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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - BANQUETE DE FEZES

Dedico esse belo poema a bancada do PT da Câmara de vereadores de Parauapebas e aos demais vereadores que outrora faziam oposição ferrenha ao prefeito e hoje o defendem apenas em troca de cargos.

Por Ziul Arieiv

É chegada a hora de descer do salto e calçar as sandálias franciscanas. É chegada a hora de rasgar a camisa de seda e se vestir com o manto da batalha, pois essa camisa não vos pertence velho guerreiro. Nela está entranhada o sangue do inocente e as lágrimas da viúva.  Por que insiste em tomar parte desse banquete de fezes e podridão? Seria apenas por vaidade ou por fome? 

Acorde velho guerreiro. Levante e venha combater o bom combate. Tire essa calça de cetim com bolsos fundos e vista o brim da batalha.  O que trazes nesses bolsos não vos pertence, pois é fruto do acordo espúrio que fizeste com o falso argumento de que os fins justificam os meios. Ficaste tão acostumado com as migalhas que seus opressores te lançaram que sequer enxerga a montanha de ouro que está a sua frente. 

É chegado o tempo da decisão,  mas de nada valerá a decisão pela metade; de nada te valerá uma decisão artificial que te mantém sob o jugo do corrupto. A decisão tem que  ser radical e definitiva.

Acorde enquanto é hora, senão tu serás tragado pelo ostracismo; será cúmplice perpétuo da morte do seu povo, será escravo da sua ganância. 

Esse banquete não te pertence, pois sempre terá para ti gosto de fel. 
Acorde e venha ver o novo alvorecer! Venha limpar os arbustos do jardim que outrora plantaste e que abandonaste.  Veja que apesar das ervas daninhas, as flores ainda insistem em desabrochar. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

OPERANDO EM FOGO BRANDO

Muitos leitores têm me indagado sobre o motivo do blog estar sem postagens ultimamente. Alguns até têm enviado mensagens cobrando e perguntando se esse blogger também já se vendeu. Fico feliz com a preocupação dos amigos e pela fidelidade dos leitores, pois mesmo a página estando desatualizada, todos os dias vem registrando uma audiência regular.

Em respeito a esse público, esclareço o motivo da falta de postagens. Calma! Não me vendi como alguns insinuaram. Não estou recebendo $15.000,00 por mês como de praxe para aliviar os políticos e nem estou intimidado com as ameaças que sofro. Aliás, ameaça sofro desde 1987 quando cheguei aqui. Algumas diretas, outras indiretas; algumas atrevidas, outras maquiadas e insinuadas; algumas raivosas, outras disfarçadas de ironia e "kkkkkk's". Levo todas a sério, registro e tomo as providências e precauções, mas jamais me deixo intimidar. Quando noto algum risco iminente, trato de eliminar e assim a vida segue. 

A falta der atualização do blog, se dá exclusivamente por motivo literário. Estou destinando toda minha energia criadora para o meu segundo livro, e aí o blog fica em segundo plano. Estou escrevendo a história real da minha odisseia no Caminho de Santiago onde percorri a pés mais de 800 km em maio de 2013. Uma editora que ainda não posso citar o nome comprou o projeto e tenho prazo contratual para concluir.

No entanto, o blog não ficará parado e nem será extinto. Apenas ficará em fogo brando. Sempre que tiver um fato político ou uma notícia que valha muito a pena, estarei aqui compartilhando com os leitores com a mesma análise apimentada de sempre. E você leitor, se quiser enviar algum texto para a "Coluna do leitor" será bem vindo. Basta enviar para luizvieira2006@yahoo.com.br. Terá que ser assinada. Use e abuse desse espaço.

Breve farei uma análise sobre a possibilidade de reeleição dos atuais vereadores.  Estarei acompanhando também todas as sessões, e, caso algum vereador diga algo que valha a pena, estará aqui no blog. Trarei também as previsões do profeta Ziul Arieiv sobre nossos políticos e para o final de fevereiro, escreverei sobre as águas de março II. Quem se lembra da primeira?

Portanto leitores, fiquem atentos. Mesmo operando em fogo brando, teremos fortes emoções. Mas o livro será prioridade nesse momento.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - DILMA, O CONGRESSO E A MOLECAGEM

Não é brincadeira de criança, é molecagem de gente grande mesmo.


Sugerido por José O. Zelão V. Reis.

Quando parte do poder da República instalada no Congresso Nacional é composta por moleques, alguém precisa pôr ordem na casa. Vejam o que disse o jornalista Fernando Brito sobre a postura de alguns parlamentares com pose de oposicionistas, sobre a presença da Presidenta Dilma no Congresso por ocasião da abertura do ano legislativo. E tirem as suas próprias conclusões.


Por Fernando Brito, do Tijolaço – em 03 de Fevereiro de 2016 

Em 1991, só alguns dias depois de tomar posse no Governo do Rio de Janeiro, Leonel Brizola compareceu a uma assembleia do Sepe – o sindicato dos professores do Estado – para discutir a pauta de reivindicações da categoria diante do caos financeiro deixado por Moreira Franco, inclusive com uma cabulosa “confissão de dívida” com as empreiteiras do Metrô.
Mal ele entrou na Concha Acústica da UERJ, o grupo mais radical da militância sindical explodiu numa sonora vaia.
Brizola ouviu, sorriu, deu meia volta e foi embora.
Depois, explicou aos repórteres: o problema não eram as divergências que surgissem do diálogo que, abertamente, estava disposto a travar, numa atitude – salvo engano meu – inédita entre os governantes: ir a uma assembleia de servidores tratar de suas reivindicações. O problema, dizia ele, era o método: que vaiava antes de sequer ouvir, não queria nem ouvir, nem falar, apenas debochar.
Era inevitável que a cena me viesse à cabeça hoje, com a grosseria dos tucanos e de seus aliados ao vaiarem Dilma Rousseff em sua ida ao Congresso para a abertura do ano legislativo.
Com a diferença que são parte de um poder da República.
Não querem ouvir, não querem falar, querem apenas debochar, enquanto o país se debate em dificuldades terríveis.
As cenas são fartas em mostrar deputados amolecados, de bonequinhos infláveis, num comportamento de fazer corar adolescentes.
É o “efeito Aécio” que se espalhou na política.
No Congresso e na mídia, estamos reduzidos à estatura de moleques.
Os jornais parece que se regem pelos hidrófobos frequentadores de seus portais.
A Folha investiga um bote de lata.
O Globo, uma cota de um “pombal” no Guarujá.
O Estadão virou um boletim oficial dos vazamentos,
Ignoram que, se desonesto, Lula poderia ter estalado os dedos, tamanho era seu prestígio, e feito aparecer apartamentos e lanchas quanto os quisesse.
Todos se lixam para o fato de que o país e o mundo estão em grave crise e que isso significa que todos os dias gente perca o emprego e as condições de sustentar suas famílias.
Tentam ridicularizar – e há meses – qualquer tentativa do governo de dialogar.
O diálogo é bom, positivo e civilizado em quase todas as circunstâncias, exceto numa.
Quando o desejo de fazê-lo torna excessivamente tímido, além do aceitável, o exercício de fazer o que é o dever de quem tem a delegação do poder popular.
Descobrimos que Kim Kataguiri, em espírito, foi alçado não apenas a colunista da Folha, mas a líder da oposição parlamentar.
Não surpreende que outra manobra tenha levado à estaca zero o processo disciplinar de Eduardo Cunha num parlamento assim.
É mais um poder da República que desanda para a molecagem e para brincadeiras de marketing.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - O VENTO E A BRISA


