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terça-feira, 21 de outubro de 2014

QUEBRA DE SIGILO DOS SERVIDORES DARÁ O TOM NA SESSÃO DESSA TERÇA


A denuncia apresentada pela Associação da Imprensa de Parauapebas sobre a existência de funcionários fantasmas na Câmara Municipal trouxe graves consequências a todos os servidores daquela casa. A AICOP está coberta de razão em denunciar pois existe evidência de que a suspeita seja procedente. Portanto, a forma como a lista vazou na imprensa causou grandes transtornos a todos os servidores. O blog do Zé Dudu divulgou o listão completo com dados sigilosos de todos os funcionários e da forma como foi feito dá a entender ao leitor mais apressado que toda a lista se trata de "fantasmas". Além do constrangimento geral, essa divulgação poderá a vir provocar ainda mais transtorno aos trabalhadores que tiveram seus CPF's e contas bancárias divulgadas, tornando-os vítimas em potencial de golpistas.

O Presidente da Câmara Josineto Feitosa deve anunciar na sessão dessa terça a abertura de uma sindicância para apurar responsabilidades sobre o vazamento dessa lista. Não será difícil encontrar o responsável, pois trata-se de dados oficiais de servidores inseridos em sistema informatizado e no máximo umas três pessoas tem acesso com senha pessoal. É o mínimo que os servidores prejudicados esperam da Mesa Diretora da Câmara.

A maioria dos vereadores não tocarão no assunto por acharem que estariam desagradando a AICOP e temendo represálias na imprensa.  No entanto, alguns nobres vereadores terão posicionamento justo a favor dos servidores e exigirão que providências enérgicas sejam tomadas, tanto na apuração dos "fantasmas" como na quebra ilegal do sigilo. Vamos prestar atenção e ver de fato quem estará do lado dos trabalhadores daquela casa. Esses vereadores com certeza terão o respeito e a gratidão dos funcionários da Câmara.

Servidores indignados com esse vazamento e com a exposição dos seus nomes já estão se organizando para cobrar na justiça providências pois consideram que houve danos morais e outros prejuízos que poderão surgir com a divulgação das informações. É bom ressaltar que a Lei da transparência prevê que nem um servidor poderá ter informações pessoais divulgadas. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

DENUNCIA DE FUNCIONÁRIOS FANTASMAS ASSOMBRAM A CÂMARA DE PARAUAPEBAS

A Lei Nº 12.527 de 18 de novembro de 2011 cria o Portal da Transparência e obriga aos órgãos públicos a prestar informações claras e objetivas sobre todos os aspectos de sua natureza e competência. Informações como orçamento, despesas, licitações, fluxograma, organograma, e outras tem que estar no portal constantemente atualizado e com acesso facilitado à população. O descumprimento dessa lei implica em improbidade administrativa.

Mas a Lei não é uma farra da mãe Joana. Geralmente as instituições criam seus portais e para o cidadão ter acesso a alguma informação, ele terá que preencher um cadastro e se comprometer em não utilizar as informações de forma indevida ou que venha prejudicar outrem. Veja o que diz o art. 31 dessa Lei:  O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. Já no art. 32 consta:  Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público ou militar: (...) IV - divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou informação pessoal;

Apesar da Lei ser de 2011, aqui em Parauapebas ainda não se cumpre. O portal da prefeitura está constantemente desatualizado e o portal da Câmara simplesmente deixou de existir. Esse flagrante desrespeito à lei levou a AICOP (Associação da Imprensa de Parauapebas) a utilizar uma relação de funcionários da Câmara Municipal com todos os dados pessoais dos servidores que teria chegado à entidade através de um anônimo. Anônimo ou não, o fato é que essa lista circula na cidade desde abril desse ano e provavelmente vazou de algum servidor que tem acesso direto ao sistema. Esse vazamento por si só já é criminoso e mereceria uma sindicância para apurar.  Com esses dados, a AICOP entrou com uma denúncia de existência de funcionários fantasmas junto ao Poder Judiciário.

Portal da transparência às avessas



A intenção da AICOP é louvável. Se há funcionários fantasmas tem que se apurar. No entanto, nesse caso, os fins não justificam os meios. Antes de averiguar os funcionários fantasmas, a justiça teria que apurar dois crimes: o descumprimento da lei por parte da Câmara que não mantém o Portal da Transparência e a quebra ilegal do sigilo dos servidores.

O Blog do Zé Dudu publicou a relação dos servidores da Câmara na íntegra com todos os dados como nome completo, CPF, número da conta, agência bancária e valor do salário. Para completar o valor do salário está muito superior ao real, pois refere-se ao mês em que a Câmara pagou o retroativo devido. Acredito que o Blogger não tenha feito por mal. Deve ter sido um descuido, um momento de distração. Essa divulgação está trazendo sérios transtornos a todos os servidores que além de terem seus dados pessoais divulgados, ainda estão sendo confundidos como funcionários fantasmas. Uma enxurrada de processos por danos morais devem ser protocolados na justiça.




Opinião: Um Voto Crítico, Mas Convicto

Por Zeca Baleiro*

O direito à oposição e o anseio pela alternância de poder são pressupostos básicos de um estado democrático. Desejar e acalentar o sonho de mudanças também é uma natural aspiração de todo cidadão.


Acho o governo Dilma criticável, como todo governo o é. Acho o PT criticável também, como todos os partidos o são. Como todo brasileiro, anseio por mudanças que urgem, embora reconheça que há mudanças políticas em curso neste governo que são louváveis. De qualquer modo, embora Dilma tenha seus pontos vulneráveis, não vejo adversário digno de sucedê-la. Mudar por mudar não me parece conveniente. Um dos argumentos mais usados pelos detratores da atual presidente e seu partido é o de que “estão há muito tempo no poder”. Esquecem que os tucanos há 20 anos ocupam o trono do governo de São Paulo (e há tempos vêm cometendo pecados sem perdão como o desmando irresponsável que gerou a crise de abastecimento de água no estado), isso sem falar nas oligarquias do Maranhão, há 48 anos roendo o osso do poder, e a de Alagoas, há outros tantos anos se perpetuando na política local (e estes casos nem devem ser levados em conta, pois, além de antidemocráticos, são imorais).

Um governo comprometido socialmente deve dirigir o olhar primeiramente aos desfavorecidos, aos excluídos do jogo social, isso é óbvio. Este governo que aí está fez isso. E o que não faltam no Brasil são pessoas vivendo em quadro de pobreza extrema, privadas dos direitos básicos de cidadão, massa de manobra barata para oligarcas usurpadores. Quando o buraco é muito fundo – e o fosso social no Brasil é pra lá de fundo -, não há como não ser assistencialista, infelizmente. Uma das frases feitas que mais me indignam neste pobre debate político (debate entre aspas) é a máxima hipócrita de que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”. Ora, como ensinar a pescar um sujeito devastado pela fome e pela doença?

Outro argumento usado à exaustão é o da corrupção, e não podemos nos enganar - todos os partidos, quando ocupam o poder, caem em tentação, para nossa desgraça. A diferença básica neste Fla-Flu de corruptos é que os do PSDB seguem impunes, os do PT nem tanto. Só a punição exemplar desses bandidos somada à vigilância social mais ferrenha poderá fazer banir esta "cultura da corrupção" que hoje impera no país, ou ao menos reduzir os seus índices.

Não sou petista nem sou apegado a partidos ou candidatos. Voto com independência. No primeiro turno, meu voto foi dividido entre candidatos do PSOL, do PSB e do PT. Isto me parece coerente. Se nos próximos anos aparecer uma grande e confiável liderança política de outro partido, não hesitarei em mudar meu voto, desde que seu projeto tenha viés socialista, único projeto político que penso ser viável no mundo de hoje. Isto também me parece coerente.

