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sábado, 31 de janeiro de 2015

VALMIR ACUSA A OAB DE FAZER POLÍTICA SOBRE O CAIXÃO DO DR. JAKSON

Num evento de "inauguração de uma reforma" no Posto de Saúde do Bairro Altamira, ocorrido nesse dia 30 de janeiro o prefeito Valmir da Integral soltou os cachorros juntamente com cobras e lagartos pra cima da OAB e da imprensa de Parauapebas. Um correspondente do Blog que acompanhava tudo disse que a pequena platéia formada por assessores e alguns funcionários ficou perplexa com a forma grosseira e desrespeitosa que o prefeito falou sobre o assassinato do Jakson Silva. 

Em tom irônico o prefeito disse estar indignado com a OAB-Parauapebas. Acusou-a de usar o caixão do dr. Jakson para "fazer um pandemônio político". Também acusou a imprensa de ocultar os motivos da viagem do Jakson, fazendo insinuações maliciosas sobre a ida da vítima à Manaus.

Nesse momento em que a sociedade de Parauapebas ainda está chocada com a perda de um filho querido, o prefeito foi extremamente infeliz, para não dizer grosseiro e insensível. Como o chefe do executivo deveria ao menos respeitar esse momento de dor da família e dos amigos, e não ficar fazendo insinuações e acusando uma instituição tão respeitada como a Ordem dos Advogados.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Presidente da OAB-PA protesta contra o descaso do Governo do Pará

Ontem, (27) durante a cerimônia de despedida do dr. Jacjson Silva na sede da Seccional de Parauapebas, o Presidente Estadual da Ordem dr. Jarbas Vasconcelos fez duras críticas ao Secretário de Segurança Pública do Pará e ao Governador Simão Jatene. No seu discurso bastante emocionado agradeceu ao Secretário de Segurança Pública e ao Governador do Amazonas. Jarbas falou que a Ordem e a família do Jackson estavam recebendo todo apoio e atenção das autoridades do Estado do Amazonas. Agradeceu ao Secretário de Segurança e ao Governo daquele Estado pelo empenho e dedicação que estavam demonstrando naquele momento tão difícil.

Por outro lado, Jarbas Vasconcelos lamentou o descaso das autoridades do Pará. Disse que não recebeu sequer um telefonema do Secretário de Segurança do Pará. "Enquanto recebemos todo apoio das autoridades do Amazonas, aqui no nosso Estado somos solenemente ignorados", destacou Jarbas. É lamentável o descaso que a segurança pública se encontra no Pará. Jatene já demonstrou na prática sua política cruel e seu abandono ao povo do interior do Pará onde ele nutre imenso desprezo e rancor. Nem mesmo o assassinato cruel de um membro da OAB que deixou o município e o Estado consternado foi capaz de comover o frio governador Simão Jatene.

Crime não ficará impune


Jarbas Vasconcelos prometeu a família de Jackson Silva que sua morte não ficará impune. "Não descansaremos enquanto não botar os assassinos e mandantes na cadeia", prometeu o Presidente. Vale lembrar que o nome do dr. Jackson estava numa lista macabra de marcados para morrer que circulou pela cidade no início de 2014. A própria OAB denunciou ao Ministério Público e nem assim evitou o assassinato do Jackson. Outros nomes da lista já foram assassinados e o "Popó" sofreu uma tentativa de homicídio e escapou por sorte. Isso demonstra que não se trata de um trote e os assassinos confiam plenamente na impunidade que reina em Parauapebas. A morte de Jackson deixa toda a cidade em alerta e outros nomes que constam na lista estão em pânico devido a ousadia e o poder dos mandantes. Alguns até já fizeram testamento incriminando um conhecido figurão caso algo venha a acontecer. O fato é que todos estão a mercê dos assassinos e ninguém acredita nas instituições do Pará e, especialmente de Parauapebas. Assim, será cada um por si e Deus por todos.

Parauapebas se despede de Jackson Silva com emoção



Velorio-Jackson 3

A emoção tomou conta de todos os familiares, membros do Sistema OAB no Pará e cidadãos presentes ao velório do presidente da subseção da OAB em Parauapebas, o advogado Jakson Silva, que foi assassinado no último sábado, na cidade de Manaus, estado do Amazonas. O corpo foi velado no estacionamento da sede da subseccional da Ordem em Parauapebas, cuja inauguração ocorreu em novembro do ano passado.

Consternado com a perda irreparável para a instituição, o presidente da seccional paraense, Jarbas Vasconcelos, compareceu ao velório acompanhado pelo vice-presidente, Alberto Campos, o secretário geral, Jader Kahwage, o diretor tesoureiro, Eduardo Imbiriba, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Pará, Oswaldo Coelho, pelo presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas, Antônio Barra Brito, o vice-presidente da referida comissão, Rodrigo Godinho, e os conselheiros seccionais Robério d'Oliveira e Dennis Serruya.
Dezenas de presidentes subseccionais da OAB também estiveram presentes na cerimônia: o presidente da subseção de Santarém, Ubirajara Bentes Filho, o presidente da subseção de Marabá, Haroldo Gaia, o presidente da subseção de Tucuruí, Marcelo Barreto, o presidente da subseção de Redenção, Carlos Eduardo Teixeira, e a presidente da subseção de Rondon do Pará, Adriana Lopes.

Homenagens
Para a advogada Irenildes Soares Barata, primeira mulher advogada a atuar em Parauapebas, o falecimento deve encorajar a todos a não desistir dos sonhos. "Jakson lutou até o final de seus dias pelos sonhos dele e a OAB sempre fez parte dos sonhos dele. Nós precisamos dar continuidade ao sonho que ele sonhava: o de uma sociedade mais justa e digna para todos."
Ao agradecer pela presença de todos os presentes, o vice-presidente da subseção de Parauapebas, Deivid Benasor da Silva Barbosa disse que Jakson era bem quisto por todos e essa é uma perda irreparável. Ele se comprometeu em não deixar a "peteca cair". "A OAB e a sociedade civil organizada estão de luto. E sempre que falamos em OAB lembramos do Jakson e é em nome dele que daremos continuidade ao trabalho que ele iniciou."
“Jakson esteve junto com a gente desde o início da formação do nosso grupo ‘OAB de todos’. E sempre foi um dos presidentes que mais nos cobrava melhorias para a advocacia na região.”, afirmou Alberto Campos, vice-presidente da OAB-PA.
“Ele sempre nos cobrou que déssemos continuidade ao sonho dele e um deles era trazer um curso de especialização para Parauapebas. E esse sonho será realizado em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, que trará pra cá uma especialização no primeiro semestre.”, informou Alberto.
Ele também lamentou que no Pará se mate mais do que no países em guerra e assumiu o compromisso de cobrar justiça deste e de outros casos de assassinato de advogados. “Não vamos descansar enquanto todos não estiverem cumprindo pena. E continuaremos lutando pelo estado de direito, que sempre foi a sua luta.”
“No Pará existem hoje mais de 14 mil advogados. E a nossa maior luta é pela vida, nossa maior prerrogativa.”, disse o presidente da subseção da Ordem de Marabá, Haroldo Gaia. “Essa era a luta do Jakson, que morreu batalhando para garantir dignidade aos cidadãos. Essa é a luta de todos nós. Por isso, impunhemos essa bandeira e digamos não à violência. A segurança pública precisa ser levada a sério no nosso estado.”

Enterro 1Emoção
A população de Parauapebas participou intensamente das últimas homenagens ao advogado Jakson Silva. Após o velório, um cortejo partiu da sede da subseção às 10h30 da manhã de hoje. Centenas de pessoas acompanharam o cortejo em carreata pelas ruas da cidade. Uma bandeira da Ordem foi hasteada no veículo que transportava o corpo do advogado. Jakson Silva foi sepultado no cemitério público de Parauapebas.
Texto do site da OAB-PA
Fotos: Sheila Faro

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O TESOURO



Nessa manhã cinzenta onde sepultaremos nosso amigo Jackson Silva - Presidente da OAB de Parauapebas - assassinado de forma cruel e covarde, dedico esse texto (reeditado) a todos que tem esperança e força para lutar por dias melhores.