                    * Por Alípio Mário Ribeiro

O vento era inconstante, audacioso, sedutor. Nunca fora regular. Ora frio, ora quente, voraz, calmo, queria estar em todo lugar, fazer qualquer coisa que lhe garantisse a liberdade de soprar pelos quatro cantos do mundo.
Um dia, o vento conheceu a brisa. Suave, pura, virgem, inexperiente. Mas a brisa era muito jovem, e bem mais jovem que o experiente e maduro vento! Ele, astuto e ardiloso, conseguiu seduzir, encantar a brisa com promessas de um mundo de jardins floridos para que ela pudesse passear com seus pés pequenos e frágeis. A brisa viu no vento o seu príncipe encantado! Enfrentou tempestades, furacões para ficar com o vento. E ficou.
Então ela descobriu que aquele vento não tinha a sensibilidade certa para lidar com ela. E então? O que fazer? Quando ela reclamava sobre certas ações do vento, ele a tratava com rispidez e grosseria! Dizia pra ela: “Não está satisfeita? Vá embora!” Ir embora para aonde? Deixara tudo para ficar com o vento! Bem que fora alertada pelos ares e pela atmosfera! “Olha… cuidado com o vento”… Mas agora era tarde! Ela estava à mercê do vento.
O vento nunca estava só. Sempre se fazia acompanhar de pequenos ares oriundos de seu tempo em meio a tempestades! Como isto feria a brisa. Como a brisa queria o vento. Por vezes a brisa chorava flocos de lágrimas geladas que feriam o chão. Quantas vezes o estúpido vento se fez trovão vomitando enormes pedras de granizo na pobre brisa. Mas, nos lugares por onde andava, o vento enaltecia sua brisa. Dizia pelos vales e montanhas, pelas grutas e cidades, pelas florestas e mares o quanto sua brisa era linda e valiosa. Mas, para a brisa, se furtava de tantos elogios. Quantas vezes a brisa soprou músicas melosas e chorosas de “fica comigo… vem, me abraça, meu amado vento…” Quantas e quantas vezes a brisa suplicou ao vento que acariciasse seus feridos e frágeis pés que tanto andaram atrás do conhecimento, que aliviasse seu coração do sofrimento!??
Com o tempo, a brisa foi se fortalecendo! Cada lágrima que caía, molhava página por página dos livros que ela lia! A brisa ultrapassava os limites daquilo que podia! E suas lágrimas não mais apareciam para o vento. A brisa decidiu que queria ser mais que brisa, queria ser mais que ventania, tufão, furacão! Já pensava em deixar o vento…
O vento começou a notar a mudança da brisa. Viu-a se tornando forte como a ventania que varre os vales e carrega a areia mais densa! Mas, continuava brisa. O vento começou a mudar. Um dia, a brisa salvou o vento da morte certa. O vento assoprou pelos canaviais e alambiques do vale da perdição. Embriagado pelo néctar curtido da cana de açúcar, encontrou-se com um vento com quem não se assoprava. Não deu outra. Entraram em briga feroz. O vento pouco podia. Estava anestesiado de tanta folia nos canaviais traiçoeiros. No momento em que seria preso num limbo e deixaria de ser vento, aparece a brisa, valente, forte, decidida! “NÃO!! NÃO FIRA MEU VENTO!!” A brisa se interpôs entre os combatentes. Evitou a morte do vento…
O vento e a brisa estavam sempre distantes. Mesmo sofrida e ferida, a brisa vinha, uma vez por semana, visitar o vento, amar o vento, tentar ser feliz com o vento. Clamou várias vezes: “vem, vento! Deixa tudo e vem ficar comigo…”
Mas o vento acomodou-se em um morro, o morro dos ventos. E por lá ficou muito tempo. Só saiu, quando saíram os ventos que lhe davam sustento. E o vento foi morar com a brisa. A brisa já era outra. Não mais clamava amor ao vento. Mesmo assim, o tolo vento, que continuava a clamar aos quatro cantos o amor pela sua bela brisa, ao chegar a casa, não conseguia por em prática este sentimento…
Bem que o vento tentou mudar. A brisa não era mais brisa. O vento se desesperou, ficou arrogante e soprava forte pelos ares do mundo. Até que, um dia, o vento mudou. Mas não adiantava mais. O vento tentou de tudo para não perder sua brisa. Mirou alto, mas da alta mira, pouco acertou. Vagou pelos cantos, por terras distantes, pelo velho Brasil e pelo Brasil novo. Mas não se despiu de sua arrogância, bebeu chás sagrados e tentou plantar luz, paz e amor. Mas, agora, não era tempo de plantio. Era tempo de colheita. E o vento não colheu bons ares.
A brisa estava determinada a deixar o vento distante de si. O vento tentou, chorou, se humilhou. Mas os pés da brisa estavam fortes, apesar das marcas do sofrimento. Os ombros da brisa estavam firmes, apesar de ter aparado os raios trazidos pelo vento. O vento ficou fraco, encolheu, envolvido pela brisa. A brisa se fez mais forte que o vento…
O vento, outrora senhor dos vales e montanhas sucumbiu, caiu, verteu prantos em dilúvios, clamou perdão ao Senhor do tempo e do firmamento. Tudo o que o vento semeou, estava na hora de colher! Pobre vento… Hoje se sente um pequeno sopro, só quer um pouco de alento. Triste vento… Pensava que a brisa era eterna, dele para sempre! Um vento cheio de dor, tristeza, agonia, vítima dos ares de seu egoísmo e orgulho.
A pesar de tudo e a pesar tudo, a brisa não deixou o vento ao relento. Depois de mais de dez anos, presa ao vento, se libertou, chorosa, lamentosa, mas decidida, forte, firme com seu pensamento. Brisa que enfrenta ventanias, tempestades, que não teme raios ou trovões, que defende os fracos ares, que pune os maus tempos!
O vento vaga pelos labirintos de seu pesar, cheio de suspiros e eternos “ais”. A brisa, a quem tanto quer, que tanto ama, dona de seu coração, ah… pobre vento, ela não existe mais…

*Professor e advogado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CRER SIM MAS COM OS PÉS NO CHÃO!