O que não me parece coerente é ver a ex-candidata Marina Silva, arauta da “nova política”, anunciando seu apoio à candidatura Aécio Neves. Todos sabemos que a sua trajetória de luta contra os barões malfeitores do Acre a aproxima ideologicamente mais do PT, e não foi à toa que ela assumiu a pasta do Meio-Ambiente no governo Lula. Isto que ela agora faz é velha politicagem, jamais nova política. Sabemos para onde miram os políticos do PSDB, e no que vai resultar um novo governo tucano (e faço questão de afirmar o mesmo repúdio às alianças eleitoreiras do PT com velhos caciques paroquiais como Sarney, Collor e Calheiros).

Se a intenção de parte do eleitorado era destronar o PT e Dilma a qualquer custo, então que votasse num partido mais à esquerda (sim, eles existem) e não num partido que reza na cartilha do datado neoliberalismo que levou à convulsão social e ao desemprego massivo países europeus sólidos como França e Espanha, e que quase levou o Brasil à bancarrota, na era FHC. Este, por sua vez, sociólogo pós-graduado na Universidade de Paris, tem como hobby disparar frases infelizes, como a recente declaração preconceituosa e separatista sobre os nordestinos e seu voto, segundo ele, catequizado. Com todo o respeito que possa merecer, o ex-presidente está na Idade Média da Sociologia. Avançamos muito nos últimos anos em termos de “pensamento social”. Não há porque retroceder.

Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.

*Cantor/compositor

domingo, 19 de outubro de 2014

A ONDA DE AZAR DO PREFEITO VALMIR

Chuva e falta de organização frusta festa dos professores


Segundo a lei de Murphy, o que está ruim, ainda pode piorar muito. Isso define bem o governo Valmir. O homem anda numa mará de azar tão grande que até quando faz a coisa certa, dá errado. Desde o início do seu governo o prefeito vem colecionando uma série de pastelão. É show da Roberta Miranda que não acontece por apagão técnico, é carna-lama... Dessa vez foi a festa em homenagem aos professores que aconteceria nesse dia 18 de outubro no Parque de Exposição.

Tinha tudo para ser uma festa bonita e uma justa homenagem aos guerreiros professores desse município. Quero parabenizar a secretária de educação Juliana que teve a ideia e pela escolha do refinado show do Peninha. Realmente reconhecemos o esforço da SEMED (Secretaria Municipal de Educação) para organizar uma festa bonita para a nossa classe, e tinha tudo para dar certo. O local estava lotado e os professores se prepararam para uma noite de glamour. A organização só esqueceu um detalhe: mês de outubro geralmente tem chuva. Ninguém pode organizar uma festa nesse período sem prever que poderá chover a qualquer momento. Isso é básico! 

E foi o que aconteceu. Antes de iniciar a festa São Pedro resolveu atender ao pedido de muitos e mandou o maior chuvão para refrescar o calor. Isso foi o bastante para estragar a festa, pois a organização não se preparou para esse detalhe. Toda a decoração foi destruída e o equipamento sonoro queimou, uma vez que nem o palco tinha proteção.

Homem da bíblia foi o destaque da festa


Os evangélicos acabaram salvando a festa. Na Praça de Eventos estava acontecendo a programação festiva da "Marcha Para Jesus". Sem outra alternativa a organização teve a ideia de levar na última hora o show para lá e aproveitar o palco e a estrutura de som dos evangélicos. Para isso tiveram que pedir aos irmãos que antecipassem o encerramento da programação para dar lugar ao show do Peninha. Sem ter sonorização para avisar, o recado foi passado de boca em boca, numa espécie de microfone sem fio, e é claro, muitos receberam a mensagem errada. A maioria dos professores preferiu mesmo ir para casa com a frustração de uma noite perdida. Um pequeno público se dirigiu à Praça de Eventos e conseguiu desfrutar um pouco do show do Peninha. Apesar da improvisação e do pequeno público que teve coragem de se deslocar para a praça, o show foi um brinde a quem curte uma boa musica. Um dos maiores compositores do Brasil, Peninha nos fez relembrar  grandes sucessos que se consagraram pela voz de outros intérpretes. Valeu a pena!

Como sempre, quem estava lá com sua conhecida coreografia era o Homem da Bíblia. Vai gostar de festa lá na casa da luz vermelha! Com sua velha bíblia aberta na palma da mão o Homem da Bíblia ia dançando e declamando mantras indescritíveis. Assim, acabou roubando a cena da festa e divertindo muita gente.

Trabalhadores ficaram no prejuízo


Era visível a expressão de decepção na face das pessoas que saiam do Parque de Exposição. Porém, decepcionados mesmo ficaram os trabalhadores que se prepararam para ganhar um dinheirinho na festa. Como a prefeitura só ia dar água aos professores, alguns montaram estrutura para vender comida e bebida. Uma senhora que montou uma barraquinha de comidas típicas estava desesperada sem saber o que fazer com o prejuízo. Outros investiram em aluguel de freezer, montaram barracas, contrataram garçons, compraram gelo e viram todo o investimento escoar com a chuva. Uma situação muito triste e decepcionante. Mas quem ficou com o maior prejuízo foi o dono do equipamento sonoro. Esse com certeza vai cobrar do prefeito.

Espero que esse furo sirva de exemplo. Vem aí o Baile do Servidor previsto para o dia 31 de outubro. Vai um conselho à organização: nem pense em fazer a festa em local aberto. Vale lembrar que dia 31 é o dia das bruxas. Então não custa nada o Prefeito Valmir rezar para que nada dê errado e contratar quem realmente entende de festa para organizar o evento.

Vamos conversar sobre corrupção, Aécio?




Por Vagner Freitas

Nos últimos dias, Aécio Neves vestiu o figurino que Marina Silva adotou no primeiro turno das eleições presidenciais. Ao mesmo tempo em que desrespeita e insulta a presidenta Dilma e os petistas, dá entrevistas se vitimizando, dizendo que sofre ataques e campanha do PT está abordando questões pessoais da família dele. Questões pessoais para o candidato é o nepotismo descarado que ele praticou quando governou Minas Gerais, contratando vários parentes, entre eles a irmã Andrea Neves da Cunha, que foi diretora-presidente do Serviço de Assistência Social de MG (Servas), genro do padrasto, tios, primos e primas.

Quando Dilma questionou Aécio sobre essa imoralidade na gestão da coisa pública - no debate da TV Bandeirantes -, o tucano se descontrolou e ofendeu a presidenta. Disse que ela era leviana. Mais respeito, candidato! Leviandade é impedir que o Brasil inteiro saiba o que o senhor fez em Minas Gerais e impediu que a mídia local divulgasse.

A tática tucana é a da hipocrisia, a de fingir indignação para desviar a atenção do povo das práticas antidemocráticas, imperialistas e imorais que adotam quando estão no governo. A corrupção tucana é um dos temas que eles tratam exaustivamente, mas sempre do jeito deles. Fazem parecer que corrupção é uma invenção do PT e não um problema institucional que existe há mais de 500 anos e nunca foi combatido antes de Lula e Dilma.O combate à corrupção nos governos Lula e Dilma é tratado por eles e pela mídia amiga como corrupção de petistas e não como uma ação eficiente do governo contra corruptos e corruptores, independentemente da filiação.

O fato incontestável é que os casos de corrupção no Brasil só começaram a aparecer e ser divulgados a partir de 2003, quando Lula determinou investigação e punição exemplar, ao contrário do que ocorria no governo FHC, de toda e qualquer denúncia, inclusive por meio de CPIs no Congresso. Lula enfrentou várias CPIs e eles nunca conseguiram comprovar um malfeito sequer. Já os tucanos, não deixam que nenhuma CPI seja aberta, não permitem que o Ministério Público investigue e só nomeiam procuradores que engavetam as denúncias contra eles e sua turma. Nos governos Aécio (MG) e Alckmin (SP) nenhuma CPI foi aberta em mais de 20 anos. 