Parte I


Professor Luiz Vieira

O tesouro mais valioso que buscamos está dentro de nós. Para encontrá-lo é necessário fazer uma boa faxina na alma e na mente, só então descobriremos o caminho. Para trilhar esse caminho, precisamos começar pela faxina da alma. Ao longo dos anos acumulamos tantos objetos ou bens materiais (consumismo) que o "ter" supera o "ser". A maioria desses objetos não passa de lixo que pesa em nossa cabeça sem ao menos darmos conta disso. Sentimo-nos cada vez mais impotentes e angustiados e na maioria das vezes buscamos soluções transcendentais. Parece contraditório, mas a faxina na alma começa pela faxina material. Experimente agora mesmo fazer o exercício do desapego. Comece pela sua bolsa. Abra-a e jogue tudo sobre a mesa. Veja a quantidade de lixo que você carrega numa simples bolsa: anotações, extratos bancários, contas pagas, produtos vencidos, etc., etc. Separe essa tranqueira e jogue tudo no lixo. Vamos lá, coragem! Você vai descobrir que tudo isso não faz falta e vai te dar um tremendo alívio. Agora vá para seu quarto e olhe o seu guarda-roupa. Independente da sua condição financeira aposto que nele tem peças que você não usa a mais de um mês. Acertei? Isso quer dizer que você não precisa delas, são excessos que estão ocupando espaço e contribuindo com a desorganização. Junte tudo, dobre cuidadosamente (para não parecer lixo) e faça uma doação. Mas não vale doar para amigos. Escolha uma instituição que tem trabalho social e entregue, de preferência sem se identificar. Ah, aquela roupa que você guarda para dias especiais, para uma festa, comece a usar já, na segunda-feira, para trabalhar. Você vai sentir a diferença imediatamente.

 Agora saia do guarda-roupa (não é isso que você está pensando mente suja!) e continue a faxina em outras partes da casa. Faça com coragem e determinação. Vá se livrando de tudo que você não tem usado rotineiramente. Guarde apenas aqueles objetos que representam valor sentimental para sua família. Lembre sempre que o que é demais para você está faltando para alguém. Por isso não jogue no lixo, doe para alguém. 

Assim como fez no guarda-roupa, pegue aquele jogo de pratos que você guarda para ocasiões especiais e use já. O momento especial é hoje! Após essa faxina sua casa vai ficar mais arejada, bonita e confortável, e de quebra sua alma ficará em êxtase pela boa ação que acabou de realizar. Descubra que você pode viver bem melhor com menos objetos. 

      Para completar essa faxina na alma, procure participar de algum grupo de manifestação de fé, mas sem exagero. Experimente entrar em alguma igreja no horário de programação e ficar por lá até o final do evento. Basta ficar em silêncio e ouvir o que as pessoas estão falando. Geralmente as pregações, homilias ou palestras tem alguma coisa interessante para se ouvir.

Parte II


      Você já está se sentindo bem mais leve, revigorado e com um sentimento de poder. Você já trilhou parte importante do caminho para encontrar seu valioso tesouro. Com a alma faxinada agora é hora da faxina no nosso templo sagrado: a MENTE.

      Nossa mente é um território sagrado cheio de mistérios. Muitos cientistas estão voltados para o estudo do cérebro, órgão que é o centro do sistema nervoso. Porém, muito ainda tem para ser desvendado. O que sabemos até o momento é suficiente para afirmarmos que somos comandados por esse órgão e ao mesmo tempo somos responsáveis pela sua programação, ou seja: temos o poder de alimentar nosso HD (nossa memória interna) com tudo o que queremos, de acordo com nossa conveniência.

    Como já fizemos a faxina na alma resta-nos agora fazer uma faxina na mente para trilhar o caminho em busca do nosso tesouro. Primeiro façamos o exercício de esvaziamento da mente. É normal que na rotina do dia-a-dia enchemos nossa mente com pensamentos negativos e com preocupações desnecessárias. Comparando a um computador é como se deixássemos nossa máquina desprotegida sem um antivírus. O sistema ficou tão comprometido que temos que recorrer a um técnico urgente para não perdermos nosso computador. Esses pensamentos negativos e toda a carga de preocupações que acumulamos diariamente são vírus letais que destroem nosso sistema nervoso e comprometem seriamente nosso cérebro. Infelizmente todo o corpo padece quando isso acontece em nossa mente. Veja as estatísticas médicas: a maioria das internações são por doenças causadas por excessos de preocupações. Uma úlcera, um problema cardíaco geralmente começa com um simples estresse.

    Então vamos limpar nossa mente cuidadosamente. O melhor momento para isso é a noite antes de dormir. Faça uma boa técnica de respiração  e passe uns dez minutos sem pensar em nada. Faça um esforço, você consegue! Depois, passe um tempo só pensando em coisas positivas. Se julgar que não tem nada de bom para pensar, pense no nascimento dos seus filhos, na sua capacidade de andar, de falar, de enxergar, etc. Delete tudo o que há de negativo. Tome a decisão de encarar a vida e as pessoas somente pelo aspecto positivo. Por exemplo: ao invés de reclamar na segunda feira por ter que ir para aquele trabalho chato, agradeça a Deus por ter acordado com saúde e por ter um emprego. Peça uma bênção por aqueles que estão desempregados. Você verá que milagres acontecerão no seu dia!

Parte III


 Com todo o lixo que acumulamos em nosso cérebro durante anos de preocupações desnecessárias, nos condicionamos a dar mais valor ao que não temos e ignorarmos o que temos. Lembra da parte anterior desse texto onde eu citei que nosso cérebro é como um computador? Apesar de ser um órgão maravilhoso e complexo, o cérebro é meio estúpido e por si só não é capaz de comandar todo o nosso corpo e nos livrar de problemas. Torna-se necessário enviarmos comandos objetivos de acordo com a nossa vontade e conveniência. Por exemplo: se eu sentir vontade de chupar manga e tomar leite e pensar que isso vai me fazer mal, é bem provável que vou ter uma indigestão; se eu saio de casa pensando que algo de mal poderá me acontecer, é bem provável que meu dia seja um caos.  Como um computador, o nosso cérebro necessita de programação diária, e de um bom antivírus.  Ou seja: As boas energias, o pensamento positivo funcionam como poderosos antivírus que vão proteger nossa preciosa máquina e alimentar nossos neurônios.  Seja objetivo e claro no que você quer alcançar. Se não for assim, seu cérebro poderá confundir os comandos e lhe causar danos irreparáveis.  Elimine de sua mente os vírus do tipo talvez, eu não vou conseguir, eu não posso, sou inferior, não tenho sorte, etc. Ao invés de falar "eu preciso tirar uma boa nota naquela prova", diga, "eu vou tirar uma excelente nota"; ao invés de falar "eu queria tanto aquele emprego", diga,  "eu posso, eu mereço. Esse emprego é meu". É claro que o ato de falar puramente não vai transformar nenhuma realidade, mas quando você tem essa atitude positiva, todo o seu sistema começa a trabalhar para isso. Quando você fala: "eu vou tirar uma boa nota na prova", seus neurônios despertam e lhe impulsionam para o ato de estudar. Já ouviu a expressão “palavras tem poder?” É a mais pura verdade. Certa vez a Irmã Dulce falou a seguinte frase: “se me convidarem para uma manifestação contra a guerra, não contem comigo. Mas se me convidarem para uma manifestação a favor da paz, estarei dentro de corpo e alma.” Entendeu a lógica? Esse é um exemplo clássico de atitude positiva.