Por Daniel Godri Jr*
Ouvi uma vez um ditado que diz que para as coisas se realizarem precisamos a noite dormir e sonhar e de dia realizar e agir. Está em moda no mundo um otimismo perigoso: aquele que acha que apenas crer faz tudo acontecer.  O otimismo do menor esforço, da sorte, do acaso, de fatores externos, da ausência de decepções e de riscos. 
Jovens otimistas não estudam para o vestibular pois acreditam que são extremamente capazes de passar sem estudar. O amigo sai do bar com certo ar de superioridade dizendo que “não devem se preocupar pois ele dirige melhor bêbado”. Aquele que almeja emagrecer se dá o direito de comer uns docinhos pois afinal está sendo muito rigoroso consigo mesmo. 
E nestes três casos o resultado é o mesmo: o alto risco de reprovação, de um acidente e da frustração de mais um regime falho.
Pesquisadores descobriram que existem sim muitas vantagens associadas ao otimismo como uma melhor saúde, melhor pressão arterial, capacidade de melhorar mais rápido de doenças e coisas do tipo. Mas também perceberam que existe um certo “pessimismo”saudável. Aquele pessimismo que previne possíveis acidentes, que não permite que superestimemos nossas capacidades, que nos deixa com os pés no chão.
Logo, descobriu-se que o melhor dos mundos é ser otimista quanto aos resultados a serem atingidos e “pessimista” realista sabendo que estes resultados dependem também de aplicação, disciplina, esforço direcionado e constância.
Crer que somente o puro pensamento positivo ou o já comprovado efeito placebo são capazes de tudo é andar em uma área perigosa.  Um grave doente com câncer não se cura apenas por ser otimista. Mas sim por fazer o que for possível para combater esta tão dura doença.
Logo acreditar e sonhar é primordial pois nos faz caminhar, alimenta as esperanças e nos incendeia com um espírito de animo que nos faz mais alegres, resilientes e criativos.  Porém se preparar para possíveis problemas futuros nos ajuda a não nos decepcionarmos com as dificuldades, superá-las mais facilmente e nos preparamos melhor.
Ser otimista não impede, de maneira nenhuma, de vivermos a realidade: nem cinzenta e nem rosada, de um mundo que sim pode sorrir para todos. Para todos que estiverem preparados para ver este sorriso.

*Daniel Godri Junior é palestrante há 20 anos das maiores empresas do Brasil, autor com 10 livros, apresentador de TV, administrador de empresas e empresário.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - VIVA OS BONS!


(Em referência às pessoas que assumem cargos eletivos e funções de liderança no PT e que, devido a circunstâncias diversas, estão deixando o partido [já “partido”]).



Por José O. Zelão V. Reis 

Se for verdade e ao se confirmar, pode ser só mais banha para azeitar a fogueira que há muito está em chamas. Quando só restarem as cinzas, então acontecerá o efeito FÊNIX e recomeçaremos tudo de novo: a pés, de bicicleta, de porta em porta, de comunidade em comunidade, de boca em boca - selecionando e convencendo os melhores, de que é possível (não o foi um dia? Será novamente). Quem sabe daqui a vinte anos (como aconteceu antes), o meu neto, a sua sobrinha, o seu filho será o prefeito, o vereador, a prefeita, a vereadora... Sim, é possível - e já não haverá mais espaço para os aproveitadores/as e traidores/as - porque aprendemos a lição - apesar de que eles/elas sempre existirão, mas aí já estaremos vacinados e imunizados contra eles/elas. A História é assim, dá voltas, mas sempre segue o seu curso; é como o rio que sempre deságua no mar. Os nossos descendentes contarão a nossa história e a própria história nos julgará (pelos nossos feitos, desfeitos e não-feitos). Isto não é sonho, não é delírio, não é ilusão. Isto é real. Se quisermos dar um passo seguro à frente, rumo ao futuro, é prudente darmos dois passos atrás, sem ter que ficar com a sensação de retrocesso.
VIVA OS BONS!


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O PT (PARTIDO DOS TRABALHADORES) PODERÁ PERDER SUA MAIOR LIDERANÇA EM PARAUAPEBAS

Intriga, traição, boatos, falta de alinhamento ideológico, direção dividida, militância dispersa. Esses são os ingredientes que podem culminar com uma perda histórica para o Partido dos Trabalhadores em Parauapebas. Desde a última eleição em 2014 quando parte da direção do partido e parte importante da bancada flertou com o palácio cinzento com a possibilidade de apoio financeiro em troca de apoio político, o PT não conseguiu ser mais o mesmo. Três secretarias chegaram a ser negociadas: SEMPROR, SEMAD E SEMAS. A SEMAS (Secretaria de Assistência Social) chegou a ser entregue extra-oficialmente e o negócio só não se concretizou porque o Valmir declinou e resolveu brincar com os petistas. 

Além desses ingredientes, dois dos quatro vereadores (Euzébio e Miquinha) sempre deram sustentação e sempre estiveram na base de apoio do Valmir, apesar de não assumirem. Podemos afirmar com responsabilidade que o prefeito ainda não foi afastado graças aos dois vereadores.

No centro desse tiroteio está o ex-prefeito Darci Lermen. Com amplo favoritismo para retornar ao morro dos ventos, vê sua candidatura ser ameaçada por esses problemas internos. Para piorar a situação, três vereadores votaram na famigerada, vergonhosa e imoral bolsa eleitoreira do Valmir. Caso o Ministério Público passe batido, essa bolsa será capaz de causar um sério estrago nas pretensões do Darci.

Como o Darci terá que adotar um discurso forte de oposição ao atual prefeito, poderá cair em contradição na campanha. Como combater um prefeito que teve apoio e sustentação política do PT? Não parece incoerente? Como denunciar a famigerada bolsa eleitoreira se a bancada petista votou a favor? Muitas outras contradições aparecerão.

Em conversa com o Darci, ele falou que não tem intenção de deixar o PT e que essa seria uma decisão muito difícil para ele, visto que sua ideologia não mudou. Falou que tem uma forte ligação e eterna gratidão com a militância, a qual classifica como única. Porém, demonstrou angústia com os últimos acontecimentos do partido. Confidenciou-me que após a votação favorável da tal bolsa, com o apoio da bancada do PT, ficou tão chateado que pensou em desistir da candidatura. É bom lembrar que o PT domina a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Bastaria a comissão dar parecer contrário que o projeto de lei nem entraria em votação. Resumindo: o Valmir deve a bolsa eleitoreira exclusivamente ao Partido dos Trabalhadores.

