez comadre? –Perguntou comadre Tercilia apalpando a barriga da mãe.

-Será menina comadre e vai se chamar Luzia em homenagem a Santa protetora dos olhos.  –Respondeu convicta a mãe que já tinha quatro filhos homens e apenas duas mulheres vivas, já que duas morreram ainda bebês.

-Verdade comadre. Vai nascer bem no dia de Santa Luzia. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

-Para sempre seja louvado! –Respondeu a mãe apertando o travesseiro que tinha sobre o colo.

-Sei não comadre. Essa barriga tá muito pontuda. Acho que tem um macho aí –profetizou comadre Tercilia apalpando a barriga da mãe com força.

De repente um suspiro longo e um gemido. Comadre Tercilia com sua experiência deu uma gargalhada aguda e ordenou que sua parturiente fosse para a cama. Pelo jeito o rebento não queria esperar para nascer no dia de Santa Luzia. Mandou que todos saíssem do quarto, pois era chegada a hora. Segurou as mãos da mãe e rezaram juntas uma Ave-Maria e um Salve Rainha. Mais um longo gemido, um suspiro profundo e respiração ofegante. “Força Comadre. Tenha fé no Misericordioso e na Virgem. Nossa Senhora do Bom Parto está conosco. Respire fundo e faça força que a criança vai sair”, falava calmamente enquanto embebia uma toalha na bacia com água quente.

Às 22 horas comadre Tercilia segurou a criança no colo e se virou rapidamente para fora do campo de visão da mãe. Ordenou em tom severo que  descansasse e não se virasse até ela mandar.  Enrolou aquele corpinho franzino ensanguentado e sem vida num lençol e colocou debaixo da cama. Assim, evitaria que a mãe o visse naquele estado e viesse a quebrar o resguardo, situação que a velha parteira evitava a qualquer custo. "Perder uma criança ainda vai, agora perder a mãe eu não suportaria", pensou a parteira.

Passado esse momento de tristeza, comadre Tercilia enxugou as lágrimas, se recompôs, fez o sinal da cruz, beijou o seu terço bento que trazia sempre à mão esquerda e voltou para os cuidados da mãe aparentando normalidade.

-É menino ou menina comadre? –Perguntou a mãe ansiosa e com voz cansada.

-É anjo comadre. É um belo anjinho macho. –Respondeu a parteira acariciando os cabelos da mãe da pobre criança.

-Melhor assim comadre. Deus sabe o que faz. Já tenho muitos filhos homens. –Falou a mãe conformada.

Enquanto a comadre Tercilia terminava os procedimentos de assepsia da mãe, ouviu-se um som como se fosse um miado de gato distante. O som foi ficando mais intenso e contínuo. A mãe perguntou se havia algum gato no quarto. A velha parteira instintivamente olhou debaixo da cama e não acreditou no que os seus ouvidos ouviam e seus olhos viam. A criança que há pouco era  dada como morta, como por milagre se mexia dentro do lençol e chorava buscando desesperadamente o ar com seus pulmõezinhos frágeis. Comadre Tercilia desembrulhou aquele frágil bebê e gritou emocionada: “Deus seja louvado comadre. O neném está vivo”. Colocou aquele frágil bebê no colo da mãe para absorver o calor materno. A mãe olhou a criaturinha com ternura e exclamou: “Deus seja louvado comadre! Por Sua vontade não é Luzia. Será José Luiz Barbosa Vieira”.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

SESSÃO DE 09 DE DEZEMBRO - FELIZ ANO VELHO. ADEUS ANO NOVO!

Ontem aconteceu a última sessão ordinária do ano 2014. Com plenário quase que completamente vazio, os vereadores discursaram para os poucos assessores que estavam por lá. Foi uma sessão triste, sem grandes revelações, sem motivos para comemorar. Nunca tinha presenciado uma despedida tão melancólica como aquela. Pelo andar da carruagem não vai haver clima nem para uma festinha de confraternização.

Fiquei prestando atenção nos discursos dos vereadores que usaram a tribuna ou que falaram somente nas explicações finais. Vi um filme repetido de dezembro de 2013, só com uma diferença: naquela época os vereadores (principalmente os de oposição) falaram que foram tolerantes com o prefeito por se tratar do primeiro ano de mandato, mas que em 2014 botariam para quebrar e não dariam refresco ao Valmir. Teve vereador que até usou a expressão "agora acabou a brincadeira" insinuando que em 2013 foi uma grande brincadeira. Em 2014 não só deram refresco, mas deram champanhe e caviar e fizeram de tudo para participar do banquete.