Para enfrentar a corrupção, Lula e Dilma criaram a Controladoria Geral da União (CGU), o Cadastro de Empresas Inidôneas (CEIS) e o Portal da Transparência; regulamentaram o pregão eletrônico, e aprovaram a Lei de Acesso à Informação. Além disso, Dilma sancionou a lei que define a figura do corruptor e responsabiliza e pune pessoas jurídicas por atos contra a administração pública. Mais importante ainda foi a liberdade dada aos órgãos de fiscalização e controle. Segundo a CGU, essa liberdade foi fundamental para punir 4.421 servidores corruptos com demissão, destituição ou cassação de aposentadorias. Mais de 3.700 empresas privadas foram punidas por desvios.

Agora, vamos falar de corrupção em Minas Gerais. Ouvindo o discurso do candidato mineiro, quem não o conhece pensa que ele é um dos políticos que mais combatem os desvios de conduta e de recursos do País. Lamento informar, isso é só jogo de cena. Como disse a presidenta Dilma, em nenhum caso de corrupção do Brasil, nem mesmo nos comprovados como a compra de votos para aprovar a reeleição de FHC, nenhuma pessoa foi punida nem exposta à execração pública.

Quando algum deles é denunciado e exposto timidamente pela mídia, os brasileiros ficam surpresos. Os aeroportos construídos nas fazendas de familiares de Aécio, quando ele era governador de Minas Gerais, é um dos exemplos. Ele mandou construir com dinheiro público um aeroporto na fazenda de um tio-avô na cidade de Cláudio, a seis quilômetros de sua própria fazenda. Quem ficava com a chave do aeroporto era o tio, pelo menos até a mídia nacional denunciar o malfeito. Ele também construiu um aeroporto em Montezuma, onde também tem fazenda. Assim como o de Cláudio o aeroporto é ocioso e fica trancado. Ambos são usados exclusivamente por Aécio e seus familiares.

Detalhe: não há justificativa técnica para a construção de nenhum dos aeroportos. Cláudio tem 25.636 habitantes, segundo o IBGE de 2010 e fica a 55 quilômetros de Divinópolis, que atende a região e tem aeroporto. Montezuma tem 7.472 habitantes. 

Em Minas Gerais, malfeitos de Aécio e aliados não são denunciados, nem tampouco investigados e, se forem, são arquivados. O ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB) renunciou ao mandato para evitar o julgamento do mensalão tucano e abafar o escândalo. A ação penal, que voltou para Minas, investiga denúncias de desvio de dinheiro público durante a campanha de Azeredo, então governador de Minas, que disputava a reeleição, em 1998. Azeredo teria desviado cerca de R$ 9 milhões do Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), extinto, e das estatais mineiras Copasa e Cemig. Quando Azeredo renunciou, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia pedido sua condenação a 22 anos de prisão e o STF estava pronto para iniciar o julgamento. A revista IstoÉ disse na ocasião que Aécio estava envolvido, mas a denúncia morreu nas montanhas de Minas.




O ex-senador Clésio Andrade (PMDB), amigo e vice-governador de Aécio de 2003 a 2006, também renunciou ao mandato quando o STF ia marcar seu julgamento pelo mesmo escândalo. Há cerca de um mês Clésio voltou ao noticiário policial. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal ele está envolvido em um esquema de desvio de recursos da União ao Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), em Brasília e em Minas Gerais. Clésio e sua turma desviaram, segundo a polícia, mais de R$ 20 milhões.

Outro caso envolvendo aliados e amigos de Aécio foi a apreensão de um helicóptero com mais de 500 quilos de cocaína. O dono da aeronave é o filho do senador Zezé Perrella – pai e filho são amigos íntimos do tucano. As investigações, vejam só, não encontraram envolvimento do senador e de sua família no crime de tráfico de drogas.

Então, fica o convite: vamos conversar sobre corrupção, Aécio?



* Vagner Freitas é presidente nacional da CUT.

sábado, 18 de outubro de 2014

O agressivo Aécio: firmeza ou covardia?


Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:



A agressividade demonstrada por Aécio Neves durante o debate no SBT, nesta quinta-feira, pode ter espantado muitos telespectadores. Ainda mais porque o tucano não é conhecido como um político de confrontos duros na tribuna – quando do outro lado estão homens experientes na vida legislativa.

Por que, então, Aécio estava tão agressivo no embate com Dilma?

Há algumas explicações possíveis. Surpreendido pela adversária no debate anterior, na Band, Aécio quis partir logo para a ofensiva. Como se não pudesse dar tempo para a adversária respirar… Ultrapassou o limite razoável e desconheceu qualquer regra de cortesia.

O perfil pessoal de Aécio Neves pode ajudar a compreender esse comportamento exaltado – no embate direto com uma mulher.

Aécio é um rapaz que só teve facilidades na vida. Filho e neto de políticos, ganhou emprego ainda jovem como assessor parlamentar. Depois, foi nomeado para um banco público. Sempre protegido por papai e vovô. Nunca enfrentou dificuldades pra valer.

Nada parecido com a trajetória de Dilma – que viveu clandestina durante a ditadura, foi presa e torturada.

No debate, era esse o confronto: de um lado uma senhora, com mais vivência, e uma trajetória difícil. De outro, um homem maduro, mas com aparência de garotão, acostumado a ultrapassar todos os obstáculos sem que ninguém ouse confrontá-lo. Um “playboy” – como se costuma dizer.

E há mais que isso. Aécio não parece ser um homem acostumado a tratar as mulheres de igual para igual. As histórias sobre ele, nas noitadas cariocas, indicam que Aécio gosta de companhias femininas que não ameacem sua posição de centro das atenções. “Modelos”, garotas sem grande apetite por debates políticos e intelectuais: essas seriam as companhias femininas do tucano no Rio. Sempre acompanhado por outros garotões da elite carioca.

Pouco antes da campanha eleitoral, Aécio reatou relacionamento com uma namorada. Parece ter sido um relacionamento “produzido” para gerar a imagem de uma família estável. A mulher (que virou a companheira oficial dele) cumpriria o papel de “completar” a imagem pública do político: Aécio, um pai de família respeitável!

Mas quem conhece a trajetória de Aécio sabe que isso não combina muito com ele.

Se o candidato tucano mostrou contrariedade, e abusou da virulência verbal, ao lidar publicamente com uma mulher durante o debate, na vida privada o comportamento dele não parece ser tão diferente.

Pelo menos é a indicação que fica da leitura de um texto do jornalista Juca Kfouri – publicado em 2009. Na época, Aécio disputava a indicação de candidato tucano com José Serra. Juca ficou sabendo de uma história que chocou a chamada “sociedade carioca”. O título do post: “A Covardia de Aécio”.

O jornalista revelou que Aécio teria agredido fisicamente a namorada – na frente de vários convidados – durante uma festa. Aécio jamais processou ou interpelou Kfouri judicialmente. Talvez, porque soubesse que o jornalista contava com testemunhas do ocorrido.

A história jamais foi esclarecida. Mas – se confirmada – pode ajudar a explicar o comportamento agressivo do tucano. E indica uma personalidade algo explosiva e autoritária – por trás da fachada de garotão mineiro radicado no Rio de Janeiro.

Cordato com os homens, virulento com as mulheres que ousam desafiá-lo: esse parece ser o perfil de Aécio Neves – um político que nunca teve dificuldades nem contrariedades na vida.

É um bom perfil para quem almeja a presidência da República – num país dividido?

No primeiro turno, a imagem já se revelara – quando apontou o dedo em riste diante de uma pergunta dura de Luciana Genro durante outro debate.

Relembremos o texto de Kfouri:

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Covardia de Aécio Neves

Juca Kfouri

01/11/2009 - 12:09

“Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.

O blog a mantém inalterada.”