 Pare de se boicotar agora e assuma que você é uma fonte de energia inesgotável. Mude sua atitude mental. Aprenda a utilizar essa energia a seu favor e perceba como as coisas vão se transformando ao seu redor.

Parte IV


Agora que você já é capaz de eliminar os pensamentos negativos, se concentre naquilo que você tem. Pessoas infelizes, mesquinhas e egoístas  vivem reclamando de tudo. Se você lhes oferece rosas, vão reclamar dos espinhos. Estão acostumadas a olhar sempre em direção ao seu próprio umbigo que nem percebem que o universo segue o seu percurso independente das suas lamentações. Lembro-me da história de um homem que andava pela rua infeliz, lamentando por não ter conseguido comprar um par de sapatos que tanto desejava. Em uma esquina cruzou com um homem que se movimentava sobre um carrinho de rolimã impulsionado pelas mãos. Não tinha as duas pernas e usava um par de chinelos gastos nas mãos para ajudar a dar impulso ao carrinho. Esse, ao cruzar o seu caminho lhe cumprimentou com um sorriso irradiante. O que estava infeliz sentiu vergonha por estar se lamentando. Enquanto um par de sapatos lhe torturava a alma o seu semelhante não tinha nem pés para calçar sapatos e, no entanto estava feliz. Portanto, aprenda a apreciar a sua vida. Não espere perder o que você tem de valioso para aprender a dar valor.
 Se você acha que é um pobre coitado responda as seguintes perguntas: quanto vale seus olhos? E sua mão direita? Quanto vale um grama do ar que você respira? Quanto vale seu filho ou seu irmão?

Lembre-se que estamos falando da faxina de nossa mente. Já estamos quase lá. Esse é um exercício diário que exige força de vontade e muita dedicação de sua parte. É como andar de bicicleta. Depois de um bom treino você entra no piloto automático. Por isso, não é demais repetir: esvazie seu cérebro de tudo o que há de negativo. Não pense que seus problemas são mais importantes do que os problemas de ninguém. Na verdade, eles só existem porque você deu muita importância a coisas desnecessárias, são monstros criados e alimentados por você. Quer medir o tamanho dos seus problemas faça o seguinte exercício: pense que importância eles terão em sua vida daqui a seis meses, daqui a um ou dois anos. Uma dívida pode ser um grande problema, mas quem foi que criou? Uma demissão repentina pode ser um problema se assim você o encarar. Mas por acaso você não tem pernas e braços para reagir?

 Pessoas fracas e desmotivadas se afundam nos seus problemas a ponto de ficar tão cegas que não enxergam a solução que está à sua frente. Por isso não estamos falando de nenhum milagre ou fantasia. Quando você adota atitudes positivas, quando você valoriza as pequenas coisas da vida, quando usa sua energia criadora é como se tirasse uma trava dos olhos. Tudo flui naturalmente e todo o universo começa de repente a conspirar a seu favor. Lembre-se: você é aquilo que você pensa, o que projeta no seu cérebro e as pessoas verão você exatamente como você se vê.

Depois de todos esses passos, você está preparado para alcançar seu tesouro. Ou será que não?  Se for capaz de identificar o seu tesouro, então está preparado. Agarre-o agora com entusiasmo e confiança. Se ainda não identificou, não desanime. Volte ao início e treine mais um pouco, que quando você menos perceber ele saltará aos seus olhos.

Boa sorte!!!


P.S. Um amigo me perguntou se esse era um texto de autoajuda. Esse gênero virou tendência a partir da década de 80 e apesar de fazer sucesso entre os leitores, sempre foi renegado por intelectuais que taxaram de leitura pobre, de charlatanismo, de superficial. Prefiro não radicalizar. Muitos autores se aproveitaram desse filão e passaram a escrever besteiras superficiais do tipo: como enriquecer em 30 dias; como conquistar as mulheres, como... Porém, um tratado sobre neurociência ou sobre habilidades cognitivas podem ser um texto de autoajuda se forem capazes de provocar auto aprendizado e mudança no comportamento  de quem lê. Então tudo é subjetivo. Aprenda a identificar boas leituras, e se quiser, utilize bastante como autoajuda.

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DÁ "PITÍ"

Em reunião pré-agendada com a Ordem dos Advogados do Brasil - Sessão Belém - o Secretário de Segurança Pública do Estado do Pará Jeannot Jansen da Silva Filho demonstrou total despreparo para o cargo que assume. Quando o Presidente da Ordem questionou sobre o estado de violência contra advogados no Estado do Pará que culminou com o assassinato do dr. Jackson Silva o Secretário se irritou e disse que não estava preparado para aquela situação. Como um menino imaturo e mimado  levantou-se e abandonou a reunião.

É inacreditável que um homem público tenha uma atitude como essa. Além de falta de respeito, o secretário Jeannot demonstrou total despreparo para a função que exerce. Falar que não está preparado para responder a um questionamento sobre violência é o fim da picada. Ele deveria estar permanentemente preparado para falar de um tema que é inerente a sua pasta, e de sua inteira competência. Se a pergunta fosse sobre genética, sobre transplante de coração, sobre economia, dava para entender o despreparo, -mas não a atitude arrogante. A pergunta era sobre segurança pública. 

É por isso que o Estado do Pará figura entre os mais violentos do Brasil. A cada dia o Governador Simão Jatene mostra seu desprezo pelo Estado e pelo povo, especialmente pelo povo da região Carajás. Enquanto ele concentra toda a verba e todo o aparato de segurança na Região Metropolitana de Belém, deixa o povo do interior a própria sorte. Lamentável!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A MORTE DO DR. JAKSON FICARÁ IMPUNE?

A besta e a fera


Tenho ouvido de muitos amigos que aqui no Pará, especialmente em Parauapebas, não existe lei e quem morre logo será esquecido pelo descaso das autoridades e da justiça. Muitos falam que não vale a pena lutar contra as injustiças, contra a corrupção ou mesmo contra a violência, pois aqui fala mais alto a lei da pistolagem, da barbárie. "Um cara te dá um tiro no meio da rua, simula um assalto, simula um acidente, e pronto, fica por isso mesmo. Só quem perde é sua família", disse um amigo. Respondo sempre o seguinte: "melhor morrer como um homem do que viver como um rato".

Outro dia mesmo fui abordado na frente de casa por um certo elemento que goza da simpatia de muita gente em nossa cidade, que me disse o seguinte: "Você sabia que se eu te matasse aqui ninguém ia mexer comigo? Nem juiz, nem promotor, nem delegado?" Respondi: "claro que sei. Por isso estou prevenido e pronto para tomar outras medidas". É claro que não é isso que penso. Apenas me defendi à altura da petulância e arrogância daquele "cidadão". Sou do tipo ingênuo que ainda acredita nas instituições e na justiça. Mas, em primeiro lugar, acredito na Justiça Divina.

A morte do Dr. Jackson foi anunciada aos quatro ventos. Ele próprio fez a denúncia nos órgãos competentes reforçado pela respeitada OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Mesmo assim foi brutalmente assassinado. Seus algozes confiaram tanto na impunidade que não tiveram nem uma precaução. Apenas deixaram passar um tempo para esfriar o clamor que houve após as mortes do advogado Décio e do líder comunitário "Grande". Fizeram como fazem os assassinos profissionais: deram um tempo para que a vítima baixasse a guarda e se descuidasse.

Aqui não estou acusando ninguém, apenas discorrendo e analisando os fatos. Talvez a morte do Jackson não tenha nada a ver com as denúncias e as ações jurídicas que ele movia contra agentes públicos. Talvez tenha sido mesmo um assalto como muitos se apressaram em divulgar. (Em Manaus os assaltantes tem o hábito de andar pelas ruas com escopeta calibre 12 sem serem importunados pela polícia. Há, há, há). Talvez tenha sido uma fatalidade, um mal entendido, um acerto de contas, ou dezenas de outras possibilidades. Talvez. Tudo pode ter acontecido. 