Tirando esse detalhe da tolerância do primeiro ano em 2013, o resto foi um replay. Quase todos falaram que 2014 não foi um ano bom, que não sabem onde o Prefeito torrou dois bilhões, que a cidade estava sem obras, suja e às escuras, que a saúde está um caos, que o Prefeito não dá a mínima para os vereadores, que suas emendas e requerimentos foram ignorados, etc. etc... Reclamaram, reclamaram e prometeram que em 2015 será diferente, que vão cobrar do Prefeito, que não vão mais tolerar tanto desrespeito. Alguns pediram a Deus para iluminar a cabeça do Valmir para operar a mudança esperada, pediram as bênçãos divinas para a nova Mesa Diretora e repetiram outros jargões religiosos. Tudo exatamente igual a dezembro de 2013, exceto na falta de empolgação. Quem duvidar ou não se lembrar peça para ver a gravação das duas sessões.

O Vereador Zé Arenes durante seu discurso demonstrou preocupação com a drástica redução do orçamento para 2015. Disse que a situação é caótica, pois o "Prefeito não fez nem uma obra importante com o super orçamento de 2014, imagina como será em tempos de crise!" Já nas explicações finais disse que não "serve para ser o puxa saco calado que o Prefeito precisa e nem o aliado calado", falou olhando para o vereador Euzébio.

Juíza quebrou as pernas da CPI


Durante o seu discurso o vereador Bruno Soares visivelmente abatido disse ter ficado desanimado com a atitude inexplicável da Juíza da Comarca de Parauapebas. A Comissão Especial de Investigação da Saúde entrou na justiça solicitando apreensão e busca de documentos e o afastamento imediato do Prefeito Valmir por estar obstruindo de forma acintosa os trabalhos da Comissão. A Juíza devolveu o processo e mandou emendar. Argumentou que a Comissão não poderia ser autora do processo e que precisaria da assinatura da Mesa da Câmara. Como assim? Realmente o Bruno tem motivos para estar desanimado. A coisa é tão escandalosa que dá a impressão que realmente, como disse o vereador "está tudo dominado". Primeiro que a Comissão tem legitimidade e independência para acionar o Prefeito judicialmente. Depois, a juíza deu um tiro de misericórdia ao indicar que o pedido deveria ser feito pela direção da Câmara. Isso é impossível, pois o Presidente da casa já havia tentado impedir a CPI por duas vezes na justiça. Perdeu aqui e recorreu para Belém onde também perdeu. Como é que iria agora pedir intervenção na justiça a favor da CPI e contra o Prefeito? Dá para entender? O Vereador Bruno explicou que o G-5 não vai desanimar e nem desistir. Já entrou com um processo de agravante em Belém contra a decisão da Juíza de Parauapebas.

Tá dominado, tá tudo dominado


Bruno Soares mais uma vez criticou duramente o Prefeito Valmir. Citou como exemplo o orçamento destinado às obras da PA-160 que foi apenas de $150 mil e a obra já consumiu $38 milhões. Segundo o vereador "isso demonstra o despreparo desse governo e a forma como trata a Câmara demonstra que está tudo dominado", repudiou Bruno Soares.

Envergonhado


O vereador Josineto que estava se despedindo do seu mandato de Presidente da Câmara disse o seguinte: "de certa forma me sinto envergonhado. Quando saio de minha casa vejo lama e buracos pra todo lado, ruas sujas, escuras. Não foi para isso que nos elegemos. Tenho pena do meu amigo Judson (Secretário de Urbanismo) que está com as mãos amarradas sem poder fazer nada", disse o vereador governista. Josineto falou que a partir do ano que vem vai poder desempenhar seu papel de vereador, pois o cargo de presidente lhe tirou essa oportunidade. É esperar para ver. Minha bola de cristal indica que o Josineto embarcará na oposição em 2015 e voltará a fazer o que fazia como líder comunitário, e o que levou a sua vitória.

Odilom elogia Darci


No seu discurso o vereador Odilom que é líder do governo fez rasgados elogios ao ex-prefeito Darci. Disse que Darci deixou uma grande obra que foi o exemplo de humildade. "Ele conversava com todos e dizia o porquê do sim e o porquê do não. Além do mais, deixou a prefeitura saneada", destacou Odilom enquanto os demais vereadores reclamavam da falta de diálogo e de respeito do Prefeito Valmir.

Miquinha encerrou fazendo um questionamento. Disse que todos estão preocupados porque o orçamento de 2015 será só de $1 bilhão. "Agora me diga: qual é o município que vocês conhecem que tem $1 bilhão para gastar em um ano?"