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No Blog da Cidadania, Eduardo Guimarães mostrou que há outras referências na imprensa sobre o mesmo episódio narrado por Juca Kfouri. Guimarães faz a pergunta: por que Aécio nunca processou Juca?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

PREFEITO VALMIR PARTE PARA O TUDO OU NADA

Essa semana a população de Parauapebas se deparou com a inusitada campanha do Valmir da Integral para o seu candidato Jatene. Com sua voz de barítono gripado o Prefeito gravou mensagem pedindo votos e disparou uns trinta carros rodando pelas ruas da cidade. Atitude corajosa do Prefeito? Desespero? Alguns comentam que depois da surra humilhante que o Jatene levou aqui em Parauapebas mesmo com o uso exagerado e ostensivo da máquina, o prefeito havia levado a maior comida de r... do governador; outros afirmam que assessores do Governador teriam aconselhado o Prefeito a ficar quieto e não pedir votos. Particularmente, acho que a primeira hipótese é mais provável. O Jatene deve ter dado um puxão de orelha no Valmir e mandado ele se mexer e se virar para conseguir votos. Resta saber se essa estratégia do Prefeito vai melhorar a performance do Jatene em Parauapebas ou vai aumentar ainda mais a taca. 

Mas o que realmente fez Valmir se expor tanto a ponto de sair pessoalmente com sua voz pedindo votos? Esse não é um comportamento comum entre os prefeitos. O fato é que Valmir estará bem enrolado se o Jatene perder a eleição para Helder. O Prefeito não é bobo e nem gagá como muitos pensam. Para ele cometer tantas ilegalidades, tantos absurdos administrativos, tantas improbidades administrativas, nomear a própria filha dando um soco na cara do Ministério Público, correr tanto risco na prática ninja de fazer desaparecer o orçamento, teria que ter a proteção e garantia de ninguém menos do que o próprio governador. Há quem diga que o Jatene quer distância do Valmir. Ledo engano! Jatene mantém Valmir na sua conta pessoal de aliado e sabe da importância estratégica que Parauapebas tem na região do Carajás. Como em Marabá o governador tem um adversário forte que é o Prefeito Salame, resta investir politicamente em Parauapebas, a cidade mais rica do Pará. Prova disso são os programas eleitorais voltados especialmente para Parauapebas.

Essa semana nos deparamos com a cassação do mandato da Prefeita Cristina de Rondom do Pará. Cristina não cometeu nem um centésimo das ilegalidades que Valmir comete aqui. A diferença é que Rondom é um pequeno município que não tem a mesma importância estratégica que Parauapebas, e mesmo sendo a prefeita de lá do mesmo partido do Governador, ele não quis se arriscar e não mexeu os pauzinhos para livrá-la do buraco. Aqui em Parauapebas o buraco é mais em baixo e Valmir poderá ter sérios problemas com a derrota do Simão Jatene. 

Eis ai a justificativa para a estratégia do tudo ou nada do Prefeito Valmir. Além de ir para a rua em carros de propaganda pedir votos, mandou seus subordinados partirem para ação e reunir com servidores em todas as secretarias e coagi-los a votar no Jatene. E esse abuso acontece à luz do dia nas barbas (ou na barra da saia) da Justiça Eleitoral. Pela minha modesta experiência, acho que o tiro sairá pela culatra. O Governador vai passar pelo vexame de ver sua derrota ser ampliada aqui em Parauapebas no segundo turno. Mas por enquanto só nos resta aguardar para ver se tenho razão.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

LEITURA PROIBIDA PARA TUCANOS E ANTIPETISTAS

Extra, extra: há vida inteligente no Facebook.


Ultimamente tenho visto tantos absurdos no Face que até pensei em cancelar minha conta. De tudo o que há de mais medonho se encontra nessa rede: gente destilando ódio e preconceito, pessoas assassinando a língua portuguesa, gente ostentando bens materiais, postando fofocas da vizinha, mulheres mostrando a camisola de dormir e convidando os voluntários, amantes mandando recado às esposas dos seus amásios, etc. Resolvi não excluir minha conta por dois motivos: 1- Estou fazendo uma pesquisa sobre a personalidade das pessoas com baixo nível de intelectualidade. (Não se espantem quando lerem algum comentário meio esquisito que posto no Face. Faz parte da estratégia de estudo. É uma espécie de isca para atrair esse público); 2- Vez por outra encontro pessoas muito inteligentes escrevendo ou compartilhando conteúdos interessantíssimos que valem a pena você parar para ler.

Juiz do Trabalho Dr. Jônatas Andrade: uma referência positiva no Face


Quem não se lembra do Juiz Trabalhista Jônatas Andrade que atuou por muitos anos em Parauapebas? Homem íntegro, austero, dedicado e justo. Implantou um novo método de praticar a justiça trabalhista com equidade e justiça social. Enquadrou a poderosa Vale e tantas outras empresas que avacalhavam e ignoravam as leis trabalhistas. Quando ele foi transferido para Marabá houve uma comoção geral em nosso município. A população se sentiu meio órfã e toda a imprensa foi unânime em aclamá-lo como o melhor juiz que já passou por aqui. Pois bem, se o povo tivesse acesso ao conteúdo que o Dr. Jônatas compartilha no seu Facebook, talvez muitos o taxariam como "burro, incompetente, comunista, petralha", e outros adjetivos que os incautos gostam de usar contra os mais esclarecidos politicamente.
Um dos textos que o Dr. Jônatas compartilhou em sua página me chamou a atenção. Era exatamente o que eu queria escrever sobre o momento político atual. Achei-o tão perfeito que desisti da ideia de escrever e resolvi também compartilhar. Trata-se do texto do Fernando Gomes que eu não conheço, mas duvido que alguém teria a capacidade de se expressar tão bem e de forma tão profunda como ele fez. Agradeço ao Alípio Mario Ribeiro por ter me indicado o texto.

Por que proibido para tucanos e antipetistas?


É simples. A realidade atual do Brasil é tão clara e cristalina que qualquer pessoa que enxerga um pouquinho não será capaz de embarcar na aventura suicida do Aécio. Então qualquer argumento ou explicação dada a quem quer votar no Aécio é perdido. É como jogar pérolas aos porcos. Não é bom que se perca tempo com essa tarefa inglória de fazer um antipetista enxergar a realidade. Prefiro municiar os que enxergam a realidade para afinar o discurso, enriquecer o argumento e assim conquistar o apoio de quem está em dúvida. Esse público (os indecisos) é quem decidirá a eleição, e caso a Dilma vença, será uma vitória contra tudo e contra todos: contra a mídia, contra o mercado financeiro, contra os especuladores, contra a massa de manobra que tem na Globo sua única referência de verdade, contra os institutos de pesquisa, contra o narcotráfico, contra as igrejas conservadoras, contra os que sonham com a ditadura militar e contra a elite corrupta e conservadora que quer mais uma vez botar as mãos nesse país.
O termo leitura proibida é simbólico, até porque não seria preciso proibir. A maioria dos eleitores do Aécio que conheço pessoalmente ou pelas redes sociais não teriam condições de ler esse texto. Conseguem ler no máximo aquelas tirinhas de cinco linhas do Facebook. Antes que digam que estou sendo preconceituoso, ressalvo que não são todos. Conheço também pessoas inteligentes e esclarecidas que votam no Aécio com convicção. Essas pessoas só não tem coragem de confessar essas convicções. Para essas pessoas sim, esse texto é proibido e recomendo que pare aqui. Estou monitorando e quem seguir lendo cobrarei na justiça uma multa de mil reais por cada linha lida.
Aos que lutam por um Brasil com políticas sociais justas e que continue avançando, desejo uma boa leitura.