Só tem um detalhe nessa história que pode tirar o sono de muita gente: o Dr. Jackson foi assassinado em Manaus-AM e não em Parauapebas-PA. Apesar da polícia de lá não ser essas coisas, está muito além da do nosso Estado. Lá as autoridades tem outra dinâmica, outra prática. Aqui só temos policiais com boa vontade, mas sem nenhuma estrutura para trabalhar. Em Manaus as autoridades não são tão corruptíveis como aqui. Por esse motivo, a morte do Dr. Jackson poderá não ser mais uma que entrará para a estatística da impunidade. Vamos aguardar e torcer para que as investigações em Manaus tenham êxito e para que a polícia bote as mãos nos assassinos e nos mandantes. Até lá vamos pedir a Deus que nos proteja para estarmos vivos e podermos ver essa vitória da justiça contra a impunidade.

"Os assassinos estão livres, nós não estamos" (O Teatro dos Vampiros - Legião Urbana).

Descanse em paz amigo Jackson. Estamos todos de coração partido mas com esperança de dias melhores. Sua morte não há de ser em vão. Ficaremos com o seu bom humor, sua irreverência, sua humildade, sua "molecagem" e sua alegria permanente. Deus há de recompensar sua família por essa perda brutal e irreparável.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A BARBÁRIE ESTÁ VENCENDO EM PARAUAPEBAS

Dr. Jackson, Presidente da OAB - Parauapebas: mais uma vítima da bestialidade, da corrupção e da impunidade. Até quando vamos tolerar pacificamente? Até quando vamos ficar em silêncio? Quantos ainda terão que perder a vida para essa cidade acordar?

O silêncio é a forma mais estúpida de mostrarmos a nossa conivência e cumplicidade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AUTORIDADES DÃO MAU EXEMPLO NA ABERTURA DA JORNADA PEDAGÓGICA

Ontem (21) aconteceu no Ginásio Poliesportivo a abertura da Jornada Pedagógica de Parauapebas. O evento deu o pontapé inicial para o ano letivo 2015 nas escolas municipais. A programação de abertura contou com a excelente palestra do renomado Max Haetinger, que demonstrou desenvoltura e balançou a platéia com o tema "As Tecnologias da Informação e Comunicação a Serviço da Aprendizagem".

A SEMED na pessoa da secretária Juliana teve boa intenção na organização do evento. Desde a escolha do tema, a escolha do palestrante e a mobilização dos professores, estava tudo certo. Porém, mais uma vez o governo municipal deu um tremendo mau exemplo, uma demonstração de desrespeito e grosseria para com a educação. Tanto se fala em educar pelo exemplo, e na prática demonstra exatamente o contrário.

O evento que estava marcado para as 17 horas, só começou as 18:45h. Atrasar 15, 20 minutos é até normal quando acontece algum imprevisto. Agora atrasar uma hora e quarenta e cinco minutos é demais! 

Ficaram esperando o Prefeito que não apareceu


O ginásio estava lotado com quase  dois mil professores que esperavam impacientes pelo início do encontro. O palestrante que chegou pontualmente estava visivelmente desconfortado com o atraso. Após longa e angustiante espera alguém avisou que o prefeito não viria. Na última hora mandaram buscar o chefe de gabinete que chegou ao local sem saber do que se tratava. No seu discurso cometeu a gafe de falar que não tinha conhecimento do encontro, mas acabou fazendo um bom discurso, rápido e objetivo. Com certeza se saiu melhor do que sairia o prefeito que geralmente pronuncia um discurso longo, enfadonho e desconexo.

Iniciar um encontro de educadores com esse atraso é um gesto de grosseria imperdoável. É uma cultura que temos que eliminar da nossa realidade pois demonstra o quanto somos irresponsáveis e desprezamos as pessoas. Iniciar qualquer evento no horário certo é no mínimo obrigação, principalmente quando se trata de educação. Que exemplo essas autoridades estão dando aos professores? Que exemplo nossos professores levarão para a sala de aula? Por isso eu repito: atraso desse nível combina com grosseria e falta de respeito. 

Autoridades ausentes


O Prefeito não foi o único que não deu o ar da graça. Aliás, o prefeito não tem que estar presente em todos os eventos, pois nem sempre sua agenda permite. Basta se fazer representado e não deixar ninguém esperando como acontece em todos (TODOS!) os eventos do governo. Os vereadores - principalmente os professores - também brindaram o encontro com suas ilustres ausências. Quando começou as 18:45h. só estavam presentes os vereadores Josineto, Brás e Major. Pior do que a ausência é chegar bem depois e sair antes como foi o caso de outro vereador. Isso demonstra como estamos mal representados.

Fora esse lamentável mau exemplo, tudo transcorreu bem. A palestra foi um sucesso e os professores saíram motivados e prontos para mais um ano de missão. Parabéns a equipe da SEMED. Parabéns aos guerreiros professores que mesmo com as adversidades não desistem nunca.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PREFEITO VALMIR ESTÁ CONFUSO EM RELAÇÃO A MUDANÇA

Como anunciado aqui nesse Blog, o Prefeito Valmir Mariano Integral pediu o cargo do Secretário de Administração Wady Cecílio Sobrinho. Sua intenção inicial era abrir espaço para abrigar aliado na SEMAS e como não pode exonerar a Secretária Leudicy Leão, a abrigaria na SEMAD. O problema é que a vacância na SEMAD abriu uma disputa interna no próprio ninho do Valmir. Sua esposa (ou namorada...?) Gláucia que vem tentando arranjar um espaço para seus pupilos Euzébio (PT) e Wanterloo Bandeira entrou em campo e exigiu a vaga. 

Como sempre, inicialmente o prefeito cedeu. O próprio Wanterloo chegou a anunciar numa rede social que estaria assumindo a SEMAD e chegou a ser felicitado pela nova conquista. O diabo é que logo em seguida, o prefeito mudou de ideia (como de costume). Segundo informações de alcova o prefeito foi coagido por aliados que argumentaram que Wanterloo não somaria em nada em termos de aliança e causaria tumulto no já tumultuado governo.

Alguns falam que essa indecisão do prefeito é efeito de uma grave crise de esquecimento que vem se intensificando ultimamente. Outros afirmam que não passa de uma estratégia para se livrar das opiniões e pressões indesejadas. Funcionaria assim: um aliado sugere algo ao prefeito e ele diz "sim"; outro sugere outra coisa diferente e ele diz "sim" também. Assim, de "sim" em "sim" vai dizendo não à todos.

Com isso, permanece o impasse na cadeira da Secretaria de Administração. Quem assumirá? Wanterloo/Euzébio ou Leudicy? Enquanto o prefeito não se decide a secretaria continua a deriva. Felizmente lá tem uma boa equipe técnica que não deixa a peteca cair. Vamos aguardar para ver no que vai dar mais essa indecisão do indeciso comandante.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

HOMENAGEM À SÃO SEBASTIÃO - PADROEIRO DE PARAUAPEBAS

São Sebastião Do Rodeiro

Zé Geraldo




São sebastião do rodeiro,
Abençoe as rédeas dos seus cavaleiros,
Dos filhos ausentes, lembranças
Na pele rosada de suas crianças.

Seus povo segue
Em procissão,
No peito ardente
A batida da fé
E o terço na mão.

Seu povo canta
Nesse cordão
Pra aquele que chega,
As porteiras abertas
Do seu coração.

As folhas caindo, é março,
Os jovens buscando ocupar os espaços,
Do céu vem a luz protetora,
Dos vales, dos montes,
Da sua lavoura.