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O PÂNTANO AZUL


Num distante reino localizado numa próspera região dos confins da terra, havia um misterioso pântano azul. Ele ficou assim conhecido porque era envolvido por uma intensa e brilhante luminosidade de tom azul claro, mas tão forte que cegava quem ousasse a olhar diretamente para ele. Esse pântano era cercado de histórias e magias e ninguém sabia o que era real ou o que era lenda. A própria luz que irradiava já era bastante para reforçar o mistério que envolvia o lugar.

O pântano azul despertava nas pessoas os instintos mais selvagens e primários que o ser humano já experimentara. Havia um magnetismo que atraia o olhar e atenção de todos, e mesmo sendo totalmente desconhecido e misterioso, a população daquele reino vivia tentando entrar no local e desvendar seus mistérios. Corria o boato que quem ousara entrar no pântano fora transformado numa espécie de andrógeno e perdera todas as características humanas. As histórias que corriam de boca em boca e se espalhavam como rastilho de pólvora atribuíam ao pântano todas as deformidades do ser humano. Se alguém enlouquecia era porque havia mergulhado no pântano; alguém começava a mentir ou perder a vergonha, com certeza esteve no pântano azul; se o elemento era ladrão, atribuía ao pântano; Zezinho era saudável e está sendo corroído por uma misteriosa doença depois de ter mergulhado no pântano; Mariazinha era uma mulher direita, boa mãe, boa esposa, religiosa fervorosa e agora anda roubando, mentindo e enganando as pessoas. Culpa do pântano; fulano era feliz e agora está morrendo de depressão depois de uma curta temporada no pântano.

Mesmo com todas as desgraças e malefícios atribuídos ao pântano azul, inexplicavelmente todos queriam entrar lá. Ninguém sabia explicar tal magnetismo e tamanho poder que aquela luz azul tinha a ponto de atrair loucamente quem estava fora e manter preso quem conseguia entrar. O fato é que os agraciados pelo grande mestre do pântano azul se debilitavam moralmente e fisicamente em pouco tempo. Reclamavam, choravam, se lastimavam por ter entrado ali, mas inexplicavelmente queriam permanecer e quando chegava o período de sair do pântano, fazia todo tipo de sacrifício para ali permanecer. Alguns vendiam a própria mãe e até a alma para o diabo para permanecer por mais tempo no que eles próprio chamavam de “inferno azul”.

O que estava por trás de tanto mistério? Que segredos eram guardados no pântano azul? Como penetrar naquele local tão protegido, tão temido e tão cobiçado por tanta gente? O que de fato existia por trás daquela misteriosa luz azulada tão forte que impedia os curiosos de aproximar? Do que era composta aquela matéria tão bela, tão preciosa e tão atraente? Que magnetismo era esse que atraia a atenção de todos, mesmo com tantas deformidades que causava no ser humano? Esse é um segredo que todos tentam desvendar e até o momento não foi possível, pois quem sai do pântano azul, sai com o cérebro tão deformado que não diz coisa com coisa e nem desperta a credibilidade em ninguém. Por enquanto, ainda estão tentando preparar uma mente privilegiada e superior que seja capaz de mergulhar no pântano, desvendar seus mistérios e sair incólume para contar a todos. Por enquanto estão só tentando(...)

Continua na próxima terça, 16.




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A PREFEITURA DE PARAUAPEBAS ESTÁ FALIDA

Com um orçamento que ultrapassou a casa dos dois bilhões de reais em 2014, o Governo Valmir superou até mesmo o ilusionista Mister M. Teve a capacidade de executar essa mágica e fazer desaparecer essa fortuna sem nenhuma justificativa. Desde o mês de setembro os fornecedores e prestadores de serviços estão com pagamentos atrasados e as poucas obras na cidade foram paralisadas com a alegação de falta de dinheiro. Um exemplo clássico é o Bairro Liberdade. Após inúmeras manifestações de populares que interditaram ruas para reivindicar serviços no bairro, a SEMOB colocou maquinário para executar serviços de terraplanagem e drenagem. Mal começou e as máquinas foram retiradas com a alegação de vencimento de contrato.

Outra alegação comum nesse governo para a paralisia é a falta de licitação. Após dois anos de gestão e várias trocas de equipes da licitação o Valmir ainda não conseguiu se entender. O pior é que agora, as poucas licitações que saem ficam paralisadas por falta de dinheiro como foi o caso do contrato de serviços e locações de caminhões da Secretaria de Meio Ambiente.