Vários partidos já procuraram o Darci e propuseram filiação com o sonho de ter em seu quadro o único homem capaz de derrotar o Valmir. Já plantaram boatos e até criaram Fake em seu nome. É natural que qualquer líder partidário agarre a chance de ter o comando do morro dos ventos. Apesar da resistência do Darci em deixar o PT, apesar do seu apego ideológico, talvez essa seja sua única opção para disputar com tranquilidade a eleição 2016. 

Na atual conjuntura, com o posicionamento da bancada do PT, vejo como improvável a permanência do Darci. Caso se confirme, um grande número de filiados deverão acompanhá-lo em sua decisão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

EMOÇÃO MARCA MISSA DE UM ANO DO ASSASSINATO DO DR. JAKSON

Nesse domingo (24) foi celebrada uma missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida, bairro União, para lembrar o assassinato do dr. Jakson que completou um ano. A igreja estava lotada por familiares,  amigos e representantes da OAB que compareceram para mais uma homenagem a esse guerreiro que em vida, lutou contra a corrupção e a favor da justiça.

As palavras de ordem durante a missa foram esperança e justiça Divina. Uma mensagem de sua esposa foi lida onde relembrou dos feitos do Jakson e suas características como um pai carinhoso, um amigo fiel e um ser cheio de alegria que gostava de reunir amigos e familiares em diversos momentos de confraternização. "Jakson gostava de festa, gostava de gente..." Durante a leitura da mensagem, muitos não seguraram as lágrimas ao recordar de suas características marcantes.

Dr.Jakson foi assassinado na noite do dia 24 de janeiro de 2015 na periferia de Manaus. A polícia encerrou o caso como se tratasse de um latrocínio (assalto seguido de morte). Vale ressaltar que os bandidos não levaram nada, apesar da vítima portar vários objetos de valor, dinheiro e cartões. Coincidentemente, ele estava numa lista de marcados para morrer devido sua atuação contra a corrupção.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

QUEM PAGOU R$ 6 MILHÕES POR 40 MIL VOTOS NO PARÁ, EM 2014?

Por: Carlos Mendes no Blog Ver-o-fato*




Eleição de 2014 para o governo do Pará, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. A meta era obter 40 mil votos, pagando R$ 150 por voto. Total da empreitada: R$ 6 milhões. O esquema foi acionado e os repasses feitos. As contas, meticulosas, na ponta da caneta, sobre a movimentação do dinheiro, foram anotadas. Tudo calculado para funcionar e obter os resultados três meses antes da eleição.

Em 10 de julho, foram liberados R$ 450 mil; em 20 de julho, R$ 600 mil; e no dia 30 de julho, mais R$ 516 mil. Valor total: 1 milhão 566 mil.  No dia 10 de agosto, sairam R$ 400 mil; no dia 20, ainda de agosto, outros R$ 500 mil; e no dia 30, também de agosto, mais R$ 611 mil. Total: R$ 1 milhão 511 mil. 

Os repasses foram ainda maiores em setembro, um mês antes da eleição, obedecendo ao seguinte critério: no dia 10, R$ 600 mil; no dia 20, mais R$ 700 mil; e no dia 30, cinco dias antes do pleito, R$ 1 milhão 621 mil. Total: R$ 2 milhões 921 mil. 

Muita grana, não é? Claro, uma fortuna. E o leitor do blog deve estar se perguntando: onde foi isso? Quem liberou isso? Quem recebeu isso?

Resposta: o blog Ver-o-Fato só sabe que essa anotação, redigida em algum computador e depois impressa - assim como outras, mencionando repasses de dinheiro, sem falar em agendas escritas a mão - foi apreendida durante operação do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, na prefeitura de Parauapebas e residências de ilustres figuras daquele município. 

Está na hora de abrir essa caixa preta. Até para que isso não se repita na eleição de prefeito, em outubro deste ano. 
 
A operação policial em Parauapebas rendeu farta documentação.

COMEMORAÇÃO ANTECIPADA - JÁ ULTRAPASSAMOS MEIO MILHÃO



19/01/2016 - Data em que atingimos 500 mil


Esperávamos bater essa marca lá pelo mês de abril, época em que completaremos três anos. Graças aos leitores, foi antecipado. Assim, nem tivemos tempo de preparar o presente. Mas não se preocupem. Essa linda camiseta já está sendo produzida para homenagear nossos 10 leitores como prometido.

Muito obrigado! Continuem fazendo desse veículo de comunicação o mais parecido com você. Sugestões, críticas, proposições e até elogios serão sempre bem vindos. 

Estamos trabalhando para que esse espaço seja mais dinâmico, mais bonito e que continue levando até você a realidade nua e crua, sem máscaras e sem maquiagem. 

Muitas novidades virão. Aguardem!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O TRAPALHÃO E O PLANTADOR DE ALFACE

O suplente de vereador Zacarias Assunção numa flagrante demonstração de imaturidade e despreparo, vem contaminando as redes sociais com uma campanha contra o ex-prefeito Darci Lermen. Pelo conteúdo das postagens, nota-se que o Zacarias está apenas cumprindo ordens de quem ele deve muitos favores pelo seu mandato. E também, deve estar com a faca no pescoço, pois é inacreditável que um cidadão que tenha mais de dois neurônios se preste a um papel tão ridículo como ele está prestando.

O suplente Zacarias reclama nas suas postagens que o ex-prefeito abandonou Parauapebas e foi plantar alface na Bahia. Ele ainda fala que isso é um luxo. Ora vereador, que vergonha! O radialista Demerval Moreno no seu programa matinal do dia 18 fez algumas ponderações sobre esse suposto luxo. Disse: “...o camarada tá luxando plantando alface? Se o cara tivesse num Rolls-Royce, num Camaro amarelo... numa Ferrari, se o cara tivesse na frente de um motel 5 estrelas, numa mansão... luxo com alface, sinceramente não combina”.

Realmente, esse argumento (ou falta de argumento) é imaturo e típico de quem está desesperado ou perdeu a noção. Geralmente os ex-prefeitos depois do mandato vão curtir suas fazendas, suas mansões, seus carrões, vão fazer um tour pela Europa ou coisa do gênero. Agora ir para a Bahia plantar alface ser motivo de chacota e indignação? Esse exemplo tinha que ser enaltecido e exaltado como um modelo.

Todos comentam na cidade que o Zacarias carrega uma grande frustração por nunca ter sido eleito vereador depois de inúmeras tentativas. Se tornou vereador apenas por uma manobra do prefeito Valmir que lhe presenteou com o mandato com o compromisso de lhe ser fiel incondicionalmente. Talvez essa sua atitude seja parte da recompensa.