Seu povo segue
Em procissão,
No peito ardente
A batida da fé
E o terço na mão

Enquanto isso, em um futuro não muito distante em São Paulo


Leonardo Sakamoto

- Fodeu.
– Fodeu o quê? Fodeu quem? Quem tá falando?
– Dilma, é o Geraldo.
– Geraldo, como é que você tem o número desse celular?
– Consegui com uns procuradores do Paraná, história longa… Mas o que importa é que vamos ter que evacuar metade de São Paulo.
– Mas… hein?
– Can-ta-rei-ra. Sem água. Mais de uma semana. Não tem de onde tirar. Baby wipes também já sumiram nas gôndolas dos supermercados. Ontem, um exército de pessoas munidas de toalhas tentou derrubar os portões aqui do Palácio dos Bandeirantes porque descobriu que a gente é atendido pelo sistema Guarapiranga, que ainda tem água. Exigem banho.
– Geraldo, eu te disse que esse negócio de ficar negando que a cidade estava secando não ia dar certo, não te disse? Faltou planejamento, querido, faltou fazer mais reservatórios, interligar sistemas, comunicar à população…
– Ah, vai jogar na cara agora? Vai tripudiar, é?
– Mas eu te disse.
– Se é assim, então responde: por que a cidade está parecendo um pisca-pisca de Natal? Quando “acende'' um bairro apaga outro.
– Veja bem… No que se refere à falta de energia, eu digo… E-ner-gi-a… O Pronatec…
– Dilma, como assim?
– Esquece, força do hábito… E eu tenho culpa que o povaréu está comprando ar condicionado no crediário mesmo com o Levy arrepiando nos juros?
– Tá vendo! Não fui apenas eu que dei uma de João-sem-braço! Você baixou o preço da energia e incentivou o consumo, dizendo que estava tudo bem, que podia comprar, que o país aguentava. Até indicou um ministro de Ciência e Tecnologia que não acredita lá muito em aquecimento global…
– Olha, Geraldo, a gente tentou expulsar índios e outros moradores de suas terras para construir usinas hidrelétricas, como vocês, mas eles não arredam o pé. Antigamente era só trocar por miçangas. Cadê as tradições desse país que ninguém mais respeita? Esse negócio de direitos humanos atrapalha pacas.
– Eu sei que atrapalha. A polícia não pode nem mais reprimir uma manifestaçãozinha que já aparece jornal do mundo inteiro reclamando.
– Então, o que você quer de mim?
– Dilma, como é mesmo? Fazer mais reservatórios, interligar sistemas, comunicar a população…
– Engraçadinho. Pelo menos, no meu caso, a coisa vai e vem. No seu, até o volume morto morreu.
– Sorte sua que ainda não estreou a terceira temporada de House of Cards. Imagina o pânico na população se a luz acabasse no meio de um episódio?
– Nem me fale… Mas, Geraldo, vai fazer o quê, meu bom homem?
– Vamos lançar, aqui em São Paulo, o Programa Casa Amiga Cidadã. Quem acolher uma família de refugiados ambientais paulistanos em sua residência terá desconto no IPVA. Além disso, irá concorrer a um carro zero quilômetro todo o mês.
– Você sabe que isso não resolve absolutamente nada, né?
– Sei. Mas qual a coisa que o paulistano adora mais que água? Carro zero! Deve prender a atenção deles por um tempo.
– Se funcionar, avisa. A gente pode federalizar o programa. O que é bom não podemos ter vergonha de copiar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

CAI MAIS UM SECRETÁRIO DO GOVERNO VALMIR MARIANO

Hoje (19) foi a vez do Wady Cecílio Sobrinho limpar as gavetas da SEMAD (Secretaria Municipal de Administração). Por volta das 11:30 ele foi chamado ao Gabinete do Prefeito que lhe comunicou secamente, sem rodeios que iria precisar do cargo para a nova composição política. Wady se reuniu agora às 14h. com seus funcionários da SEMAD e comunicou que estaria deixando o cargo.

Wady era um dos poucos secretários que estava na gestão desde o início do governo Valmir. Assumiu a SEMAD pela quota partidária do PSDB e vinha desenvolvendo um bom trabalho na pasta com uma gestão aberta e dinâmica. Contava com uma boa equipe técnica e fez um trabalho de aproximação com os servidores, tornando-o assim muito benquisto por todos. No entanto,  não andava agradando ao chefe e aos vereadores devido o seu posicionamento técnico e por não aceitar se passar por fantoche. 

O governo Valmir da Integral não permite que um secretário faça gestão técnica. Outro dia eu conversei com um secretário que me confidenciou que por lá todos ficam inseguros, pois sabem que a qualquer momento poderá sair. Assim, segundo ele, ninguém pode fazer um planejamento a médio prazo. Outra reclamação é a falta de confiança e autonomia. "Eles querem que a gente seja apenas moleque de recado, pau mandado de vereador, e isso eu não serei nunca", desabafou o secretário. Assim, o Wady que sempre teve muita personalidade, gerenciou a SEMAD sem aceitar intromissões e interferências de políticos, nem mesmo do seu partido.

Ainda não se sabe quem assumirá a SEMAD. Especula-se que a Leudicy Leão deva assumir para dar lugar ao vereador Odilom na SEMAS. Assim, a gestão Integral vai se desintegrando, vai se esvaindo. Com apenas dois anos já conseguiu trocar quase todos os secretários. O que não muda mesmo é a corrupção e a dilapidação do patrimônio público que está colocando Parauapebas em situação de calamidade.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

OS EFEITOS DA MUDANÇA NO GOVERNO VALMIR

No dia 09 de janeiro publiquei aqui um texto com o título "A HORA DA VINGANÇA", onde previ uma mexida radical no governo Valmir no seu secretariado que quebraria as pernas dos seus aliados mais robustos. Alguns amigos me ligaram incrédulos e até falaram que eu estava delirando. "Imagine se o Valmir terá peito para mexer com Odilom e Devanir!", questionava um incrédulo. E eu confirmei categoricamente: pode não ter peito, mas tem loucura e esperteza de sobra para operar essa mudança, e se bobear ainda manterá a base quietinha e mais aliada do que nunca.

Pois bem. No início dessa semana algumas mudanças e outras promessas de mudanças dão um forte indicativo do que eu falei. Primeiro foi a mudança na Cultura. No texto anterior falei que o prefeito vingaria do Josineto (ex-presidente da Câmara) pela rasteira que tomou na eleição da Mesa Diretora em janeiro de 2013.  Valmir aplicou a vingança de forma tortuosa e enigmática. Ele teria confidenciado a um assessor direto que não aplicaria o "corretivo" no vereador de imediato, pois temia que o mesmo chutasse a barraca e partisse para a oposição. Assim lhe daria muita dor de cabeça, pois, segundo o próprio prefeito, o Josineto sofria de instabilidade emocional e seria capaz de inventar de interditar ruas e organizar manifestações. Assim, ele (Valmir) lhe daria corda para se enforcar nomeando a própria irmã do vereador para lhe desgastar. "Conheço bem esse pessoal encrenqueiro da cultura. Eles mesmo vão derrubar a secretária, e assim eu lavo as mãos", teria dito o prefeito. Por enquanto a cultura ficou assim: saiu o Fernando Veras e entrou Joselia de Oliveira Matos (irmã do vereador Josineto). Desejamos boa sorte à nova secretária. Espero honestamente que o Josineto use sua experiência e dê mais um drible no prefeito fazendo um bom trabalho e conquistando a turma da cultura. A cidade agradece.

Outra mudança que anunciei foi a exoneração do secretário de Urbanismo, Judson que é indicação do vereador Odilom. Valmir não exonerou diretamente, mas desde a sua posse vem sendo fritado e humilhado. A SEMURB foi deixada no osso e até o contrato de limpeza urbana que era o principal da pasta, foi retirado. A única função do Judson era assinar as medições desse contrato sem direito a questionar sobre os valores absurdos. Se um dia esse contrato for questionado na justiça o Judson poderá ser responsabilizado sem culpa.