O Caos Toma Conta da Cidade


O mês de dezembro está morto para a Prefeitura de Parauapebas. Sem dinheiro para nada, nosso rico município está literalmente entregue aos ratos e baratas. A coleta de lixo que deveria ser tratada como serviço prioritário, vem sendo feito com improvisações e de forma grosseira. As ruas estão tomadas de lixo, pois a coleta não tem mais dia certo. Quando o caminhão passa coletando o lixo, sai derramando o chorume rua afora deixando o cheiro de podridão pelo ar.

Outro serviço essencial que está abandonado é o fornecimento de água. Há três dias o serviço foi interrompido para manutenção que deveria durar 24 horas e até agora ninguém sabe o que aconteceu. Várias escolas públicas estão sem aulas devido a falta de água. Além disso, o serviço de ampliação para abastecimento nos bairros onde a água nunca chegou foi abandonado sem nenhuma explicação. Os bairros Caetanópolis e Bela Vista estão desde março com ruas intrafegáveis devido as valas que foram abertas para instalação de canos. Apesar de vários protestos de vereadores na Câmara, ninguém dá uma satisfação à população.

Cadê o Dinheiro que Tava aqui?


O gato comeu, o gato sumiu e ninguém viu. Parece brincadeira, mas dois bilhões evaporaram como passe de mágica e a cidade parou. Se dependesse da Prefeitura todos estaríamos quebrados, falidos e mal pagos. Felizmente nosso município é próspero e empreendedor e apesar de tudo ainda atraímos investidores que movimentam nossa economia.

O mais inusitado é que o povo está a mercê dos corruptos. Não tem vereadores, não tem Ministério Público, não tem Polícia, não tem nem uma autoridade que queira enxergar esse caos desenfreado. O grupo de vereadores denominados G-5 ainda usa a tribuna constantemente para denunciar, mas em minoria acabam perdendo força. Será preciso que os cinco vereadores da oposição mudem a metodologia e a forma de trabalhar. A denúncia feita na tribuna da Câmara não surte mais efeito. É preciso levar para as ruas, é preciso mobilizar a população e sacudir esse município que continua deitado em berço esplêndido. O grande problema é saber quem terá coragem, quem se disporá a ser esse grande líder que vai fazer o papel de vereador em sua plenitude. Em quem você aposta caro leitor?

Como as autoridades que deveriam fiscalizar e botar um freio nesse trem desgovernado nada fazem, o povo tem que agir. Por isso esse Blog está fazendo a campanha para que um grande número de cidadãos façam a denúncia ao Fantástico. Não se trata de propaganda para a Rede Globo, mas vai que a equipe da emissora fique tocada com tantas denúncias de um longínquo município do Norte do Brasil e resolva aparecer por aqui! Não custa nada tentar. Para denunciar basta clicar no link abaixo. Apesar de ter que preencher um pequeno formulário com seus dados, fica tudo em absoluto sigilo. Não perca tempo, faça sua denúncia agora.

Para denunciar clique AQUI.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SESSÃO DE 02 DE DEZEMBRO - PODER E SEXO

A sessão de ontem foi tão inusitada que pensei em não escrever nada sobre ela. Porém, por cobrança de alguns seguidores do Blog, vou tentar resumir e fazer um esforço para não escrever palavrões. A sessão foi digna de um circo erótico e teve a vereadora "irmã" Luzinete como protagonista. É claro que por respeito aos leitores, principalmente os adolescentes que acompanham esse Blog, não descreverei esses lamentáveis episódios.

Mesa diretora foi definida no Morro dos Ventos


Essa foi a primeira sessão após a eleição da Mesa diretora. O Presidente eleito vereador Brás no seu discurso na tribuna confirmou aquilo o que todos já desconfiavam: que a eleição da Mesa Diretora foi definida no Morro dos Ventos. Disse textualmente: "agradeço ao vereador Devanir. Junto tivemos uma batalha árdua no Morro dos Ventos para conseguir chegar a essa vitória". Essa declaração jamais seria dada em qualquer lugar onde exista Poder Legislativo independente. Isso demonstra que houve de fato interferência do Poder Executivo e deixa a Câmara a mercê dos caprichos do Prefeito. O mais impressionante é que o vereador fala isso como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Brás afirmou que não vai tolerar baderna e falta de respeito na Câmara. Disse que todos seriam bem vindos, desde que se comportassem. Pelo tom do discurso já deu para o cidadão sentir o que será a gestão Brás, Luzinete e Major. Tudo indica que o Maridé continuará com a função de levar as "carambolas" para os vereadores. De qualquer maneira desejamos muita sorte aos componentes da Mesa. Que tenham sabedoria, discernimento e bom senso para conduzir a Câmara no próximo biênio.