Darci ausente?


O ex-prefeito Darci após concluir seu mandato, fez o que todos os prefeitos deveriam fazer: dar um tempo fora do município, uma espécie de autoexílio. Essa é uma atitude republicana, pois com a presença na cidade, inevitavelmente iria interferir na gestão do prefeito atual. Se o Darci continuasse em Parauapebas, como cidadão, não iria se furtar de comentar ou dar pitaco na gestão atual, e seria acusado de fazer política contra o Valmir. Então fez o correto. Se ausentou por dois anos para deixar o Valmir a vontade para desenvolver sua gestão. Vale lembrar que o Darci foi o único prefeito que fez uma transição de governo na prática.

Se ausentar por dois anos e plantar alface na Bahia deveria ser motivo de orgulho, de honestidade, de simplicidade, de desapego e deve ser um ponto forte a ser explorado na campanha. Ou os valores estão invertidos?

Agora tem vereador que vai ter muito o que explicar para a polícia e para o Ministério Público. Vão ter que prestar conta do mensalão, vão ter que explicar sobre o exorbitante aumento de patrimônio, de construção de mansão em bairro de casas populares, vai ter que explicar sobre nepotismo, sobre colocar filho ou outro parente  para ser secretário. A justiça pode ser lenta, mas nosso judiciário não é retardado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

DR. JAKSON: A SAGA DE UMA MORTE ANUNCIADA.

22 de janeiro de 2015 (quinta-feira).


Eu estava em Brasília resolvendo umas pendências na Embaixada Americana. A noite aproveitei para botar a conversa em dia com o blogger Lindolfo Mendes do Sol do Carajás que se encontrava na capital federal naquele momento. A conversa girava em torno dos crimes políticos de Parauapebas que continuavam impunes, mesmo com todas as evidências. Seria apenas coincidência? Recentemente o Popó havia escapado por sorte de uma tentativa de homicídio. Apesar de ter levado um tiro de pistola na cabeça, escapou por milagre. Quem seria o próximo?

O Lindolfo me falava da gravidade da situação após a divulgação de uma lista de marcados para morrer e do risco que cada um de nós corria em Parauapebas. Eu falei:

- Lindolfo, se tem uma pessoa que corre sério risco de morte em Parauapebas, essa pessoa é o Jakson.

- Por que tu achas isso? - perguntou Lindolfo.

- O Jakson mexeu com uma estrutura muito poderosa e contrariou interesses políticos e econômicos de pessoas que se acham intocáveis. O problema é que ele ignora o perigo. Continua vivendo como se nada pudesse lhe acontecer e até mantém relação de amizade com algumas dessas pessoas - argumentei.

- Será? - perguntou Lindolfo pensativo.

- Com certeza! Ele ignora e leva na brincadeira essas ameaças. Mesmo tendo denunciado através da OAB, ele deu uma recuada nas denúncias. Se você mexe com esse povo, tem que ir até o fim. Tem que se expor e enfrentar o problema de frente. Tem que deixar claro para a sociedade quem são seus inimigos e nada de ficar flertando com esse pessoal. Só assim você estará protegido. O medo, o recuo nesse momento é o pior inimigo. Deixa a pessoa vulnerável e torna-o uma presa fácil para quem quer apagar o arquivo. Torna-se um potencial arquivo morto.

Enquanto argumentava com Lindolfo, dei alguns exemplos de algumas pessoas que fizeram alguma denúncia e pararam ou que ameaçaram "abrir o bico" e não abriram. Todos morreram.

Encerramos a conversa e nos despedimos com a promessa de que alertaríamos o Jakson.

25 de janeiro de 2015 (domingo)


Como de costume, aos domingos, mesmo que acordo cedo fico hibernando na cama. Por volta das 6 horas incomodei-me com o excesso de vibração do meu celular no criado mudo. Peguei-o com a intenção de desligar e achei estranho o excesso de chamadas e mensagens. Quando abri a primeira mensagem, lá estava a triste notícia que eu não queria receber:

"Assassinaram o dr. Jakson".

Fiquei paralisado. "Isso deve ser uma brincadeira de mal gosto" - pensei.

Esfreguei os olhos, fui até o banheiro para não incomodar minha mulher que dormia, e olhei mais algumas mensagens. Infelizmente não era uma brincadeira. Na noite anterior o dr. Jakson havia sido assassinado com um tiro de escopeta na periferia de Manaus. Retornei alguns telefonemas para tentar descobrir algo mais concreto. Todos foram enfáticos: "mais um da lista foi abatido".

- Puxa vida! Nem tivemos tempo de alertá-lo - pensei amargurado.

Nesse domingo (24/01/2016) completará um ano da morte do dr. Jakson. A polícia do Amazonas concluiu a investigação e chegou a conclusão de que foi um latrocínio (roubo seguido de morte). Tudo muito rápido, tudo muito "explicado". Quase todos já se esqueceram do ocorrido, exceto seus familiares e seus amigos mais íntimos.

Fiquei pensando: "isso deve ser artimanha do 'coisa ruim', do 'chifrudo', do 'rabudo', do 'pé rachado', do 'venta de fogo', ou seja lá como se chama isso. Ou seria muita coincidência?!"

Pelo sim, pelo não, melhor reforçar nosso pacto com Deus e identificar nossos inimigos em potencial. Um dossiê atualizado nas mãos de alguns amigos e parentes também não faz mal. O medo nos paralisa e nos transforma em presas fáceis. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

OPERAÇÃO FILISTEU - AS CONFISSÕES DO DELATOR

Ontem (13) a TV Liberal mostrou uma reportagem sobre a Operação Filisteu que reacendeu o debate sobre o esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Parauapebas que culminou com o afastamento de seis vereadores. Na reportagem de José Neves, a emissora traz a público a delação premiada do tesoureiro da Câmara, sr. Pedro. 

Pedro esclarece em sua delação como era feito o esquema de desvio de dinheiro da Câmara. Até aí, nenhuma novidade. Todo mundo já sabia que era desviado dinheiro e o funcionário entregava ao presidente ou ao diretor administrativo da Câmara. O que ele não falou foi para onde ia o dinheiro após entregar ao presidente. Provavelmente ele nem saiba disso. Outra coisa que ficou oculta foi o esquema nos outros contratos da Câmara. O Ministério Público investigou ou trouxe a tona apenas os contratos feitos com o Edmar (Boi de ouro do Baratão).

Quem são os vilões?