Eis o texto que extrai do Face do Juiz Jônatas Andrade:


Tenho estado afastado das redes sociais, mas me sinto forçado a vir a público me manifestar em relação à enxurrada de ignorância, má-fé, ódio, imbecilidade e burrice que tem inundado a discussão sobre a sucessão presidencial no Brasil hoje. Antes de dizer o que tenho para falar gostaria de fazer alguns esclarecimentos: 1) não sou e nunca fui militante do Partido dos Trabalhadores; 2) tenho duríssimas críticas à atuação política e governamental do Partido dos Trabalhadores; 3) tenho fortes reservas intelectuais em relação ao “projeto” da “esquerda”, não apenas no Brasil; 4) a razão pela qual eu acredito que minha opinião seja minimamente relevante é o fato de que sou um cidadão esclarecido, cujo único trabalho atualmente é estudar o Estado tanto da perspectiva do direito, quanto da ciência política e da administração pública, com interesse exclusivamente científico (vivo atolado nesses assuntos praticamente 16h por dia, todos os dias).
Não me espanta tanto (mas, sim, me espanta) perceber que uma parte significativa da massa dos que ascenderam socialmente durante o período de permanência do PT no poder queira hoje, insuflada pela repetição cretinizante de mentiras e mistificações por meio da televisão e dos jornais, “extirpar a corrupção” do governo junto com o referido partido: escolaridade deficiente, baixíssima leitura, conservadorismo moral e falta de compreensão da história do Brasil podem responder por esse fenômeno. Fico aterrado mesmo é de ver pessoas supostamente inteligentes e bem instruídas (mas que, aparentemente, acreditam que assistindo Globo, Band, Record, CBN, CNN, Fox – a grande mídia internacional, ou lendo a Folha e o Estadão, estarão bem informadas, sobretudo politicamente) fazendo o papel de idiotas úteis ao promover a avacalhação do PT e do governo Dilma Roussef em favor do PSDB e de seu candidato playboy, drogadito, violento e associado aos interesses dos piores canalhas da política e da vida “empresarial”. E antes de você pensar, meu amigo inteligente e bem instruído que enche meu feed de notícias com sua crescente indignação contra “a corrupção” do “lulopetismo”, que eu me dirijo apenas a você, mero leigo, saiba que há gente do naipe de um Roberto Da Matta regurgitando boçalidades a seu lado (procure o texto "Um Soco na Onipotência" - retirei o link porque ele se sobrepõe à postagem) – você não está sozinho, e é isso o que realmente me apavora.
Eu não vou ficar aqui fazendo comparações entre escândalos de corrupção, como num concurso de piroca às avessas, em que ganha quem tiver o menor pinto, simplesmente porque, ainda que isso possa servir para colocar em perspectiva os malfeitos de cada um, e eventualmente ajudar num processo de escolha por eliminação, de pouco ou nada adianta para nos esclarecer os verdadeiros entraves à construção de um Estado social no Brasil. Sobre isso de comparações, há aquele famoso ranking amador cobrindo os últimos 20 anos (http://mundoestranho.abril.com.br/…/os-maiores-escandalos-d…) – o qual, curiosamente, mesmo tendo sido publicado pela editora Abril, coloca o “mensalão” em penúltimo lugar... É relativamente fácil comprovar que a participação do PT no “conjunto da obra” da corrupção no Brasil é muito acanhada, embora de modo algum nula ou irrelevante, frente à dos partidos que têm, tradicionalmente, apoiado os interesses das multinacionais, das grandes empresas, dos bancos, das elites agrárias, da classe média conservadora et caterva. O que é realmente difícil é fazer com que o público, inclusive e sobremaneira os letrados, entenda que “corrupção” não é um conceito simples, que não se identifica com o montante de dinheiro que se retira ilicitamente dos cofres públicos, e que mesmo que nenhum dinheiro fosse desviado, os graves problemas do Estado brasileiro persistiriam. Aliás, vários estudos acadêmicos apontam para o fato de que a corrupção é um fenômeno estrutural do Estado e pode, inclusive, ter efeitos benéficos sobre o desenvolvimento econômico ou promover uma forma de desenvolvimento político – digo isso, evidentemente, não para justificar corruptos, mas para mostrar como a verdade pode ser contraintuitiva e frustrar nossos preconceitos.
O problema da corrupção existe e é grave, mas o verdadeiro buraco está bem mais embaixo, no fundo, no espaço entre promessas constitucionais do Estado social brasileiro, estrutura do sistema político-partidário, funcionamento da burocracia, planejamento e execução orçamentária. Tecnicamente, o dinheiro que vaza via corrupção nem faz cócegas perto dos gastos implicados nas perdas sistêmicas da (má) execução, do (mau) planejamento, do (mau) monitoramento e do baixíssimo controle (inclusive social) de resultados. Seria muito mais fácil dizer que se trata de uma questão de gestão e eficiência, mas essa seria só uma forma taquigráfica e muito precária de falar. E como falar assim reverberaria a conversa furada do infame "choque de gestão" (saiba um pouco mais sobre essa farsa aqui: http://www.pautandominas.com.br/…/A-Verdade-sobre-o-dito-'c…), não gosto de colocar as coisas nesses termos. Estudos como o da FIESP sobre o custo da corrupção (https://www.google.com/url…), se nos ajudam a estimar quantitativamente, economicamente, os danos causados pela corrupção, pouco ou nada revelam sobre sua dinâmica social e seus efeitos político-simbólicos.
A propósito, a dimensão simbólica da política não deixa de ser superimportante por ser simbólica. Eu diria até que este é o aspecto mais importante da política tradicional (politics, em oposição a policy). A corrupção afeta diretamente uma coisa fundamental na política: a confiança. As pessoas são levadas a tomar decisões muito irracionais se não se sentem apoiadas em confiança. A falta de confiança corrói não apenas os resultados das políticas públicas, mas as próprias expectativas legítimas dos cidadãos, e tem um custo social imenso, que se traduz em riscos aumentados: para compromissos, para procedimentos formais, para investimentos, para avaliações conjunturais e prognósticos, para a estabilidade institucional. Trata-se de um problema da tessitura comunicacional da sociedade, polidimensional e hipercomplexo, sem solução fácil. Altos índices de corrupção transformam a política numa espécie de gerenciamento aleatório de irracionalidades. É exatamente o que está acontecendo entre nós nesse momento, e NÃO, NÃO É CULPA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES, MUITO MENOS DE DILMA ROUSSEF. Nem toda minha ojeriza ao lulismo e aos métodos que o PT passou a adotar ao se tornar governo podem me cegar para esse fato. Dizer isso é mais que uma questão de justiça: é o mínimo para se manter alguma racionalidade diante de tantos absurdos – o maior deles sendo a possibilidade de colocarmos o PSDB e Aécio Neves na Presidência da República.
Apenas para fechar esse assunto e poder seguir no meu argumento, acrescento: a AP 470 (vulgo “mensalão”) foi uma farsa jurídica capitaneada por um sujeito megalomaníaco, francamente incompetente, cheio de má-fé e de pretensões inconfessáveis. Vejam bem, não estou dizendo que não houve corrupção: estou dizendo que o espetáculo promovido em torno da AP 470 foi deliberado e direcionado, e que, juridicamente, ela foi uma aberração. A sinalização de que Joaquim Barbosa seria um eventual Ministro da Justiça num governo Aécio não é à toa. Tenho vários amigos aqui no Facebook que são grandes juristas de renome nacional e eu os convido a me contraditar, caso avaliem que o julgamento do “mensalão” se fez de acordo com as leis e em conformidade com a jurisprudência do próprio STF. Mais uma vez, não é uma questão de justiça com o PT: quando algum filho da puta de toga entende que pode distorcer a lei para fazer valer a sua visão de mundo e seus interesses, é a MINHA vida e a MINHA liberdade que estão em jogo. E, para os que dizem que a decisão do STF foi colegiada, e não de Joaquim Barbosa, eru sugiro que procurem entender o papel do relator na condução de um processo no STF. O processo é uma RECONSTRUÇÃO de eventos, e a ordem e o modo como as peças se encaixam faz MUITA diferença (a não ser que você seja dos que defendem a falácia ridícula da "verdade real"...). O aparato de "comunicação social" armado em torno desse processo não tem NADA de inocente, NADA de simples compromisso com a informação. Vejam isso aqui:https://www.youtube.com/watch?v=B1olh0VKbSw Repito: em momento nenhum eu disse que não houve corrupção, mas digo e reafirmo: os fatos apurados não corroboram o resultado - eles foram "costurados" de uma maneira pré-determinada. É grotesco como a sanha de "justiça" tem cegado pessoas em princípio inteligentes e esclarecidas para o fato de que a forma importa e MUITO em questões de direito.
Quem entende das dificuldades do chamado ciclo de formação das políticas públicas já sabe hoje que existe um conflito praticamente insolúvel entre as necessidades de tempo da administração pública e o imperativo de rotatividade da política. Em suma, 12 anos é muito pouco tempo no horizonte do Estado, especialmente de um Estado que SÓ AGORA, no começo do século XXI, começa a tirar do papel um projeto de Estado social. Arrancar o PT do governo (com todos os muitos, inegáveis e torpes defeitos que ele tem) para colocar o PSDB e Aécio Neves vai ser um golpe imenso sobre os avanços sociais que experimentamos nessa década e meia – sobretudo com um Congresso tão conservador quanto o que elegemos agora, recheado de mentecaptos e reacionários de toda espécie. O momento é de impedir retrocessos ainda maiores, como os decorrentes da pusilanimidade do PT na questão ambiental, na questão indígena, na questão LGBT, na questão das drogas e do tráfico, na questão da laicidade do Estado, na questão penitenciária, na questão da matriz energética, na questão da justiça de transição, entre outras.
Dilma Roussef é uma mulher honrada, enquanto Aécio Neves é um verdadeiro BANDIDO, que encabeça uma corja, um valhacouto de escroques, estelionatários morais e ladrões, os piores, os mais encarniçados e daninhos. Ele representa tudo que há de mais podre na história e nas instituições de nosso país. Se não for suficiente para você lembrar-se dos números do ficha limpa (http://www1.folha.uol.com.br/…/1150363-justica-barra-317-ca…), do Marka/Fonte Cidam, do calote do Fundef, do escândalo das teles, da privatização da Vale, do Banestado, do superfaturamento do metrô de São Paulo, do “mensalão” tucano, etc., assista esses dois vídeos aqui e forme sua opinião: https://www.youtube.com/watch?v=A9LxCYAtyc0 ehttps://www.youtube.com/watch?v=I01DrSjLk20 . Há muito pouco para acrescentar diante disso, mas você pode também ler isso aqui:http://jornalggn.com.br/…/justica-determina-retirada-de-doc…http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6487http://jornalggn.com.br/…/carta-aberta-ao-antropologo-rober… . Em especial, os links seguintes lançam uma forte luz sobre o quanto a situação de dependência química de Aécio (que é uma condição tratável e, em si mesma, moralmente neutra), sua associação ao grande tráfico, e seu papel na estrutura altamente elitista e corrupta do poder em Minas Gerais são determinantes em sua personalidade e em sua atuação política. O caso da modelo assassinada estava quentíssimo nos jornais quando fui morar em Belo Horizonte, e o comentário geral diferia muito pouco do que depois se apurou - Aécio não está diretamente envolvido na morte, mas é um dos grandes players do esquema de corrupção por trás dela. Veja aqui: http://limpinhoecheiroso.com/…/overdoses-de-aecio-e-a-mort…/ http://www.brasiliaempauta.com.br/…/Juiza_do_Mensalao_Tucan… http://www.emcimadanoticia.com/index.php…
O PSDB e as hostes políticas e técnicas (Armínio Fraga, economista dos banqueiros!) que ele vai levar consigo para o núcleo de tomadas de decisão do Estado são uma GRAVÍSSIMA ameaça ao projeto nacional de efetivar um Estado de bem-estar em bases constitucionais fortes. Na minha visão, estão em jogo o primado da legalidade, a separação de poderes e o status dos direitos fundamentais - três pilares de qualquer democracia. Eu não me sinto particularmente confortável em defender o PT (nunca irei me esquecer do que eles fizeram no Maranhão, juntando-se a Sarney e cia. - nunca!), mas é hora de ajudá-lo, ou vamos entregar o governo ao que existe de mais retrógrado em termos ideológicos e sociais. RESUMINDO: VOTEM EM DILMA ROUSSEF, OU, NO LIMITE, ANULEM SEUS VOTOS.
P.S.: Apoio político, para mim, significar estar qualificado para cobrar, e não jurar adesão total.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SESSÃO DE 14 DE OUTUBRO - O FIM DA GAIOLA DE VIDRO