Vereadora Luzinete (o texto foi censurado).


Euzébio falou... e falou besteira


Logo após a sessão do dia primeiro de dezembro que elegeu a nova Mesa diretora o vereador Euzébio Rodrigues derrotado e chateado por não terem deixado ele lançar sua chapa, saiu do plenário bufando e ameaçando jogar lixo no ventilador. Disse que usaria a tribuna e daria o troco. Todos ficaram aguardando para conferir que troco seria esse.

O vereador que nunca fala por preguiça e por incapacidade de articular um discurso, tomou coragem e usou a tribuna. Antes tivesse ficado calado. O homem parecia um cadáver andante e não falou coisa com coisa. Reclamou dos críticos e desandou a reclamar de quem não concorda com seu jeito de fazer política. Disse que as críticas sobre os vereadores não representam a opinião da sociedade. Será vereador? Logo você que já foi professor falar uma asneira dessa! Homens inteligentes e sensatos observam e analisam as críticas ao invés de tentar desqualificá-las.

No seu discurso vazio onde decorou duas palavras que nem conseguiu pronunciar direito (procrastinar e epifania), falou por dez minutos e não disse nada. A única conclusão que chegou foi que o SDD foi o grande vencedor da eleição da Mesa. Um ouvinte atento perguntou: "será que ele conseguiu chegar a essa conclusão sozinho?"

Embate legítimo


Os vereadores Bruno e Pavão roubaram a cena durante as explicações finais. Demonstrando firmeza, convicção e experiência  responderam à altura as insinuações da "irmã" Luzinete. Pelo jeito esse tema ainda vai render muito.

Expansão territorial


O único projeto de lei que entrou em pauta foi o que define a expansão territorial de Parauapebas. Ultimamente isso vem acontecendo com frequência, inclusive atendendo a interesses de alguns vereadores. Na hora do voto o vereador Miquinha justificou dizendo que a Casa tinha que prestar mais atenção a essas expansões territoriais pois estão atendendo exclusivamente aos donos dos loteamentos. Enquanto isso, segundo Miquinhas, a população pobre está caindo na ilusão de sair do aluguel. Compra o lote, faz sua casa e passa o resto da vida pagando aluguel na sua própria casa. Com a brilhante justificativa do Miquinha todos esperavam que ele iria votar contra, mas contraditoriamente mais uma vez votou a favor. Que coisa hem!

Denúncia ao Fantástico


Caso você tenha alguma denúncia contra a Prefeitura ou a Câmara, entre no site do Fantástico no link abaixo e preencha o formulário. Apesar de ter que colocar seus dados, o anonimato é garantido pela Rede Globo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PREFEITO É PRESO JUNTO COM OITO VEREADORES


No último domingo (30/11) o Fantástico mostrou no seu quadro “Cadê o Dinheiro que Tava Aqui” a prisão do Prefeito Toinho Batista (PSDB) e de oito dos onze vereadores na cidade de Joaquim Gomes no Estado de Alagoas. A prisão dos oito vereadores se deu no momento da sessão e foi acompanhada e aplaudida por populares.

O Prefeito mantinha um esquema de compra de vereadores chamado de mensalinho. Para manter sua base fiel e garantir a aprovação de projetos de seu interesse, bem como evitar qualquer tipo de fiscalização do Legislativo, Toinho Batista pagava em dinheiro vivo até cinco mil reais para cada vereador. O dinheiro era desviado da merenda escolar e da saúde através de notas frias e compras superfaturadas.

Você vê alguma semelhança com Parauapebas? Será que aqui existe algum esquema de mensalinho na Câmara? Será que há compras sem licitação e superfaturada? Será que há contratos irregulares para desviar recurso público? Acho que não. Penso que nosso Prefeito e nossos Vereadores são pessoas honestas e acima de qualquer suspeita.


Pelo sim, pelo não, se você conhece alguma irregularidade e quer denunciar ao Fantástico, clique no link abaixo e faça a denúncia. Apesar de precisar preencher um cadastro com seu nome, a equipe da Rede Globo garante sigilo absoluto.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ELEITA A NOVA MESA DIRETORA DA CÂMARA - A TRISTEZA DO PALHAÇO

"Estava triste, tristinho
 Mais sem graça que a top model magrela na passarela..." (Zeca Baleiro)

O grande cantor-compositor maranhense Zeca Baleiro definiu bem a atual situação do vereador Euzébio Rodrigues. Mais uma vez teve seu sonho de virar Presidente da Câmara na gestão Valmir frustrada, e dessa vez de forma humilhante. O homem era a cara da tristeza e sua tristeza era dupla: por não virar Presidente e por não fazer do seu mentor Wanterlor Bandeira Diretor da Câmara. Agora só resta recolher as migalhas que o Prefeito Valmir lançará ao chão.