Nesse momento, todos estão julgando e condenando alguns personagens desse episódio. Os que estão na berlinda (ou no mármore do inferno) são: Josineto (ex-presidente), Edmar Baratão (empresário), Pedro (ex-tesoureiro) e os vereadores afastados. Até que se prove o contrário, o Pedro é um homem honrado, um pai de família e um funcionário que apenas foi obrigado a cumprir ordens dos superiores. Quando a casa caiu ele fez a coisa certa. Se colocou a disposição da justiça para falar o que sabia.

O vereador Josineto (ex-presidente), até onde sei, também está de "gaiato" nessa história. Como ele bem disse: "aqui nessa casa não existe santo nem no sobrenome". Porém, temos que analisar com frieza a realidade e a conjuntura. O Josineto virou presidente numa armação arquitetada por alguns vereadores que na época, queriam barrar o domínio do prefeito Valmir no poder legislativo. Portanto, ele virou presidente sem autonomia e com o compromisso de não atrapalhar o esquema do grupo. No máximo, o Josineto foi um gerente da "Senzala" comandada pelos donos da "Casa Grande" e pelos "Capitães do Mato". Falta ao Josineto criar coragem e fazer como o Pedro fez. Falta ele colaborar com a justiça e dizer para onde foi o dinheiro que arrecadou no esquema dos contratos superfaturados e dar uma forcinha à justiça, falando também sobre os demais contratos. Enquanto não fizer isso, ficará como o grande corrupto e único beneficiário do esquema. 

Um amigo próximo me confidenciou que o Josineto não está gastando um centavo com sua defesa e que tudo está sendo bancado pelo sistema para evitar mais quedas. Até quando ele continuará sendo o boi de piranha? 

Um milhão e trezentos mil é esmola - o homem bomba


Acontece que se o Josineto abrir o bico, vão descobrir que esse valor que o Ministério Público está cobrando é uma gorjeta de garçom. O contrato do Baratão nem era o principal onde se desviava dinheiro. Aliás, mesmo com as prisões e afastamento de vereadores o esquema continua, só que de forma mais sofisticada.

Josineto hoje é um homem bomba que pode explodir e não deixar ninguém de pé na casa legislativa.

Promotores de Parauapebas de parabéns


A sociedade critica a morosidade com que esse processo vem se arrastando. Muitos falam em impunidade e interferência do Estado para que a Operação Filisteu acabe em pizza. Mas é bom ressaltar que a Operação foi dividida em dois núcleos: o núcleo coordenado pelo Promotor Hélio Rubens ficou com a investigação do Legislativo; o núcleo coordenado pelo procurador Nelson Medrado ficou com a investigação da turma do Valmir Mariano. Segundo o próprio Medrado, o esquema da Câmara é brincadeira de criança diante do que foi encontrado na prefeitura.

O núcleo do Hélio Rubens está dando uma resposta a sociedade e apresentando resultados. Seis vereadores já foram afastados, algumas prisões foram efetuadas e, agora apresenta uma delação premiada e fecha o cerco. Apesar de investigar apenas os contratos de um empresário, pelo menos está dando um retorno a sociedade.

Já as investigações feitas pelo Nelson Medrado, ninguém sabe onde foi parar. A turma do Palácio Cinzento jura que nada acontecerá, pois o homem de cabeça branca está blindado e forte mais do que nunca. Só nos resta aguardar e ver se a sabedoria popular se confirma.

Você sabe quem foi o grande mentor desse velho esquema que funciona hoje na Câmara? Só uma dica: hoje ele assume um importante cargo no governo Mariano e seu parceiro continua vereador.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

HISTÓRIA DE PARAUAPEBAS

Tive o acesso privilegiado à obra do dr. Miguel Reis (oftalmologista) que conta a História de Parauapebas. Foi uma grata surpresa! Trata-se de um registro inédito dos fatores históricos que contribuíram decisivamente para a criação do nosso povoado e da nossa cidade. O autor reúne um importante acervo de pesquisa que nos faz viajar pela exploração da borracha em nossa macro-região, a exploração dos castanhais, dos garimpos, até a descoberta do minério de Carajás. 

A pesquisa nos mostra com riqueza de detalhes a influência dos índios Xikrin na nossa identidade cultural, além de trazer conflitos como a Guerrilha do Araguaia e Guerra dos Perdidos. Poucos sabem, mas tudo isso contribuiu com o início de nossa história. 

Certidão de nascimento X Identidade


Se o Decreto assinado pelo então governador Hélio Gueiros reconhecendo a nossa emancipação é a nossa Certidão de Nascimento, posso afirmar que o livro do dr. Miguel Reis é a Identidade (RG) do nosso município. É uma obra inédita que reúne num só volume várias informações importantes sobre Parauapebas. Até agora essa tem sido a nossa principal dificuldade, pois o que temos escrito sobre o nosso município está fragmentado e com difícil acesso. Sem dúvida nenhuma será uma importante fonte de pesquisa para estudantes, professores e para qualquer um que queira ficar informado sobre nossa terra.

É uma leitura leve, agradável e com muita honestidade. No livro os fatos e os personagens são tratados de forma equitativa sem falsos heróis, sem ufanismo e sem privilegiar personalidades políticas. Destaque para as gravuras inéditas que são verdadeiras obras de arte.

Estamos aguardando ansiosos o lançamento dessa obra inédita em Parauapebas. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

MEIO MILHÃO!

No dia 3 de abril de 2016 esse blog completará três anos. Três anos de muito sucesso e conectividade com o leitor. Aqui priorizamos o debate com respeito e valorização ao contraditório e procuramos levar a informação limpa, livre de pré-conceitos e estereótipos. 

Nesses três anos fomos amadurecendo e nos moldando de acordo com a receptividade do leitor, mas sem jamais perder a identidade. Priorizamos as análises políticas do nosso Estado e município e mesclamos com poesia, crônicas, contos e até culinária. Esse é um blog de diversidade para todos os gostos.

Imparcial?


Tivemos a coragem de quebrar esse tabu e mostrar que não existe imprensa imparcial. O que existe é a responsabilidade de não veicular informações inverídicas ou que venham a prejudicar a vida pessoal ou a moral de quem quer que seja. Cada agente, cada ser é dotado de opinião e personalidade. Cada um tem sua escolha e sua história de vida. Então esse negócio de dizer que imprensa A ou B é imparcial, é balela. O que existe (ou o que deveria existir) é a ética para não se impor um único ponto de vista, uma única verdade. Assim, tivemos a coragem de expor nossa opinião, nosso ponto de vista sem medo de ser feliz.

Rumo aos 500 mil


Quando criamos o blog, sonhávamos em atingir 100 mil acessos em dois anos. Naquele tempo, esse parecia um sonho atrevido, uma utopia, pois não fizemos nem um tipo de divulgação ou marketing. Agora, antes de completar três anos, já estamos beirando aos 500 mil acessos. Isso mesmo! MEIO MILHÃO de acessos em menos de três anos. 