Na sessão dessa terça feira o Vereador Charles conseguiu arrancar uma improvável vitória contra o grupo conservador da Câmara Municipal de Parauapebas. Desde o início do mandato o vereador vem questionando aquele vidro que isola os vereadores da população, além de reclamar do posicionamento das cadeiras que ridiculamente ficam de costas para o povo. A bancada governista sempre foi resistente às mudanças propostas e argumentava que o vidro servia para proteger os parlamentares de ataques por parte da população que poderia jogar ovos e pedras. Muitos populares apelidam o auditório de aquário de tubarões e gaiola de vidro.

O vereador Charles, de forma inteligente esperou o melhor momento para dar o bote. Na segunda sessão após as eleições do primeiro turno percebeu que alguns vereadores estavam sensíveis e "magoados com o chefinho" Valmir. Eis o momento de apresentar o requerimento solicitando a retirada do vidro. Não deu outra! Além do imbatível G-5 (Pavão, Charles, Bruno, Eliene e Arenes), e do Miquinha, os governistas Euzébio e Luzinete também votaram a favor. Os sete que votaram contra foram Josineto, Odilom, Maridé, João do Feijão, Major, Braz e Devanir. 

Para falar a verdade, a aprovação do requerimento para retirada do vidro foi importante sob o aspecto político. Pela primeira vez se configurou um bloco unido e uma votação de 8 X 7 contra o governo. A retirada do vidro em si representa apenas uma quebra simbólica da empáfia dos governistas que sempre tratoraram a oposição. Porém, pensando na instituição, não vejo grande importância nesse ato. Aquele vidro, apesar de representar uma separação, pode significar a segurança institucional dos vereadores. Caso a oposição aja com inteligência poderá usar essa votação para outras conquistas muito mais significativas, como por exemplo trocar a Mesa Diretora. Quem sabe não estamos diante de um novo comportamento e um novo bloco na Câmara?

Vereador Arenes mais uma vez demonstrou muito preparo durante o seu discurso no grande expediente. De forma segura bateu forte e denunciou as mazelas vividas pela saúde em nosso município. Convidou os vereadores para fazerem uma visita no Hospital Municipal e nos Postos de Saúde para verem de perto a realidade que ele considera caótica. Disse que vereador governista que não tem coragem de criticar o que está errado é puxa-saco.

O vereador Miquinha denunciou a sangria do orçamento que está acontecendo na Secretaria de Meio ambiente. Disse que cerca de 27 milhões já foram gastos e que a política ambiental da cidade está nas mãos dos destruidores de morros e rios. É uma pena o Miquinha não ter uma postura firme. Uma hora vota cegamente numa suplementação suspeita para o prefeito, mesmo contra a orientação do seu partido (PT). Outra hora denuncia o sumiço do orçamento de uma secretaria pequena. Esse foi exatamente o argumento dos que votaram contra a suplementação vereador! A falta de transparência e a falta de demonstração de onde o governo estava gastando o orçamento era motivo suficiente para qualquer vereador votar contra a suplementação. É uma pena um vereador da qualidade do Miquinha ainda ter esse tipo de dúvida. Acho que vale a pena o PT investir para trazer o vereador de volta, até pela sua qualidade e importância para o partido. E isso tem que ser feito com urgência enquanto ele não se contamine de vez com o inútil Euzébio.