O Prefeito Valmir se mostrou um grande estrategista


Primeiro o Prefeito compôs duas chapas: uma encabeçada pelo Euzébio e outra pelo Brás. Qualquer uma que ganhasse estaria sob seu comando. Como previ ontem, o G-5 resolveu botar água no chopp do Valmir e lançou chapa com o Vereador Pavão na cabeça. Sabendo disso, o Prefeito chamou o Euzébio e ordenou que retirasse sua chapa, sepultando assim a pretensão do menino. Dessa vez o Valmir não quis arriscar a perder a mesa como aconteceu na primeira eleição. Preferiu apostar com segurança e da forma mais barata.

O G-5 sai fortalecido


O grupo dos cinco vereadores denominados G-5 (Pavão, Bruno, Charles, Arenes e Eliene) resolveu não embarcar dessa vez na canoa furada. De forma corajosa e inteligente lançaram chapa para concorrer à Mesa Diretora, mesmo sabendo que o circo já estava armado e só teriam cinco votos. Mesmo perdendo, o grupo saiu ganhando e demonstraram maturidade política. Quando tenho que criticar, critico, mas dessa vez parabenizo os cinco vereadores que agiram com inteligência e bom senso. Demonstraram brio e fibra e não sucumbiram ao bruto sistema da vergonha.

Ao lançar chapa, o G-5 deu um nó na cabeça do Prefeito que teve que refazer sua estratégia e sepultou a ambição do Euzébio que saiu derrotado.

João do Feijão seria Presidente


A estratégia do G-5 para dar um drible no Prefeito era parecida com a estratégia que transformou o Josineto em Presidente. O grupo fechou com Euzébio e Miquinha e ofereceu a Presidência a João do Feijão. Esse sem titubear topou na hora. A conversa vazou e o Valmir mais do que depressa correu e desfez a negociação. Ninguém sabe o preço disso, mas não deve ter sido baixo. 

Já pensou o João do Feijão Presidente? Esse foi o motivo que levou os vereadores do G-5 a falar em traição.

O voto da vergonha


Os vereadores Euzébio e Miquinha votaram em branco. Pasmem, mas foi verdade! Não tiveram brio e coragem de se assumirem como governistas e preferiram o caminho da desonra. E o mais hilário foi a justificativa que os dois encontraram para a abstenção. Foi tão medonho que nem vale a pena escrever. Com essa decisão dos dois parlamentares o PT de Parauapebas está ferido de morte e caso a militância não tome uma medida drástica poderá ser sepultado. Na saída do plenário encontrei o Presidente municipal Tadeu que ainda tentou justificar a atitude dos dois. Por isso, não se pode esperar nada da direção atual. Qualquer reviravolta será feita pela militância.

Pérolas da sessão


"Palavra de Vereador não vale nada nessa casa" (Vereador Bruno Soares)

"Os veteranos da política dão rasteira até no vento nessa casa" (Vereador Miquinha)

"Tem gente que fala o nome de Deus cinquenta vezes nessa casa, mas por trás anda fazendo acordo com o diabo" (Vereador Josineto).

A Nova  Mesa Diretora da Câmara


Com Oito votos a favor, cinco contra e duas abstenções, a Mesa ficou assim:

Presidente: Ivonaldo Brás
Vice-Presidente: Major da Mactra
Primeiro Secretário: Maridé
Segundo Secretário: Luzinete

Será esse time que vai comandar o Poder Legislativo nos próximos dois anos. O que você acha disso?


domingo, 30 de novembro de 2014

ELEIÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA PODE ACABAR EM GOLPE DE NOVO


Amanhã, primeiro de dezembro acontecerá às 9 horas na Câmara Municipal a Eleição da Mesa Diretora para o biênio 2015/2016. Até agora, só resta aos analistas políticos às dúvidas e incertezas diante do quadro que se apresenta.