Leitor premiado


Para homenagear nosso público, vamos dar 10 presentes aos leitores que coincidirem com os acessos 500.000 a 500.009. Basta o leitor se identificar na caixa de comentário e mostrar a imagem do contador de acesso. Fiquem ligados e boa sorte!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - 2015: O ANO QUE ENFIM,TERMINOU.

Por antonino Brito

O apagar das luzes de 2015 trará para muitos lembranças de um ano em que a ordem natural das coisas sofreu alguns solavancos. Na área econômica o país conheceu a força de crise internacional, e com a ajuda e incompetência de setores específicos do governo federal, viu a crise dar sinais claros e sofremos um ano de economia com crescimento negativo. Na área esportiva vimos nossos maiores representantes do esporte mais amado dos Brasileiros, o futebol, serem presos e denunciados no maior esquema de corrupção do futebol mundial. Na questão ambiental fomos atingidos de morte com a destruição do Rio Doce, e a consequente extinção de suas centenas de animais que tiravam de suas águas a vida, levando ainda esse desastre ao mar e provocando danos irreparáveis, que está causando e causará no futuro, uma mudança radical na vida das pessoas que viviam as margens dos longos quinhentos quilômetros do rio de lama.

Ainda na esfera nacional, tivemos um ingrediente novo que foi o prolongamento da disputa eleitoral, trazendo para a ordem do dia politico as mesmas táticas aplicadas na campanha. Com o posicionamento do Supremo de colocar ordem na casa (já na ultima semana de trabalhos do ano), trazendo pra si a responsabilidade de guardião da constituição, este aditamento eleitoral iniciado logo após as eleições de 2014, termina enfim em 2015. Claro que a questão do impeachment está colocada e entrará em 2016, mas o fato é que agora o trâmite não se dará mais ao bel prazer dos auto-intitulados arautos da ética e da moral, e sim, pelas regras legais que devem balizar decisões de tamanha envergadura.

Muitos assuntos vieram a baila nos noticiários e resenhas politicas este ano, mas no fundo o que norteou todas as discussões em 2015 foram as denuncias de corrupção. Em tempo algum tivemos tão grande número de ações dos órgãos de controle no combate a corrupção quanto agora. Em 2015 todas as esferas de poder foram atingidas palas denúncias de corrupção ativa ou passiva e tivemos um sem numero de vereadores, deputados estaduais e federais, governadores, senadores, juízes e desembargadores citados, intimados ou presos por envolvimento em escândalos diversos, todos tendo como pano de fundo a corrupção.

Em Parauapebas tivemos um ano ímpar na administração pública. Os fatos ocorridos com os até agora desdobramentos das operações da policia federal , ministério publico , GAECO, foram de deixar de queixo caído o parauapebense mais desavisado ao acordar. Vejamos alguns fatos interessantes: o ano politico começou com a formação do grupo de oposição que se intitulou G5, depois chegou a G8 e protagonizou um momento que hoje é visto com ressalvas por muitos cientistas políticos contemporâneos. Em Maio a operação filisteu sacudiu a cidade e trouxe outros desdobramentos nos meses seguintes. A câmara finda o ano com 21 vereadores, sem contar com a renúncia do vereador ate então mais experiente da casa. Como assim 21 vereadores? É simples de explicar: Temos 15 vereadores efetivos, pois mesmo os suplentes estão empossados e tem todas as prerrogativas dos empossados em primeiro de janeiro de 2013; temos 5 afastados por medida judicial e estão recorrendo em instâncias superiores para retornarem ao mandato e por fim, temos uma primeira suplente que assumiu a cadeira e foi também por mandado judicial afastada do cargo sendo assim a sexta vereadora afastada buscando voltar judicialmente. A prefeitura foi diversas vezes invadida por policias que vasculharam todas as dependências do prédio e em tais ações recolheram grandes volumes de documentos. A operação Filisteu fez busca e apreensão nas casas de diversas autoridades municipais como prefeito, vereadores, secretários municipais e também de empresários denunciados. Secretários municipais presos, vereadores presos, vereadores afastados, troca troca de secretários. Realmente o ano de 2015 entrou para a historia como o ano mais turbulento da politica municipal. Muitos gostariam de acordar em primeiro de janeiro de 2016 e olhar para traz como se fosse só um sonho (ou pesadelo).

Eu acredito em um 2016 melhor. Um 2016 em que as pessoas possam olhar mais para o futuro e que tracem seus objetivos nos bons exemplos aprendidos ao longo da vida. Que as questões politicas sejam resolvidas com sabedoria e paz, buscando sempre o bem comum, que é no final de tudo a base de uma sociedade democrática.



Que tenhamos um abençoado 2016.

AGRADECIMENTOS - SALVE JORGE!

Quero agradecer aos inúmeros amigos que enviaram-me mensagens natalinas e de felicitações pelo ano novo. Não respondi e nem enviei mensagens aos amigos e leitores, pois estava completamente isolado do mundo virtual. Em alto mar internet é um artigo de luxo e muito caro. Assim, aproveitei para me desligar e reabastecer o cérebro.

Mentalmente estava conectado com todos vocês e apreciei cada mensagem e desejo em dobro tudo e que me transmitiram. Desejo um ano novo com muita energia positiva, muitas vibrações, muita paz e saúde. Que Deus nos proteja de todas as intempéries e afaste de nós todos os que vivem tramando contra nossa vida. 

Aos que lutam pela justiça e pela verdade e vivem sob constantes ameaças, dedico a oração de São Jorge. Confiem em Deus e desfrutem das vitórias que virão.

“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. 
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. 
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós. Amém”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

COLUNA DO LEITOR - CIDADANIA X LATA DE LIXO


De quem é a culpa?



Por José Orlando Vieira Reis



Qual é o órgão responsável pelo transporte coletivo/alternativo que faz a linha Parauapebas-Marabá? Aliás, existe algum órgão responsável? (Responsabilidade: palavra bonita, porém obsoleta – pelo menos por estas terras). Na rodoviária, o cidadão ou a cidadã chega ao guichê para comprar a sua passagem, o guichê está fechado; aparece alguém para informar que a passagem será tirada dentro da van. “Tem vaga, motorista?” “Só em Curionópolis”. Curionópolis é relativamente perto de Parauapebas, trecho em que qualquer passageiro suporta viajar em pé, sem se cansar. Por isto virou também válvula de escape para motorista pilantra e enganador. Chegando em Curionópolis desce um ou dois passageiros. Quem está próximo ocupa as vagas e os demais ficam chupando o dedo e olhando um para a cara do outro. E a vaga, seu motorista? A esta altura todos já pagaram as passagens e não tem mais volta, afinal todos querem chegar. Conto isto porque na condição de passageiro já vi mais de uma vez e recentemente caí neste conto do vigário (digo, do vigarista).