Luzinete confusa


Quem surpreendeu mais uma vez foi a vereadora Luzinete. No seu discurso falou que estava sendo perseguida ao se referir a apreensão em flagrante de 40 mil reais que seria usado para compra de votos. Disse que está processando aos caluniadores, mas não falou quem seriam. Durante o discurso do Miquinha a vereadora "Irmã" pediu um aparte e chamou o prefeito de mentiroso. Disse que esse governo anda dizendo que a Secretaria de Meio Ambiente seria sua, mas que é mentira. Falou que até o presidente do seu partido, o PV lhe traiu e fez campanha para o Gesmar. Essa declaração confusa da vereadora causou uma crise de gargalhadas na platéia. Ninguém está entendendo mais nada. Até 15 dias atrás a vereadora Luzinete defendia ferozmente o Valmir e comprava briga com quem falava contra. Pedia votos para o Jatene. Agora chama o prefeito de mentiroso, desqualifica o presidente do seu partido e pede voto para Helder. Será que seria mais uma revelação divina? 

O vereador Major tentou defender o Jatene na tribuna mas foi muito vaiado. Tentou resistir mas com apenas quatro minutos preferiu encerrar o discurso.

Outro destaque foi as citações de homenagens aos Professores feitas por vários vereadores em alusão ao dia dos Mestres. Muito bem merecidas as homenagens. 


Meus Professores, Meus Heróis!

Lembro de cada professor que contribuiu com minha formação. Não só a formação intelectual, mas principalmente com a formação do caráter. Com simplicidade, com perseverança, com dedicação, paciência, abnegação, desprendimento, cada um imprimiu em mim a sua marca. Professora Luzia, Professora Ednalva, Professor Zé Wilson (Zé das Botas), Professor Colemar, Padre Ronaldo Colavecchio, Professora Célia, Professor Cristóvão, Professora Celma, Professora Maria, Professor Vilson, Professor José e tantos outros que me educaram no ensino fundamental e médio, além dos tantos que continuaram minha formação na universidade. Não poderia deixar de lembrar de minha primeira professora que me ensinou as primeiras letras ainda no colo: Dona Cota, mulher guerreira, minha mãe, que mesmo não tendo estudado além do básico, me ensinou a apaixonar pelas letras e ser um craque da tabuada.

Pobre de quem não reconhece seus professores como seus heróis. Pobre de quem não mantém um permanente sentimento de admiração, respeito e gratidão pelos seus mestres. Pobre de quem se apega a falsos heróis como jogadores de futebol, cantores, atores, e desprezam seus professores que são os responsáveis diretos pelos atos de civilização e evolução da humanidade. 

Esses heróis anônimos que se entregam ao sacrifício diário de transformar pedra bruta em tesouro raro, seguem seu percurso de forma discreta. Constantemente são ignorados ou recebem falsas homenagens em palanques ou em púlpitos. Todos falam em valorização da educação e do educador, mas na prática são bem poucos os que realmente reconhecem e valorizam esses guerreiros. Os exemplos estão aí para quem quiser ver. São séculos de agressão, de desvalorização do magistério, de formação de baixo nível, de espaços sucateados para se praticar a arte de ensinar, de baixos salários... O resultado de tudo isso é a fuga em massa desses profissionais que já estão em fase de extinção.

Pais, querem garantir um futuro brilhante aos vossos filhos? Ensine-os a reverenciar seus professores, a valorizarem e protegerem a escola, a tratar os profissionais da educação como se trata a maior autoridade da terra. Assim estarão contribuindo para a construção de uma sociedade mais equilibrada, mais civilizada e mais feliz. Pequenos atos e atitudes podem fazer a diferença e podem transformar seres humanos em seres superiores ou em animais desqualificados. Vejo alguns exemplos diários que contribuem para o embrutecimento da sociedade. Cito alguns: Na escolinha de futebol, na academia de luta todos aceitam a hierarquia do mestre e raramente questiona as atitudes mais duras. Falam até que faz bem para a formação do caráter. Já na escola a mãe destrata a professora quando ela perde a paciência e fala em tom enérgico com o garoto mal educado; no fórum todo mundo vai devidamente vestido e segue os padrões estabelecidos sem questionar. Ninguém vai brigar com o juiz por não poder entrar de bermuda no recinto. Já na escola, o pai vai destratar a Diretora ou a Professora por ter impedido a entrada de sua filha com uma micro saia; na empresa o empregado usa o uniforme laranja com listas douradas adotado e mesmo tendo uma só peça, cuida para que não fique molhado pois sabe que perderá um dia de trabalho se não estiver devidamente uniformizado. Na escola o pai vai brigar pelo direito do filho entrar sem uniforme e acha que é uma bobagem inútil. Entendeu a lógica? Pense nisso! Reflita se realmente você está ensinando aos seus filhos a valorizar a educação e aos seus professores.

Aos guerreiros que ainda insistem em trabalhar na educação com todas as adversidades deixo aqui os meus parabéns e votos de uma vida mais feliz. Tenha orgulho de sua profissão, pois, independente de como a sociedade lhe trata, você continua sendo o profissional mais extraordinário, mais necessário e mais aguerrido de toda a humanidade. Em NOSSAS mãos está o futuro de toda uma geração. Em NOSSO cérebro está a chave de todo o segredo da civilização. 

Parabéns também aos que sabem valorizar verdadeiramente os professores. Parabéns aos que tratam as escolas como templos sagrados do conhecimento. 

Vida longa e feliz a todos os educadores!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PREFEITO VALMIR BOICOTA A CAMPANHA DO GESMAR

Parece inacreditável, mas após checar as informações e analisar os números eleitorais constatei o que uma mente vaidosa é capaz de fazer. Uma fonte com acesso ao núcleo de campanha do Gesmar me passou a informação que após filtrar  repasso aos meus leitores.

Por que a nossa cidade ficou sem um Deputado Estadual? Algumas pessoas analisam e acham que foi melhor assim. Dizem que para ter certos elementos nos representando, melhor ficar sem ninguém. Porém, acho uma vergonha, um vexame nossa próspera Parauapebas ter passado batida nessa. Teríamos a obrigação de termos pelo menos um Deputado Federal e um Estadual. 

O fato é que a vaidade do nosso prefeito falou mais alto. Bateu aquela ideia mesquinha do tipo: "esse sujeito vai comer o meu bandeco no futuro", "esse aí está aparecendo mais que o prefeito e a única estrela aqui sou eu", "vou cortar as asinhas dele antes que se empolgue". Faltando uns quinze dias para a eleição no primeiro turno, o Valmir que já vinha desacelerando o apoio a Gesmar, convocou o núcleo de campanha e ordenou que todos passassem a priorizar a campanha da "Irmã" Luzinete. Alguns ainda questionaram-no e não entenderam essa mudança de atitude. O prefeito justificou que a eleição da Luzinete seria mais fácil devido a baixa legenda do seu partido -o PV e que ele mataria duas cobras numa paulada só: mandaria a Luzinete para Belém e essa não lhe perturbaria mais o juízo e de quebra ainda empossaria o Barrão na Câmara, que, segundo ele, seria um aliado mais equilibrado e confiável. Com esse argumento o Valmir concentrou todos os recursos e estruturas de campanha para a Luzinete e ordenou que tudo fosse feito sem medir esforços.

Mesmo com a máquina trabalhando a todo vapor na reta final de sua campanha, mesmo com dinheiro sobrando, a vereadora Luzinete teve uma votação insignificante alcançando 9.505 e ficou foi longe de fazer a legenda do seu partido. Alguém pode falar que ela ficou na frente de muitos nomes e que ficou atrás apenas do Coutinho e do Gesmar. Porém, em política temos que analisar alguns fatores além dos números.  Com a estrutura que ela teve, até um garoto como o Flavio Veras que ficou em penúltimo lugar com 2.690 votos teria alcançado uns 15 mil votos facilmente. 