Funcionários da SEMURB informaram a esse blogger que a secretaria estava até sem lâmpadas para manter a iluminação pública. O último episódio de humilhação teria acontecido em dezembro passado quando o Judson ao perceber que a cidade ficaria sem decoração natalina tomou a iniciativa de aproveitar o material antigo e pediu um caminhão munk para instalar algumas peças. O prefeito ao ser informado mandou que parasse imediatamente pois não teria dinheiro para pagar o caminhão. No final, a iluminação foi colocada pela metade já às vésperas do Natal. 

O Judson como é uma pessoa séria e de personalidade não iria aguentar por muito tempo. Estava na cara que entregaria o cargo. Uma fonte da Câmara me contou que o Valmir teria chamado o vereador Odilom e ordenado que indicasse outro, pois o Judson se mostrara incompetente. É o fim da picada. Se o Odilom vai indicar outro ninguém sabe. O certo é que o vereador já estava insatisfeito pois quando assumiu a liderança do governo o prometido em troca foi a Secretaria de Assistência Social. Essa sim. Além de ter orçamento robusto, possui independência orçamentária. Comentários do gabinete dão conta de que o Valmir colocaria na SEMURB seu compadre Dr. Rômulo (ex-secretário de saúde).

Outras mudanças são aguardadas a qualquer momento envolvendo as seguintes secretarias: Segurança Institucional, ASCOM, SEMEL, SEMAS e SEMAD. A mudança mais difícil será na Secretaria de Segurança que é do vereador Devanir. O secretário Hipólito que vem desenvolvendo um bom trabalho, ao que tudo indica não estaria nada satisfeito com o processo de "fritura". 

Essas mudanças vem deixando a população de Parauapebas de cabelos em pé. Muita turbulência, instabilidade e céu negro são as previsões dos mais otimistas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mídia brasileira usa o sangue do Charlie


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Um jornalista britânico pergunta, no Independent, se haveria a mesma comoção se o atentado contra o Charlie Hebdo tivesse como alvo uma publicação de extrema direita.

Respondo com uma pergunta.

Alguém consegue imaginar uma marcha, no Brasil, que congregue pessoas emocionalmente arrasadas que segurem cartazes que digam: “Sou a Veja?” Ou mesmo: “Sou a Globo?” Ou ainda: “Sou a Folha?”

Ou indo para pessoas físicas. Feche os olhos e veja multidões com cartazes assim: “Eu sou Jabor”. Ou: “Eu sou Merval”. Ou: “Eu sou Reinaldo Azevedo”. Ou: “Eu sou Sheherazade”.

A direita tem poder e dinheiro, mas não comove ninguém. Não muito tempo atrás, festas nas ruas celebraram na Inglaterra a morte de Margaret Thatcher.

Testemunhei uma delas, em Trafalgar Square, berço da majestosa coluna de Nelson, o almirante que impôs a primeira grande derrota à França de Napoleão.

As grandes empresas de jornalismo do Brasil e seus porta-vozes - os reais chapas brancas da mídia - são o exato oposto do Charlie. Defendem um mundo de privilégios que provocava vômitos mentais nos cartunistas mortos.

Isso não tem impedido a mídia brasileira de usar a tragédia do Charlie, cinicamente, em causa própria.

O sangue dos cartunistas franceses vem sendo utilizado sobretudo para barrar a discussão em torno da regulação da mídia no Brasil.

A liberdade de expressão pela qual morreram os jornalistas do Charlie seria, aspas, e pausa para uma gargalhada, ameaçada pela regulação.

Já que falamos de Nelson, evoquemos também Wellington, o herói inglês de Waterloo: quem acredita nisso acredita em tudo.

A “liberdade de expressão” pela qual se batem as empresas jornalísticas brasileiras pode ser resumida assim: vale tudo para defender os próprios privilégios.

Você pode assassinar reputações sem prova e sem consequências jurídicas. Você pode usar concessões públicas como rádios e tevês como arma de propaganda contra ideias e pessoas que representam ameaças, reais ou imaginárias, às mamatas. Você pode concentrar o direito à opinião em quatro ou cinco famílias. Você pode formar monopólio impunemente.

Você pode tudo, em suma – e sem contrapartida. Numa disputa com dois barões da mídia na década de 1930, o então premiê britânico Stanley Baldwin produziu uma frase ainda hoje amplamente citada no Reino Unido.

Depois de dizer que os jornais de ambos eram na realidade “máquinas de propaganda” para servir a interesses pessoais, e não públicos, Baldwin afirmou: “O que os donos desses jornais querem é poder, mas poder sem responsabilidade, coisa que no correr dos tempos tem sido o atributo das marafonas.”

De Baldwin para cá, a opinião pública inglesa esteve constantemente vigilante em relação aos barões da mídia.

O último deles, Rupert Murdoch, virou um pária social depois que os ingleses souberam os métodos que um jornal seu empregava para obter furos.

Sob a fúria da opinião pública, Murdoch foi obrigado a fechar o jornal, e jamais voltou a ter um vestígio do poder e da influência que tivera na Inglaterra.

Ainda em consequência do escândalo, a Inglaterra se pôs a discutir, prontamente, uma nova regulação da mídia. Os detalhes finais estão sendo elaborados, mas essencialmente foi decretado o fim da auto-regulação por ter se provado pateticamente ineficaz.

No Brasil, não chegamos ainda, neste terreno, aos anos 1930 de Baldwin.

Que presidente brasileiro ousou dizer a barões – e à sociedade, principalmente — as verdades que Baldwin disse?

Diversos ocupantes do Planalto não apenas silenciam como patrocinam os barões com o Bolsa Imprensa, o dinheiro público farto e constante que sempre abastece as grandes empresas na forma de publicidade federal.

É esse estado de coisas que a mídia está defendendo mais uma vez, com o caso do Charlie – e não, não e ainda não a “liberdade de expressão”.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

LIBERDADE DE IMPRENSA OU LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Após o atentado terrorista que ocorreu na França no último dia 07, o mundo inteiro discutiu freneticamente sobre a liberdade de imprensa. O que ninguém está discutindo são os limites éticos dessa liberdade. É meio difícil falar em limite ético quando se trata de uma força tão poderosa como se tornou a grande mídia no mundo inteiro, que além de corporativista tem se colocado acima do bem e do mal. Aqui no Brasil fala-se inclusive em quarto poder ao se referir a imprensa. Em nome dessa liberdade de imprensa, muitos maus profissionais vem fazendo verdadeiros absurdos como chantagens, assédio moral, assédio político e linchamento público de reputação. Esses setores obscuros da imprensa tem se tornado uma força tão absurda que o cidadão prejudicado muitas vezes nem procuram os seus direitos de defesa por conhecer a estrutura de poder que tem por trás dos veículos de comunicação.

O sistema democrático necessita de uma imprensa livre e irrestrita para que se fortaleça o regime. Nos dias atuais onde predomina o acesso as informações e a condenação voluntária de qualquer tipo de censura, não poderemos imaginar qualquer limite de expressão, qualquer forma de censura à imprensa. Porém, o único limite que deve ter - e que está faltando muito - é o limite ético. Em nome da liberdade não poderemos aceitar como fato normal que algum jornalista ridicularize a religião do próximo; não poderemos aceitar que se exponha ao ridículo cidadãos, instituições, governos sem que seja baseado em provas contundentes e sem que seja dado o amplo e irrestrito direito de resposta. Veja um exemplo: em todas as últimas eleições presidenciais desde a era Collor a revista VEJA criou factoides contra um partido que depois se descobriu sem fundamento. Na última eleição apresentou uma capa escancarando uma matéria às vésperas da eleição, onde afirmava que Lula e Dilma sabiam dos desvios na Petrobrás. Na matéria, num cantinho bem discreto, o autor cita que não há provas disso e que se trata apenas de uma declaração de um acusado. Mesmo que você odeie o PT, mas se usar a ética será capaz de colocar no lugar dos citados. 