“Tem vaga aí motorista?” Pergunto. “Em Curionópolis”. Responde. Tudo bem, eu estava bem dormido, a van não estava superlotada e ficar um pouco em pé faria bem à minha coluna – sim, porque sou colunático. E aí começo a observar o movimento ao meu redor. Sobre o capô estava desconfortavelmente sentada uma senhora idosa e quase obesa, fazia cara de feliz por ter recebido um afago do motorista; mas naquela posição, de costas para a estrada, que ninguém gosta! – nem merece, não é tia? Ao fundo, bem ao fundo, um senhor idoso apoiado de maneira nada aconchegante. Ele não deveria estar em pé, porque do seu lado estavam sentadas pessoas bem mais jovens – e quem se importa? Mais à frente um casal de jovens enamorados que pelo movimento da menina parece que a coisa ia pegar fogo. Do meu lado, também de pé, uma moça friorenta – coitada!

Sem contar a senhora quase obesa e sem esquecer o casalzinho quentura e a minha vizinha friorenta, éramos apenas cinco passageiros em pé. Antes de chegar em Curionópolis, (de novo Curionópolis!), o cobrador veio cobrar as passagens. Quem estava sentado, tudo certo; reclamar de quê, ora porra! Chegou a minha vez. Vamos lá. O que é que invento desta vez? É que sou meio metido a cidadão, sabe como é né? Perguntei ao cobrador: “quantas pessoas vão descer em Curionópolis?” “Só depois que tirar todas as passagens. Ohhh!!! Tá certo. Passou de volta e disse: “duas pessoas”. Aí fudeu-se. “E os outros? O motorista disse que teria poltronas em Curionópolis.” “Garanta a sua vaga”. Respondeu. Do ponto de vista dele estava certo; é a lei do vale tudo. Mas do meu ponto de vista estava errado. E o senhor de idade? E o casalzinho da menina fogo no rabo? E a minha vizinha quase congelando? Ah, e a senhora quase obesa? Bem, pela ordem: O senhor de idade - porque já é preferencial; o casalzinho - porque a menina já não se aguentava mais; a minha vizinha pinguim – porque eu é que não aguentava mais vê-la quase congelando e, finalmente, euzinho – ah coitado! Pronto, chegamos. Curionópolis. Desceram justamente dois passageiros. Aliás, eram quatro, porque havia duas crianças de colo. Adivinhem quem ocupou as poltronas? Bingo! O casalzinho foguento. Que alívio! A mocinha foi logo dando o tom da prosa. E daí?! Jovem é jovem, quem se importa? Vai-te catar!

O cobrador até que era solidário. Veio me dizer que em Eldorado o casalzinho ia descer – puts! Desceram. O cobrador olhou para mim. O senhor de idade sentou. A minha vizinha enfeite de geladeira não se aguentava mais e eu perguntei: “você quer sentar?” Ela não disse que sim, ela disse: “eu vou”, e foi-se; e eu faço o quê? Simplesmente disse: “vai”. Pense na cara de felicidade! Lembra que eu disse que estava bem dormido? Pois é. Cheguei ao meu destino do jeito que saí – em pé. Mas como se diz por aí: “o importante é chegar bem” – e chegamos.

Fiquei pensando: “o que é que eu faço com o caçete da minha cidadania?” Reclamar de quem e para quê? Bem, de Marabá para Parauapebas pelo menos o motorista vigarista não pode dizer que vai haver vagas em Sororó – a Curionópolis de Marabá. Mas eu deveria, enganado como fui e sendo um cidadão, fazer uma queixa formal do motorista para o órgão competente responsável por este serviço. E existe este órgão? Se existir, com certeza não existem pessoas competentes, se não este descaso não aconteceria. De qualquer maneira, chegamos bem, apesar da pressa do motorista. Agora é contar com a sorte na volta.

PS: Apenas um incidente: deixei de fazer a minha leitura costumeira de viagem; daí a sensação de que o trecho estava mais longo. Apenas detalhes.


E a cidadania foi pra lata de lixo. Viva!


Jacundá, 29.12.12. Zelão.


sábado, 26 de dezembro de 2015

ADEUS ANO VELHO! FELIZ ANO VELHO!

2015 está acabando e já estamos às portas de 2016. Infelizmente não podemos chamar o ano vindouro de ano novo. Por que não podemos? Não podemos porquê? Infelizmente em 2016 continuaremos com os mesmos velhos vampiros sugando o nosso sangue, e o pior, fazendo de tudo para continuarem no poder. Ou vocês acham que as 2.500 vagas de emprego a mil reais mensais por três dias de trabalho e quatro horas diárias não é uma forma descarada de aliciar cabos eleitorais? E as vagas de quase 300 comissionados? Em qualquer outro município do Brasil isso nem seria cogitado. E se fosse, o judiciário agiria instantaneamente. Mas aqui é a terra do pode tudo. Nossos corajosos vereadores aprovaram e até agora ninguém se manifestou.

Em 2016 continuaremos também com o mensalão da câmara de vereadores. Tudo na maior cara dura sem dar a mínima para a justiça. Mudaram as táticas e as estratégias e até devolveram dinheiro para a prefeitura num golpe de mestre para jogar uma cortina de fumaça na cara de todos. O operador agora está mais poderoso e confiante alojado no ninho do Palácio Cinzento.

Em 2016 o lixo continuará espalhado pelas ruas de todos os bairros, pois nem o espírito natalino foi capaz de sensibilizar o mal velhinho. Esse, deixou o povo passar o Natal com o lixo nas portas, só de mal.

Em 2016 o povo continuará pagando a taxa de iluminação pública e continuará no escuro. E a desculpa será a mesma velha e esfarrapada: "estamos aguardando a licitação".

Em 2016 a perseguição contra os empresários e lideranças que não se dobrarem a corrupção será acirrada. Mas aguentaremos firmes!

Só o GAECO


O único órgão capaz de nos garantir um ano realmente novo é o GAECO.  No dia 26 de maio de 2016 a Operação Filisteu completará um ano e o povo já está descrente. Mas o nível das denúncias são tão graves que não acredito que ficará no esquecimento. Se isso acontecesse, seria a total desmoralização do Poder Judiciário do Pará.

Então, nesse momento, o povo está apostando no desfecho da Operação Filisteu. A confiança na impunidade é tão grande por parte dos membros do poder, que somente a atuação firme da justiça para barrar o abuso.

Caso a justiça haja a tempo, FELIZ ANO NOVO PARA TODOS NÓS!!! QUE DEUS NOS GUARDE E NOS PROTEJA DAS GARRAS DOS ALGOZES.