Diante desse quadro de incerteza, uma análise do passado pode ser bem útil para dar uma luz do que poderá acontecer. Em janeiro de 2013 se desenhou duas chapas. O Prefeito recém- eleito Valmir Mariano tinha minoria na Câmara. Bastou botar a turma da pasta preta em campo que o jogo virou a seu favor. Vereadores eleitos na chapa de oposição e que tinham um discurso violento contra o Valmir, rapidinho trocaram de máscara e foram beijar suas mãos e jurar fidelidade. Do lado da oposição, o vereador Euzébio foi o fiel (infiel) da balança. A oposição tinha chance com folga de fazer a Mesa Diretora, mas na hora da discussão o Euzébio se impôs como Presidente. Como foi preterido pelo grupo, pois já havia sido presidente por dois mandatos e não gozava da confiança da maioria, o vereador eleito para o seu terceiro mandato agiu como o menino riquinho e mimado dono da bola: pegou a bola e saiu de campo no meio do jogo. Saiu se fazendo de magoado e disse textualmente: “já que não me querem como Presidente estou fora do grupo. Estou indo para a Bahia e só volto para a posse”.

Essa decisão imatura e egoísta do Euzébio quebrou as pernas do grupo de oposição. Vereadores dos partidos aliados ficaram sem confiança na maior bancada eleita que era o PT e trataram de arrumar outra alternativa.

Por outro lado o Prefeito Valmir indicou o Vereador Pavão para Presidente e festejou a vitória com antecedência. Com sua articulação, a eleição estaria garantida por oito a sete. Valmir só não contava com uma velha raposa que ele ainda não tinha cooptado e que julgava inútil e descartável. Valmir cometeu um erro grave que lhe traria muita dor de cabeça.

O golpe na primeira eleição


O grupo de oposição que estava totalmente desarticulado e destroçado com a traição do vereador Euzébio, enxergou uma luz no fim do túnel.  Apostou na ambição do vereador Josineto.  Às vésperas da eleição da Mesa diretora, deram o golpe de misericórdia no Prefeito Valmir: cooptaram o vereador que se elegeu na base do Prefeito e ofereceu-lhe o cargo de Presidente. Josineto aceitou de imediato e jurou fidelidade ao grupo. Assim se deu a eleição da atual mesa naquela fatídica sessão de 1º de janeiro de 2013. Releia aqui.

O novo golpe


Dessa vez poderá haver um novo golpe na Eleição da Mesa Diretora. Por enquanto, só dois candidatos se credenciaram: Euzébio (PT) e Brás (SDD). Dessa vez o Prefeito Valmir poderá ser o grande estrategista que dará o golpe e se vingará do primeiro golpe.

Como está se desenhando esse golpe?


O G-5 fortalecido com a CPI da saúde em curso ameaçou lançar candidato à Presidência. O Valmir vendo-se ameaçado deu uma cartada de mestre: mandou sua mulher articular o nome do Euzébio e articulou a candidatura do vereador Brás. O próprio Prefeito manifestou apoio ao Euzébio para jogar ainda mais fumaça na disputa. Com isso, o Prefeito Valmir atraiu os votos dos vereadores petistas que ainda acreditam que o Euzébio é do PT (acreditam também em Papai Noel e na Fada do Dente) e quebrou as pernas do G-5. Para Valmir, tanto faz Euzébio ou Brás. Os dois o obedecem cegamente. Assim, o golpe está desenhado e pronto para ser executado. Mais uma vez uma velha raposa pode entrar em campo e puxar a disputa para o lado do Brás.

O Contragolpe


Essa disputa está totalmente aberta e imprevisível. Se por um lado o Prefeito Valmir já dá a vitória como favas contadas, por outro lado o G-5 poderá agir com inteligência e discernimento e aprontar uma para cima da turma do Valmir. Eliene Soares e Arenes (PT) poderão se lembrar do golpe que o Euzébio deu no PT que custou até mesmo o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça que havia sido negociado para a Eliene. Bruno Soares (PP), Pavão e Charles (SDD) também têm contas a acertar com o Valmir.

Com esse cenário, fortes emoções aguardam os frequentadores da sessão nessa segunda às nove horas. Vamos lá conferir e ver no que vai dar.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PARAUAPEBAS ESTÁ EM CRISE?

Dias atrás ouvi uma entrevista do Presidente da CDL de Parauapebas, Daniel da Paulistinha na Rádio Arara Azul. Ele demonstrava com números a preocupante queda nas vendas do comércio local e apresentava uma visão catastrófica sobre o futuro do setor varejista e de serviços em geral. Já ouvi de várias pessoas essa mesma avaliação. Muitos se queixam do paradeiro que a cidade atravessa e o retrato mais fiel da crise é o numero de placas de aluguel de imóveis espalhadas por todos os cantos da cidade.

Há quem diga que essa crise começou após a posse do atual prefeito Valmir Mariano. O argumento principal é que devido a grande corrupção o rico orçamento parou de circular na cidade e hoje se concentra nas mãos de uma meia dúzia de empresários, em sua maioria de fora.