Valmir e Luzinete caíram nas próprias armadilhas. Aquele escândalo da apreensão dos 40 mil reais no hotel que seria usado para compra de votos foi resultado de fogo amigo, de traição interna. Com tudo isso, a campanha da "Irmã" naufragou. E o Barrão teve que guardar o seu paletó novo para outra ocasião. 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MARINA SILVA: autodestruição, traição e suicídio

Do Blog Sol do Carajás


Fosse possível morrer duas vezes, nesse 12 de outubro, poderíamos dizer que CHICO MENDES recebeu mais um tiro, dessa vez desferido pela sua companheira, OSMARINA.


Autodestruição



Ninguém te desconstruiu, tu destruístes-te! Hoje apenas anuncias teu enterro! Os de sempre, que comemoraram e sempre comemoram o assassinato de algum sem-terra ou seringueiro, igualmente te festejam.


Traição



No roteiro que Marina escreveu e serpenteou com as próprias mãos e língua, ao modo Calabar, ainda cita LULA, comparando-o ao Aécio Neves, ou seja, no enredo da traição, MARINA ainda se ridiculariza.


Marina, não cite LULA, não busque justificativa, não estamos numa guerra de portugueses contra holandeses, estamos entre o passado e o futuro, entre o pós-PT, que queríamos, e o pré-PT, que repugnamos. 


Você não estavas preparada e não terás outra oportunidade, morrestes, hoje, deixas isso mais claro que nunca!


Suicídio



Antes de ser o que pensávamos que serias, veio o suicídio, a insignificância, nem podemos dizer quantas linhas terás na história do Brasil, melhor que não tenhas, no ato de hoje, caso consigas uma mísera citação, estarás ao lado de Domingos Calabar, Silvério dos Reis e Cabo Anselmo.

DIRCEU TEM CATEN – UM JOVEM NO PARLAMENTO



   Com apenas 24 anos de idade, o jovem Dirceu ten Caten teve uma surpreendente vitória no dia 05 de outubro. Com 32.930 votos foi eleito Deputado Estadual, sendo o segundo mais votado do PT, deixando para trás velhos caciques da política estadual.  Filho de Luis Carlos e da Deputada Bernadete, Dirceu nasceu em Marabá em novembro de 1989 (ano em que Lula disputou a presidência pela primeira vez). Desde a adolescência, já era militante nos grupos juvenis da Igreja Católica. Aos 16 anos se filiou no Partido dos Trabalhadores, iniciou a sua participação no coletivo “Juventude Cabocla e Socialista do Pará” e tornou-se membro do Diretório Estadual do PT.

                Dirceu é advogado, pós-graduando em Direito Público e membro da Comissão de Jovens Advogados da OAB/PA. Atualmente ocupa a cadeira de Secretário de Direitos Humanos da Juventude do PT de Marabá, além de ser coordenador regional da Casa da Juventude.

                Muitos não acreditavam na vitória do Dirceu. Julgavam-no  inexperiente e jovem demais para a missão. Alguns falavam que a Bernadete não conseguiria transferir votos e desdenharam a estratégia da tendência política que apostou no novo. Com uma campanha aguerrida, educativa e pé no chão o grupo conseguiu um esplêndido resultado. O jovem Dirceu conseguiu envolver as lideranças e, principalmente a juventude. Com muito dinamismo, organização e com um discurso direto Dirceu demonstrou um lado que muitos não conheciam: o moleque é bom de política, herdou o DNA dos pais.

                Essa importante vitória demonstrou que a tendência interna petista “Construindo um novo Brasil e um novo Pará” está no rumo certo. Dirceu é a garantia da continuidade do bom trabalho da Deputada Bernadete. Além do Dirceu, a tendência ainda conseguiu reeleger o Deputado Federal Zé Geraldo e contribuiu muito para a eleição do Senador Paulo Rocha.

Dirceu fez justiça à injustiça do Tribunal Eleitoral


         
Dirceu com a certeza da vitória
       O Senador eleito com uma enxurrada de votos Paulo Rocha, por pouco não fica fora da disputa eleitoral. Foi citado no processo do mensalão e após ampla investigação e perseguição por parte do Joaquim e sua turma, foi inocentado.  Depois de uma devassa em sua vida pessoal, em suas contas, nada encontraram. Depois de vários mandatos como Deputado Federal, Paulo Rocha continua o mesmo. Não acumulou bens e até o seu salário constantemente era usado na organização dos movimentos sociais. Mesmo assim o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) indeferiu a candidatura do Paulo. Esse não se deu por vencido e recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) onde ganhou por unanimidade. Mas a melhor resposta sua foi nas urnas onde deu uma surra nos adversários tucanos que colocaram vários candidatos contra sua candidatura.

                A Deputada Bernadete tem Caten teve igual perseguição por parte do TRE. Numa festa do PT há anos atrás onde foi vendido comida e bebida para arrecadar fundo de campanha, o TRE baseado numa denuncia sem fundamento e sem provas, condenou a Deputada Bernadete por suposta distribuição de comida. Em 2014, mesmo não devendo nada a justiça eleitoral o TRE indeferiu a candidatura da Bernadete, tentando colocar um fim na carreira vitoriosa da Deputada mais atuante da Região Carajás e que com certeza teria o seu terceiro mandato.  Ao contrário de Paulo Rocha, a Bernadete não quis recorrer. Para continuar seu bom trabalho arriscou uma estratégia que todos julgavam suicida: colocou seu filho na disputa. A vitória do Dirceu foi um soco no estômago do velho carcomido TRE e dos velhos políticos que comemoraram a impugnação da Bernadete. Inclusive dentro do PT tivemos pessoas com esse sentimento mesquinho que comemoraram achando que teriam alguma vantagem eleitoral. Agora Dirceu ten Caten terá pela frente o desafio de representar a importante região do Carajás. A julgar pela experiência dos seus pais Luis Carlos e Bernadete, essa missão será exitosa.

Parabéns ao jovem deputado! Sucesso nessa nova missão!


domingo, 12 de outubro de 2014

Mídia faz o jogo dos bandidos


Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


Eis que a Globo, finalmente, libera os áudios vazados de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff.

Denunciando a intenção, a Globo recorta somente a parte em que Costa fala do PT.

Yousseff, por sua vez, fala que os partidos “pressionaram” Lula a nomear Costa.

Ou seja, praticamente inocenta Lula e o PT de qualquer relação mais direta com o executivo.

Paulo Roberto Costa, no entanto, quando fala do PT, se limita a fazer acusações levianas, do tipo “todos sabiam”, “o que se rezava dentro da companhia”.

Em nenhum momento fala que ouviu alguma coisa concreta, que possui algum documento, que presenciou alguma coisa.

A propina que ele mesmo levou, e confessou, era para o PP, partido que o indicou.

É a única coisa que ele admite ter presenciado e participado.

O resto é golpe.

O áudio de Alberto Yousseff segue a mesma linha.

É óbvio que Yousseff e Costa armaram uma delação por encomenda, feita para o período eleitoral.

Uma combinação entre dois acusados e a Globo. Ainda não sei se a mídia faz o jogo dos bandidos, ou se os bandidos fazem o jogo da mídia.

O vazamento das delações é triplamente criminoso.

Primeiro porque são sigilosos, ou deveriam ser, para permitir que as investigações se aprofundem e para não dar cartaz às mentiras de um bandido em desespero.

Segundo porque, não valendo nada juridicamente (só valem com provas), incriminam pessoas e instituições, cuja única culpa é terem seus nomes citados por um criminoso.

Terceiro, porque interferem no processo eleitoral.

Ao invés de estarmos discutindo propostas, as eleições no país com a quinta população do mundo, o sexto ou sétimo PIB, ficam penduradas nas delações ardilosas de dois bandidos.

Presidente do PSB declara apoio a Dilma


Do blog de Roberto Amaral:


Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro


A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.

Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.

O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.

Roberto Amaral