E se fosse você o acusado por um jornal de estuprar uma vizinha e depois o mesmo jornal informar que foi apenas uma informação de um desafeto seu? O que diria? Procuraria o direito de resposta? Aí já seria tarde. Lembra do caso dos proprietários de uma escola em São Paulo que foram acusados de abusarem de crianças? A Globo explorou essa notícia de forma sensacionalista e depois teve que reconhecer que todos eram inocentes. O reconhecimento reparou os prejuízos? Não! Resultou em falência da escola, em destruição das famílias envolvidas e em mortes. E se fosse você?

Muitos setores da imprensa  tem confundido esse direito a liberdade e se apresentado como sendo um direito exclusivo dos jornalistas. Essa semana tive um embate com um membro do governo municipal que me questionava sobre o fato de eu ter citado o seu nome nesse Blog. Ele escreveu o seguinte: "Luiz, fique claro que você não está autorizado a falar meu nome. Não lhe dei procuração para isso. E mais, você é professor e não jornalista... O que acontece é que você como professor não está amparado pela liberdade de imprensa".  É claro que considerei isso uma sandice. E quem disse esse absurdo não foi um desinformado qualquer, foi um advogado experiente. Exatamente dessa forma equivocada pensam muitos jornalistas. Acham que só eles gozam dessa liberdade. Por isso, e para acabar com esse lastimável equívoco o termo deveria mudar. Ao invés de liberdade de imprensa, passaria a ser liberdade de expressão. Liberdade ampla e irrestrita com ética e responsabilidade e não esse jogo de vale tudo que se transformou a mídia.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ATAQUE TERRORISTA NA FRANÇA E A LIBERDADE DE IMPRENSA


Após o ataque na sede da revista de sátira Charlie Hebdo em Paris na França, nessa quarta (7), que deixou 12 mortos e 11 feridos, o mundo inteiro se manifestou sobre terrorismo e liberdade de imprensa. É claro que a imprensa brasileira e a ocidental destacou somente um lado da moeda. Todos aproveitaram um momento de comoção mundial para acirrar o discurso de liberdade de imprensa e referendar as medidas antiterroristas. Muitos se perderam na emoção e esqueceram da razão. Acompanhei atentamente a repercussão em vários setores da mídia, li vários textos pela internet e vi muito sensacionalismo. Um dos textos mais sensatos que li foi o do teólogo Leonardo Boff que fiz questão de reproduzir nesse Blog. Leia aqui. Ele apresenta de forma responsável, ética e inteligente uma visão mais realista dos fatos e suas consequências.

A revista Charlie Hebdo é famosa por ridicularizar políticos e religiosos através de sátiras e charges. Mesmo despertando a ira de muita gente, a revista tinha uma tiragem que nunca passou dos trinta mil exemplares. Depois do atentado, a grande comoção guinou a revista para uma tiragem espetacular de um milhão de exemplares. Cartunistas, jornalistas e editores de toda parte ocidental do mundo aproveitaram a ocasião para declararem em bloco que o atentado não foi só contra a Charlie Hebdo, e sim contra a democracia, contra a liberdade de expressão, contra a humanidade. Será que é tanto assim?

É claro que o assassinato de doze pessoas em qualquer parte do mundo e em qualquer categoria é motivo suficiente para grande comoção e repúdio. Ninguém, (NINGUÉM) tem o direito de tirar a vida do próximo seja por qual motivo for. Porém, não podemos analisar o fato de forma unilateral. Atacar a sede de uma revista e matar doze jornalistas é um ato tão abominável quanto ridicularizar a religião alheia. Não vi absolutamente ninguém citando as ofensas que a revista Charlie Hebdo sempre fez ao Islamismo. Não vi nem uma notinha contra a violência, contra o assédio moral, contra a humilhação que a revista fazia sistematicamente através de suas charges contra os imigrantes muçulmanos que vivem na França. Não vi sequer uma citação de repúdio pela forma desrespeitosa que a revista vinha agindo ao expor ao ridículo o Profeta Maomé. De repente a Charles Hebdo virou mártir, o símbolo sagrado da mídia, da liberdade de expressão.

Antes que me crucifiquem, - pois talvez eu seja um dos poucos que tenha a coragem de abordar o tema sob essa ótica - quero ressaltar que não estou defendendo o ato terrorista. Também fiquei comovido e indignado pelo brutal assassinato dos jornalistas. Sou contra qualquer forma de violência, intolerância e preconceito. Porém, não vou eleger a Charlie Hebdo como a única vítima. Não vou fazer coro alienado com a grande mídia e sair por aí bradando "Je suis Charlie". Aproveito o momento para fazer e chamar à uma reflexão mais aprofundada, sem paixões e sem falso moralismo. Se coloque no lugar do próximo. Nós cristãos, não gostamos quando algum fanático brinca com a imagem de Jesus Cristo. Conheço gente que seria capaz de matar por isso. O islamismo é uma religião de princípios pacíficos, porém, em qualquer religião existem os fanáticos, os fundamentalistas. Assim, quando ridicularizamos o símbolo máximo de uma religião, estamos sendo intolerantes, desrespeitosos e pérfidos. Como consequência, atraímos o ódio e a intolerância, que podem descambar para a violência. E violência não é só matar um grupo de pessoas por não concordar com suas idéias. A violência moral, a humilhação, a exposição ao ridículo pode ser muito mais cruel, pois mata aos poucos e causa sofrimento perpétuo.

Até que ponto em nome da liberdade de imprensa podemos expor e ridicularizar as pessoas? Inúmeras barbaridades são cometidas diariamente pelo mundo e, principalmente aqui no Brasil em nome dessa liberdade de imprensa. Poderia citar aqui vários exemplos de pessoas que perderam a vida, de empresas que foram extintas, de governos que foram derrubados injustamente por ações de suposta liberdade de imprensa. No meu ponto de vista, essa liberdade deixa de existir quando falta a ética, quando falta a responsabilidade e o respeito ao próximo. A isso eu chamo de ditadura da mídia.

(Continuarei tratando desse tópico - Liberdade de Imprensa - na terça, 13)



sábado, 10 de janeiro de 2015

Para se entender o terrorismo na França


Por Leonardo Boff.


Uma coisa é se indignar, com toda razão, contra o ato terrorista que dizimou os melhores chargistas franceses. Trata-se de ato abominável e criminoso, impossível de ser apoiado por quem quer que seja.

Outra coisa é procurar analiticamente entender porque tais eventos terroristas acontecem. Eles não caem do céu azul. Atrás deles há um céu escuro, feito de histórias trágicas, matanças massivas, humilhações e discriminações, quando não, de verdadeiras guerras preventivas que sacrificaram vidas de milhares e milhares de pessoas.

Nisso os USA e, em geral, o Ocidente são os primeiros. Na França vivem cerca de cinco milhões de muçulmanos, a maioria nas periferias em condições precárias. São altamente discriminados a ponto de surgir uma verdadeira islamofobia.

Logo após o atentado aos escritórios do Charlie Hebdo, uma mesquita foi atacada com tiros, um restaurante muçulmano foi incendiado e uma casa de oração islâmica foi atingida também por tiros.

Que significa isso? O mesmo espírito que provocou a tragédia contra os chargistas está igualmente presente nesses franceses que cometeram atos violentos às instituições islâmicas. Se Hannah Arendt estivesse viva, ela que acompanhou todo o julgamento do criminoso nazista Eichmann, faria semelhante comentário, denunciando este espírito vingativo.

Trata-se de superar o espírito de vingança e de renunciar à estratégia de enfrentar a violência com mais violência. Ela cria uma espiral de violência interminável, fazendo vítimas sem conta, a maioria delas inocentes.