Mas será que estamos realmente em crise? A minha resposta é categórica: não estamos em crise. Ao contrário, Parauapebas está experimentando um momento de maturidade e de crescimento que poderá trazer muitos benefícios aos que tiverem a sabedoria e visão para aproveitar essa onda. A crise está na cabeça das pessoas, principalmente dos empresários conservadores que se acomodaram e acostumaram a surfar numa onda artificial e pararam no tempo. Só para ilustrar essa situação, outro dia ouvi de uma senhora o seguinte depoimento: "hoje sai para comprar um microondas e após tentar em quatro lojas, comprei na quinta depois de forçar a barra para ser atendida por uma vendedora. Em todas as lojas que entrei fui ignorada por vendedores que ficaram em grupos batendo papo. Na quarta loja fui atendida, mas depois de um tempão, na hora de pagar, descobriram que o vendedor tinha preenchido o formulário de venda errado e eu tinha que começar tudo de novo. Desisti. Na quinta loja, tive que gritar e pedir para ser atendida. E olhe que eu queria comprar um simples microondas e a vista!", relatou a cliente indignada. Você se identificou com essa história? Já foi mal atendido no comércio local? Já enfrentou filas em hospitais particulares e ainda foi mal atendido? Já foi ignorado em lojas? Já foi humilhado em bancos? Já ficou um tempão gesticulando com os braços para ser enxergado pelo garçom do restaurante?

A onda artificial na economia de Parauapebas


Experimentamos até aqui o que eu chamo de uma onda artificial na economia do nosso município. Com nossa crescente riqueza, nos acostumamos com milhões, com a pouca oferta de serviços e com a grande demanda de consumidores. Comenta-se que se você botasse uma banca de espetinhos, poderia se dar ao luxo de escolher seus clientes pela cor dos olhos. Em todos os setores a procura foi sempre maior do que a oferta. Os aluguéis por exemplo alcançaram preços estratosféricos e completamente fora da realidade.

Com toda essa pujança nossos empresários se acomodaram e não investiram na qualidade da prestação dos serviços. Não investiram em infra-estrutura, em treinamentos de mão-de-obra, em atendimento, em tecnologia... A máxima conservadora de que "time que está ganhando não se mexe" predominou e predomina até hoje. 

Os tempos mudaram, a realidade é outra e nossos empresários ainda estão se comportando como se vivessem numa currutela de garimpo. Com os novos investimentos que a cidade tem recebido, principalmente no setor imobiliário e comercial, a onda artificial da economia tem perdido força e tende a se desfazer. Aos poucos estamos entrando na realidade de qualquer cidade que cresce e se desenvolve. Quem insistir em continuar surfando nessa onda artificial vai cair e quebrar a cara.

Crise? Que crise?


Como assim, o nosso município está em crise? É claro que o rico orçamento da prefeitura parou de circular e está concentrado nas mãos de poucos. É claro que a paralisia do governo reduz a movimentação de serviços. Mas isso é apenas uma marolinha como dizia nosso Presidente Lula. Reflitam comigo e me responda se estamos em crise: quem é o empresário louco que investiria milhões numa cidade que está em crise? Qual grande empresa iria construir uma super estrutura num município com economia decadente? Isso não lhe parece estranho?

Antes que alguém me acuse de excesso de otimismo, cito alguns exemplos: dois grandes hotéis internacionais estão investindo em Parauapebas; um grupo comprou o cambaleante Unique e transformou no Partage Shopping e está revitalizando-o totalmente; novas lojas estão abrindo no shopping; as Lojas Americanas estão abrindo mais duas unidades em nossa cidade; acaba de ser inaugurada a loja Havan, uma das maiores do setor; o grupo Mateus está construindo um mega supermercado ao lado do shopping. Esses são apenas alguns dos vários investimentos que estão turbinando nossa economia. Será que todos esses empresários estão ficando loucos? Será que não fizeram pesquisa sobre o potencial econômico do nosso município? Acho improvável.

Quebrando paradigmas


O grande problema é que enquanto os empresários de fora estão enxergando o potencial que há em nosso município, os empresários locais estão perdendo tempo com lamentações. Essa onda artificial que citei deixou a maioria com uma venda nos olhos e com um tampão nos ouvidos. É preciso que ousem, que quebrem paradigmas, que invistam, que se reinventem, que se reciclem. Caso contrário, continuarão perdendo espaço e mercado para os de fora e ficarão apenas com a lembrança melancólica do apito do trem.