Paradigmático foi o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. A reação do Presidente Bush foi declarar a “guerra infinita” contra o terror; instituir o “ato patriótico” que viola direitos fundamentais ao permitir prender, sequestrar e submeter a afogamentos a suspeitos; criar 17 agências de segurança em todo o país e começar a espionar todo mundo no mundo inteiro, além de submeter terroristas e suspeitos em Guantánamo a condições desumanas e a torturas.

O que os USA e aliados ocidentais fizeram no Iraque foi uma guerra preventiva com uma mortandade de civis incontável. Se no Iraque houvesse somente ampla plantação de frutas e cítricos, nada disso ocorreria. Mas lá há muitas reservas de petróleo, sangue do sistema mundial de produção.

Tal violência barbárica, porque destruiu os monumentos de uma das mais antigas civilizações da humanidade, deixou um rastro de raiva, de ódio e de vontade de vingança.

A partir deste transfundo se entende que o atentado abominável em Paris é resultado desta violência primeira e não causa originária. O efeito deste atentado é instalar o medo em toda a França e em geral na Europa. Esse efeito é visado pelo terrorismo: ocupar as mentes das pessoas e mantê-las reféns do medo.

O significado principal do terroismo não é ocupar territórios, como o fizeram os ocidentais no Afeganistão e no Iraque, mas ocupar as mentes. Essa é sua vitória sinistra.

A profecia do autor intelectual dos atentados de 11 de setembro, o então ainda não assassinado Osama Bin Laden, feita no dia 8 de outubro de 2001, infelizmente, se realizou: “Os EUA nunca mais terão segurança, nunca mais terão paz”.

Ocupar as mentes das pessoas, mantê-las desestabilizadas emocionalmente, obrigá-las a desconfiar de qualquer gesto ou de pessoas estranhas, eis o que o terrorismo almeja e nisso reside sua essência. Para alcançar seu objetivo de dominação das mentes, o terrorismo persegue a seguinte estratégia:

(1) os atos têm de ser espetaculares, caso contrário, não causam comoção generalizada;

(2) os atos, apesar de odiados, devem provocar admiração pela sagacidade empregada;

(3) os atos devem sugerir que foram minuciosamente preparados;

(4) os atos devem ser imprevistos para darem a impressão de serem incontroláveis;

(5) os atos devem ficar no anonimato dos autores (usar máscaras) porque quanto mais suspeitos, maior o medo;

(6) os atos devem provocar permanente medo;

(7) os atos devem distorcer a percepção da realidade: qualquer coisa diferente pode configurar o terror. Basta ver alguns rolezinhos entrando nos shoppings e já se projeta a imagem de um assaltante potencial.

Formalizemos um conceito do terrorismo: é toda violência espetacular, praticada com o propósito de ocupar as mentes com medo e pavor. 

O importante não é a violência em si, mas seu caráter espetacular, capaz de dominar as mentes de todos. Um dos efeitos mais lamentáveis do terrorismo foi ter suscitado o Estado terrorista que são hoje os EUA. Noam Chomsky cita um funcionário dos órgãos de segurança norte-americano que confessou: “Os USA são um Estado terrorista e nos orgulhamos disso”.

Oxalá não predomine no mundo, especialmente, no Ocidente este espírito. Aí sim, iremos ao encontro do pior.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A HORA DA VINGANÇA

Esse ano de 2015 inicia com um grande lançamento, e infelizmente não é na área cinematográfica. Estamos falando da realidade política de Parauapebas e as trapalhadas do seu gestor. Se isso fosse transformado em filme poderia ter vários títulos como: "O Vingador", "Os Três Patetas", "Alibabá e os 40 Ladrões", entre outros. Mas eu prefiro "A Hora da Vingança".  O Prefeito Valmir da Integral preparou para esse ano o seu prato da vingança, prato esse que ele já vem esfriando desde janeiro de 2013 e que agora sente que é chegada a hora de devorar com todo apetite. 

Valmir elegeu-se prefeito numa coalizão de forças com todas as cores, matizes e interesses. Na ânsia de chegar ao poder a qualquer custo fez pacto com "deus" e o diabo e comprometeu até suas entranhas. Com a expressiva votação que obteve subiu nos saltos e achou que poderia fazer voo solo e se livrar das figuras indesejáveis que grudaram em seu calcanhar. Entre os vários erros do Valmir, um foi o mais grave: achar que poderia fazer um governo sem fazer política. Pretendeu fazer uma gestão meramente técnica e subjugou os políticos que ajudaram-o a chegar ao poder. O grande problema, é que não teve habilidade nem para fazer esse suposto governo técnico. Quem não se lembra do embuste do Célio Costa? E o tal Planejamento 500 mil que não passou de um álbum de figurinhas mal montado?

Após eleito Valmir falou abertamente para quem quisesse ouvir que queria manter distância das "velhas raposas" como Odilom e Devanir. Ele não sabia como a banda tocava e pagou caro por isso. Vendo seu governo se degradar logo no início, para evitar um aborto, convidou o Odilom para ser seu líder do governo e ofereceu espaço com uma secretaria para Devanir. Esses vereadores percebendo a instabilidade emocional do prefeito trataram de organizar um blocão na Câmara e se entrincheiraram no recém criado Partido Solidariedade (SDD). Mesmo estando na base de apoio do Valmir, esse grupo de sete vereadores demonstraram que dariam muito trabalho e dor de cabeça. O objetivo principal era impedir que o prefeito mandasse na Câmara.

Etapas da vingança


Valmir nunca engoliu o golpe que levou do seu aliado Josineto. Tudo estava certo para o Pavão assumir a Presidência da Câmara e aos 47 minutos do segundo tempo a oposição emplacou o Josineto na cadeira de presidente. Quem articulou essa jogada de mestre? Quem? O Odilom em conjunto com a bancada do PT. O Prefeito ficou "P" da vida e jurou vingança. Acabou tendo que entregar a SEMURB e a liderança para o Odilom, descartando o então líder e aliado Charles Borges da forma mais humilhante. Ao Josineto entregou a Secretaria de Cultura para evitar problemas com quem supostamente mandava no Legislativo.

Em dezembro de 2014 veio mais um golpe nas partes baixas do Valmir. Esse preparou tudo para botar o seu soldado mor Euzébio Rodrigues como Presidente da Câmara. Assim, tiraria o rapaz do seu colo e botaria na cadeira de presidente, recompensando assim pelos serviços prestados com submissão e obediência. De quebra, ainda agradaria a sua esposa que há muito lhe pedia isso. Estava tudo certo, a carne do churrasco temperada, a cerveja gelada e o Whisky no ponto, até que...

Eis que aparece o grande articulador Devanir e convence seus pares de que o Prefeito não poderia ditar o ritmo da Câmara.  Para pesar mais no golpe, articularam tudo no Palácio dos Ventos nas barbas do chefe. E não deu outra: elegeram o Braz como Presidente e deixaram o Euzébio e o Valmir com a sensação de que foram atropelados por um caminhão. 

Agora Valmir sente que chegou a hora de sua vingança. Alguém o convenceu de que ele já está consolidado como prefeito e não precisa mais desses aliados forçados. Sente que pode terminar seu governo sem as presenças de quem tanto repudiou antes da posse. De uma tacada só tirará as secretarias dos vereadores Odilom, Josineto e Devanir (SEMURB, SECULT e Sec. de Segurança) Sua caneta está afiada e os decretos já estão na sua mesa. Como um vampiro diante de um pescoço suculento está lambendo os beiços e aguardando a lua se posicionar atrás das nuvens para concluir seu banquete. Resta saber se na hora "H" não vai amarelar e adiar sua vingança. Vocês acham que ele terá coragem para tanto?

Que Deus nos proteja a todos que somos meros mortais nessa república da fantasia chamada Parauapebas.